Os dedos de Lena tremem quando ela pressiona a maçaneta. A chuva encharcou sua camiseta, que gruda na pele como uma segunda camada fria. “Você está tremendo”, constata Marc, sua voz um sussurro rouco que preenche o corredor estreito. Ele fecha a porta atrás dela – um clique suave que exclui o mundo lá fora. Ela ri, um som seco que se perde no silêncio. “Só molhada. O passeio foi mais longo do que pensei.” Ela coloca uma mecha molhada atrás da orelha e sente o olhar dele, pesado e quente, como um toque. Há dois anos moram lado a lado – encontros na escada, um aceno, um sorriso – mas hoje ela está no apartamento dele pela primeira vez. A mão dele hesita na maçaneta, como se ele estivesse pensando se realmente a deixou entrar. Mas ele a convidou, na escada, quando passaram um pelo outro, ensopados e rindo. “Sobe rapidinho, vou te dar uma toalha.” Uma frase que coloca tudo em movimento.

Ele lhe entrega uma toalha felpuda, e enquanto ela seca os braços, ele fica parado, com as mãos enfiadas nos jeans, examinando-a. Entre eles há uma tensão acumulada como as nuvens escuras lá fora. Lena sabe da namorada – uma loira bonita que às vezes fica no fim de semana. Ele sabe do Thomas, o namorado dela, que viaja muito a trabalho. Mas hoje, neste cômodo, essas pessoas parecem sombras à margem.
“Fique à vontade”, diz Marc, apontando para o sofá. “Vou pegar algo para bebermos.” Ela se afunda nos estofados macios e escuta o tilintar de copos na cozinha. A chuva tamborila contra os vidros, um ritmo incessante que preenche o silêncio. Quando ele volta, com duas taças de vinho tinto na mão, senta-se mais perto dela do que o necessário – a coxa dele roça a dela. Ela toma um gole, o vinho é aveludado, com notas de cereja e um toque de baunilha. Aquece seu estômago e relaxa seus ombros. Ela fecha os olhos por um momento, apreciando o instante de aconchego. Quando os abre, vê que ele ainda a observa, com uma expressão que oscila entre hesitação e desejo.
Os dedos deles se tocam quando ela pega o copo. Um breve susto que se transforma em um sorriso. “Saúde”, diz ela. O vinho é pesado, aquece por dentro e solta a tensão em seus ombros. Marc coloca o copo de lado e vira-se para ela. “Sabe”, ele começa, “te vi hoje de manhã na janela. Você estava dançando, ao som da música dos seus fones de ouvido. Totalmente para si mesma.”
O sangue sobe ao rosto dela. “Você estava me observando?”
“Só um momento. Parecia bonito. Livre.” A mão dele agora está na dobra do joelho dela, um toque leve que pede permissão. Ela acena, quase imperceptivelmente, e os dedos dele deslizam lentamente sobre a pele sensível atrás do joelho dela. Um arrepio percorre o corpo dela – não de frio. “Marc…” O nome dele soa como uma pergunta, uma confissão. Ela sente o estômago se contrair, o coração acelerar. Ela quer dizer a ele que também deseja aquilo, mas as palavras ficam presas na garganta.
“Não diga nada”, ele sussurra, inclina-se e a beija. Um beijo hesitante que rapidamente ganha intensidade. Ela sente o gosto do vinho na língua dele, o calor dele, a proximidade dele. Ela corresponde ao beijo, deixa-se afundar nos travesseiros enquanto a mão dele sobe lentamente do joelho dela pela coxa. O toque queima através do tecido fino dos shorts dela. Ela geme baixinho na boca dele e abre as pernas para dar mais espaço a ele. Os dedos dele deslizam pela parte interna da coxa dela, deixando um rastro de fogo. Ela não consegue evitar, aperta as coxas, prende a mão dele, pressiona-a com mais força contra si.
“Eu quero isso”, ela solta entre duas respirações. “Mas nós…”
“Eu sei.” Ele a olha, olhos escuros de desejo. “Só desta vez. Hoje. Amanhã tudo volta a ser como antes.”
Ela acena, mesmo sentindo no fundo que nada mais será igual. Mas o pensamento está longe demais, sem importância demais, enquanto os lábios de Marc percorrem o pescoço dela e a mão dele desliza por baixo da camiseta dela. Ela levanta os braços, ele tira a peça de roupa pela cabeça dela, joga-a descuidadamente no chão. O olhar dele sobre os seios nus dela está cheio de fome, que a faz sentir-se desejada como há muito tempo não se sentia. Os seios dela são cheios e pesados, os mamilos já duros e eriçados, como se já sentissem o toque dele. Ela se inclina para a frente, beija-o novamente, enquanto os polegares dele acariciam os mamilos dela, fazendo-os virar botões duros. Um arrepio de prazer percorre o corpo dela, e ela se pressiona contra ele.
“Meu Deus, Lena”, ele sussurra, abaixa-se e pega um dos mamilos dela entre os lábios. Um som abafado escapa dela quando a língua dele circula em volta – um redemoinho macio e úmido que envia sinais diretamente para o ventre dela. Ela crava os dedos no cabelo dele, pressiona-o com mais força contra si. Ele muda para o outro lado, enquanto a mão dele acaricia o monte livre, arqueando as costas dela. Ela sente os mamilos brilharem de umidade, e a visão a excita ainda mais. A respiração dela acelera, o peito sobe e desce, e ela pode sentir a boceta ficar molhada, se abrindo.
Ela já está molhada quando os dedos dele encontram a cintura dos shorts dela e empurram o tecido para o lado. Ele passa a mão sobre a calcinha, sente o calor que emana dela. “Você está tão molhada”, constata ele, um traço de orgulho na voz. Ela se contorce sob o aperto dele, quer senti-lo, por inteiro, sem barreiras. “Marc, por favor…” O sussurro dela é rouco, urgente.
Ele entende. Num movimento fluido, tira os shorts e a calcinha dela, ajoelha-se diante dela no tapete. A luz que cai desenha sombras nos traços dele. Ele afasta as coxas dela, inclina-se sobre ela. “Quero te provar”, diz ele, e então abaixa a cabeça. Ela sente a respiração quente dele no lugar mais íntimo, antes da língua dele tocá-la. O primeiro contato da língua dele com o clitóris dela é um choque de puro prazer. Um grito, que oscila entre dor e êxtase, escapa dela. A língua dele é habilidosa, circula o clitóris dela, ora suave, ora mais firme, e ela sente a boceta se abrir, o prazer disparar pelo corpo. Ela não é mais ela mesma, é apenas aquele ponto de fogo que a língua dele trabalha. “Oh, Deus, Marc, sim…”, ela ofega, e as mãos dela agarram o cabelo dele, pressionam-no mais fundo dentro dela.
Ele mergulha a língua na fenda dela, prova a umidade dela, o suco dela, que agora flui abundantemente. O gosto dela é doce e salgado, e ele chupa como se fosse uma fruta. Ela sente a língua dele penetrá-la, ele a lamber como se quisesse absorver cada gota dela. Ela se agarra
Vozes da comunidade
Ainda sem vozes — seja a primeira a dizer o que a excitou.
