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O aroma da chuva e do cedro

Contos de Caso · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

O cheiro acre de café queimado e metal frio pairava no vagão quando Lena pisou na soleira. Seu olhar percorreu os lugares reservados – janela, corredor, ao lado de um homem sentado imóvel. Ela içou a bolsa no porta-malas e se deixou cair. O homem cheirava a chuva e madeira de cedro, um aroma que lutava contra a luz neon pálida. Ele folheava um livro, sem levantar os olhos. Sua boceta se contraiu involuntariamente com aquele cheiro, um formigamento úmido que ela não conseguia entender.

O primeiro olhar

Lena pegou o celular, passou os olhos pelas mensagens de Félix. “Até amanhã, amor. Divirta-se na conferência.” Ela digitou um coração, guardou o aparelho. O trem deu um solavanco, a cidade lá fora se dissolveu em listras cinzentas. Ela sentiu o homem erguer a cabeça. O olhar dele a atingiu sem a habitual timidez educada. “Incomoda se eu deixar a luz acesa?”, perguntou ele com voz grave, levemente rouca. “Não”, disse ela. “Eu também vou ler.” Pegou um livro de bolso surrado que não tocava há meses, mas seus pensamentos estavam em outro lugar – entre as pernas, onde um calor úmido se espalhava.

Os primeiros vinte minutos passaram em silêncio. Lena leu a mesma frase três vezes sem absorvê-la, seus pensamentos vagando para aquele homem, para o jeito como seu polegar virava as páginas – devagar, quase com carinho. Ela se pegou olhando para as mãos dele, os tendões se esticando sob a pele clara. Imaginou aquelas mãos tocando seu corpo, acariciando sua pele nua. Quando ele fechou o livro e se virou para ela, ela deu um sobressalto. “Me chamo David”, disse ele. “Lena.” Eles apertaram as mãos, o aperto firme e quente. A palma da mão dela suava, o coração disparou. “Para onde vai?”, perguntou ele. “Para Hamburgo. A trabalho. E você?” “Particular. Vou visitar uma velha amiga.” O sorriso dele era torto, como se soubesse de uma piada que só ele entendia, e aquele sorriso deixou a boceta dela ainda mais molhada.

A conversa

Eles conversaram sobre viagens, sobre livros, sobre o tempo. Banalidades que vibravam sob a superfície. David contou sobre seu trabalho como arquiteto, Lena sobre o dela como designer gráfica. Em certo momento, ele se inclinou, baixou a voz. “Diga-me, Lena – você é feliz?” A pergunta a pegou desprevenida. “Feliz?”, repetiu ela. “Estou satisfeita. Isso já é alguma coisa.” Ele balançou a cabeça devagar. “Satisfação é a resignação dos corajosos.” O olhar dele ficou preso nos lábios dela. Ela engoliu em seco, imaginou aqueles lábios lambendo sua xota. “E você? É feliz?” Ele riu baixinho, um som que ecoou no silêncio do compartimento. “Feliz é uma palavra estranha para mim. Mas sou curioso. Ainda.” Aquele “curioso” fez um arrepio quente percorrer suas costas.

Lá fora, a paisagem tinha escurecido, apenas ocasionalmente luzes de vilarejos brilhavam. O trem chacoalhava pela noite, um ritmo constante que a embalava. Lena tinha as pernas cruzadas, a saia havia subido um pouco. Ela sentia o calor úmido entre as pernas, sua calcinha encharcando lentamente. A mão de David estava no apoio de braço, perto da dela. Ela sentia o calor que emanava dele, um convite silencioso. Quando se inclinou para pegar algo na bolsa, seu braço roçou o dele. Ele congelou, respirou audivelmente. “Desculpe”, murmurou ela. “Não há o que desculpar”, disse ele, a voz rouca, e ela ouviu o desejo nela.

O toque

Uma hora depois, o compartimento estava quase vazio. Apenas um senhor idoso três fileiras à frente lia jornal. David se levantou para esticar as pernas e depois se sentou no lugar do corredor, ao lado dela. “Espero que não se importe”, disse ele. “Assim podemos conversar melhor.” Lena assentiu, o coração batendo mais rápido, o pulso pulsando no clitóris. A proximidade dele era inebriante, o aroma de cedro e algo salgado. Ela sentia a coxa dele ao lado da sua, o tecido da calça roçando em sua perna nua. Quando se virou, a saia subiu ainda mais, e ela sentiu a calcinha encharcada de umidade. A mão de David foi do apoio de braço até a dela, pousando sobre ela. Os dedos dele eram quentes, levemente ásperos nas pontas. “Lena”, sussurrou ele. “Não quero te deixar sem graça. Mas estou sentindo algo. É só imaginação minha?” Ela balançou a cabeça, incapaz de falar, a boca seca. Virou a mão, entrelaçou os dedos nos dele, e sentiu todo o corpo se arrepiar.

Ficaram assim, mãos dadas, enquanto o trem corria pela noite. A respiração de Lena era superficial. Uma onda de calor se espalhou em sua barriga, uma pulsação que irradiava direto para a boceta. Os polegares dele acariciavam as costas da mão dela, círculos que queimavam na pele. Ela olhou para ele, e quando seus olhares se encontraram, ele se inclinou e a beijou. O beijo foi suave, hesitante, como se pedisse permissão. Ela abriu os lábios e o deixou entrar. A língua dele encontrou a dela, uma primeira exploração tímida. O gosto de hortelã e café. Ela enfiou uma mão no cabelo curto e denso dele e o puxou para perto. O beijo ficou mais intenso, mais faminto, mais molhado. Ele a apertou contra a janela, o corpo dele diante dela, uma barreira de calor e desejo. Ela sentiu o pau duro dele através da calça pressionando sua coxa. O velho farfalhou o jornal, levantou-se e saiu do vagão.

Quando a porta se fechou atrás do homem, David se afastou dela, apenas para examiná-la com um olhar que a atravessou, direto para a boceta molhada. “Vem”, disse ele baixinho, levantou-se e puxou-a suavemente para cima. Ela o seguiu pelo corredor, a mão dela na dele, os passos silenciosos no carpete. O pau dele se destacava claramente sob a calça, longo e grosso. Ela mal conseguia suportar a visão sem ficar mais molhada. Ele abriu a porta do banheiro adaptado para deficientes, que era um pouco maior, e puxou-a para dentro. O espaço era sóbrio, mas limpo. Ele fechou a porta e girou a tranca. Ficaram frente a frente, a apenas um sopro de distância. Os olhos dele procuraram os dela, questionando. “Tem certeza?”, sussurrou ele. Ela não respondeu com palavras, mas pegou as mãos dele, guiou-as até sua blusa. Ele entendeu, abriu os botões com uma paciência que a excitou. A blusa caiu dos ombros dela, e ele deixou o olhar percorrer sua pele nua, brilhando pálida sob a luz neon. “Você é tão linda”, murmurou ele, os dedos deslizando sobre o sutiã dela, a renda delicada. Ele se inclinou, beijou o ombro dela, a curva do pescoço, enquanto as mãos dele abriam o fecho do sutiã. O tecido caiu, e ele envolveu os seios dela, os polegares acariciando os mamilos duros. S

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