Dez anos após o fim de um relacionamento, duas pessoas se reencontram em um hotel provinciano. Conto literário. Maiores de 18 anos.

O hotel se chamava Linde e ficava numa cidadezinha no Mühlviertel, oitocentos habitantes, duas pousadas, uma farmácia. Não tínhamos escolhido aquilo. O seminário da editora para a qual Klaus trabalhava acontecia ali, minha editora tinha mandado dois representantes, e um deles era eu. Sabíamos um do outro porque nossos nomes estavam no programa, e não nos falávamos há dez anos.
Na recepção, ele estava atrás de mim quando fiz o check-in. Ouvi a voz dele antes de vê-lo.
— Marlies.
Me virei. Ele tinha envelhecido, mas envelhecera de um jeito que lhe caía bem — mais magro, algumas têmporas grisalhas, os mesmos olhos que já tinham me despido naquela época.
— Klaus.
Apertamos as mãos. Os dedos dele eram quentes, firmes, e um arrepio percorreu minhas costas. A recepcionista me jogou a chave, disse o número do quarto, e eu passei por Klaus até o elevador. No elevador, pensei se conseguiria, nos próximos dois dias, não falar com ele, além do necessário — e se eu realmente queria.
O necessário aconteceu à noite. Na recepção de boas-vindas, ele estava no bar. Cheguei porque também queria um copo de vinho. Ficamos lado a lado, como eu fizera com ele em cem recepções há dez anos, e era tão familiar que doía. Senti a proximidade dele, o cheiro da pele dele, misturado com o aftershave, algo amadeirado que reconheci. Entre minhas pernas começou a ficar úmido, simplesmente assim, depois de todos aqueles anos.
— Como você está? — ele perguntou.
— Bem. E você?
— Bem.
Bebemos. Não dissemos nada. De repente, ele disse:
— Há três anos tentei te encontrar.
— Por quê?
— Queria me desculpar.
— Pelo quê?
— Você sabe pelo quê.
Eu sabia pelo quê. Klaus tinha me deixado há dez anos, não numa briga, não numa escalada, mas numa decisão calma e claramente formulada que ele comunicou numa manhã de domingo e que eu, naquela manhã de domingo, não entendi nem aceitei. Precisou de quatro frases. Ele foi até o carro dele e foi embora.
— Teve um motivo que eu não sabia? — perguntei.
— Sim.
— Qual?
— Eu era jovem demais na época para entender que não vou embora porque você está errada, mas porque tenho medo.
— Medo de quê?
— De que seja bom demais.
Olhei para ele. Eu tinha trabalhado dez anos no sumiço dele — três terapias, um casamento curto que terminei porque não era bom, porque não era o que tinha sido com Klaus — e, naquela frase, naquele bar num hotel provinciano no Mühlviertel, uma parte desses dez anos desabou. Minha calcinha agora estava molhada, a umidade se acumulava entre meus lábios vaginais, e eu apertei as coxas para parar a pulsação.
— Klaus.
— Sim.
— Você poderia ter me encontrado.
— Tentei.
— Você não escreveu uma carta.
— Escrevi três. Não mandei nenhuma.
Saímos do bar. Não fomos comer na pousada, fomos direto para cima. O quarto dele tinha uma porta para o jardim, um hotel antigo, uma suíte na verdade, um quarto especial com terraço próprio. Sentamos no terraço. Era começo de junho, as flores da tília perfumavam tão intensamente que era quase desagradável. O perfume se misturava com o meu, o cheiro de excitação que subia do meu ventre.
— Você é casado? — perguntei.
— Não.
— Você parece que é marido de alguém.
— Fui. Três anos.
— Deu certo?
— Não.
— Por quê?
— Porque não supero bem algo que terminei há dez anos.
Tomei um gole de vinho. Klaus tinha conseguido dois copos, trazidos do bar, e eles estavam na mesinha entre nós. O vinho desceu quente na minha garganta, mas ainda mais quente era o desejo entre minhas pernas.
— O que a gente faz agora? — perguntei.
— Acho que o que não terminamos há dez anos.
Saímos do jardim para o quarto. Klaus estava dez anos mais velho, mas não tinha se tornado um homem diferente. Era o mesmo Klaus que tinha me olhado há dez anos, com a mesma atenção, com a mesma calma. Ele tinha me tocado sem pressa há dez anos, e me tocava agora sem pressa. A mão dele pousou na minha nuca, e senti meu corpo inteiro reagir àquele toque, meu sangue fluir mais rápido, meus mamilos endurecerem, minha boceta começar a pulsar quente.
— Eu quero você — ele disse baixinho. — Quero te foder, Marlies. Agora. Aqui.
Não consegui responder. Apenas assenti enquanto ele me levava até a cama. Minhas mãos tremiam quando comecei a abrir o cinto dele, enquanto ele tirava meu vestido por cima da minha cabeça. Meu sutiã de renda azul apareceu, e os olhos de Klaus se arregalaram quando ele viu meus peitos, firmes dentro do tecido.
— Você ainda tem esses peitos perfeitos — sussurrou ele, enquanto libertava meus seios do sutiã. Os dedos dele envolveram meu peito esquerdo, o mamilo duro pressionando a palma da mão dele. — Tão firmes, tão quentes. Senti sua falta.
Ele se inclinou e levou meu mamilo à boca. Uma onda de prazer me percorreu quando a língua dele circulou o bico duro, lambendo-o, chupando-o, até eu gemer. — Sim, Klaus, sim — ofeguei, enquanto enterrava as mãos no cabelo dele. A mão livre dele foi para meu outro peito, amassando-o, rolando o mamilo entre o polegar e o indicador, enquanto a boca continuava chupando o primeiro. Senti minha boceta escorrendo, a umidade saindo de mim, encharcando minha calcinha.
— Me tira a roupa — ordenou ele, e eu obedeci. Abri o cinto dele, o botão da calça, deixei o zíper descer. A calça caiu no chão, a cueca boxer esticada sobre o pau duro que se desenhava por baixo. Empurrei o tecido para o lado e o pau dele saltou — comprido, grosso, a glande vermelha e brilhante de excitação. Uma pequena gota de líquido pré-ejaculatório perlava na ponta, e lambi com a ponta da língua.
— Você ainda tem um gosto tão bom — murmurei, enquanto me ajoelhava. Abri a boca e prendi a glande dele entre meus lábios. O gosto salgado-doce do suco gostoso dele explodiu na minha
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