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O Terceiro no Jogo

Contos de Corno · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

Lena abre a porta, e a noite quente de verão entra em ondas – uma onda de perfume de tília e fumaça de churrascos distantes. Felix está bem atrás dela, a mão apoiada em seu quadril, e ela sente o polegar dele traçando pequenos círculos ardentes no tecido do vestido. Na frente dela está um homem que ela nunca viu antes: alto, com um sorriso aberto e olhos que brilham âmbar na luz do corredor, como fogo líquido. “Você deve ser a Lena”, ele diz, e a voz dele é grave, com um tom áspero que faz algo vibrar dentro dela – fundo na barriga, onde o calor já começa a fluir. “Jonas. Obrigado por me deixar vir.”

Ela se afasta, e Jonas entra, uma mochila pendurada frouxamente em um ombro. Felix fecha a porta, e o clique da fechadura soa como um tiro de largada que dispara pelas veias dela. Lena leva os dois para a sala de estar, onde três copos e uma garrafa de vinho tinto já esperam na mesinha baixa – um altar para o que está por vir. O ar está carregado de expectativa, pesado e doce, e ela percebe as palmas das mãos ficarem úmidas, o coração batendo forte contra as costelas. A calcinha dela já gruda na fenda molhada, e ela sente o calor crescer entre as pernas enquanto se senta.

O silêncio entre as palavras

Eles se sentam – Lena no sofá, Felix ao lado dela, Jonas na poltrona em frente. A distância é calculada, mas o olhar de Lena vagueia repetidamente para as mãos do estranho, que repousam frouxamente nas coxas dele. Elas são finas, mas fortes, os dedos longos e marcantes – mãos que sabem o que querem. Felix serve o vinho, e o líquido vermelho balança suavemente nos copos, um som sensual que eriça os pelos da nuca de Lena. “A uma noite inesquecível”, ele diz, e o tom é calmo, mas Lena ouve a tensão ali, o tremor sob a superfície.

Eles bebem, e a conversa flui – sobre o verão, a cidade, o trabalho. Jonas conta sobre sua viagem, como ele viaja pelo país sem um plano fixo. Lena ouve a voz dele enquanto sorve o copo. Debaixo da mesa, o pé dela toca a canela de Felix, e ele dá um pequeno estremeção, como se ela o tivesse picado – um choque elétrico de expectativa. Ela o olha de lado: o maxilar dele está tenso, as pupilas dilatadas, escuras como a noite. Ela o conhece assim – quando o controle está prestes a escapar, quando a ganância assume as rédeas. A mão dele está na coxa dela, os dedos cravando-se levemente na carne, e ela sente o pau dele endurecer sob a calça, pressionando o tecido.

Jonas se inclina para a frente, os cotovelos apoiados nos joelhos. “Felix me contou que vocês querem experimentar algo novo. Que são abertos.” Os olhos dele pousam em Lena, e ela sente o calor subir às bochechas, o corpo reagindo ao olhar dele – os mamilos se enrijecendo sob o tecido fino do vestido, a respiração presa, e entre as pernas fica úmido, como se a boceta dela já estivesse se abrindo para o que está por vir. Felix acena com a cabeça, mas não diz nada. É como se ele tivesse passado o palco, como se agora fosse apenas um espectador no jogo deles.

“Sim”, Lena ouve a si mesma dizer, e a voz dela soa mais firme do que ela se sente. “Somos abertos.” O coração dela dispara, e ela sente a boceta ficar ensopada enquanto retribui o olhar de Jonas.

Um sorriso brinca nos lábios de Jonas – um sorriso de predador que tira o fôlego dela. Ele larga o copo, levanta-se e se aproxima. A sombra dele cai sobre ela quando ele para na frente dela, grande e escuro e cheio de promessas. “Posso?”

Ela acena com a cabeça, e a mão dele desliza no cabelo dela, os dedos se abrindo, massageando suavemente o couro cabeludo – e um arrepio desce pelas costas dela, direto entre as pernas. Lena fecha os olhos, respira fundo – cheiro de sabão, algo doce, talvez mel, de homem. A mão de Felix nas costas dela está firme, como se ele quisesse ancorá-la, mas a respiração dele é superficial, rápida, como se estivesse em fuga. Ela sente a luta dentro dele, o ciúme misturado com a ganância, e isso a excita – acende um fogo nela que queima mais forte do que tudo antes. Ela sente a boceta começar a pulsar, como se já quisesse sentir os dedos de Jonas dentro dela.

A fronteira se desloca

Os lábios de Jonas tocam os dela – macios e exploradores, uma promessa que se cumpre lentamente. Ele beija diferente de Felix: não exigente, mas convidativo, como se quisesse explorar cada milímetro da boca dela, desenterrar os segredos dela com a língua. A língua de Lena encontra a dele, e ela sente o gosto do vinho, misturado com um toque salgado de pele e desejo. Felix geme baixinho – um som entre protesto e pura excitação –, e ela se aperta mais contra Jonas, sentindo os mamilos enrijecerem sob o tecido fino, os quadris se moverem involuntariamente para a frente. A mão dele vai do cabelo ao pescoço dela, acariciando o ponto sensível atrás da orelha – e Lena treme, um tremor que percorre o corpo inteiro.

Ela abre os olhos, vê o rosto de Felix – vermelho, tenso, os dentes pressionados no lábio inferior. No olhar dele há algo que ela não consegue nomear: dor, mas também um calor ardente que a atravessa. Ela pega a mão dele, leva-a à bochecha, pressiona-a contra a pele ardente. “Fica comigo”, sussurra, e ele acena sem abrir a boca – um pacto silencioso que os une a todos os três. A mão dele treme, e ela sente o pau dele quase estourar sob a calça, pressionando o zíper.

Jonas se ajoelha na frente dela – um gesto de rendição que ferve o sangue nas veias dela –, as mãos deslizam pelas coxas dela, empurrando a barra do vestido para cima. Os dedos traçam padrões na pele dela, circulam a parte interna dos joelhos, sobem devagar, dolorosamente devagar. Lena ofega quando as pontas dos dedos tocam a pele sensível da parte interna das coxas, e a pélvis dela se levanta involuntariamente, buscando o toque dele. O aperto de Felix na mão dela fica mais firme, quase doloroso, mas ela adora – o controle que ele entrega, o poder que ela tem sobre ele.

Ela sente a respiração quente de Jonas na pele quando ele se inclina e dá um beijo na clavícula dela – um sussurro de lábios que a faz estremecer –, depois mais abaixo, na curva do peito que se desenha sob o tecido. A língua dele traça um rastro úmido que desperta a pele dela. O vestido é empurrado para cima pelos dedos dele, e então ele está sobre ela, os lábios no mamilo dela – mesmo através do tecido fino, ela sente o calor, a dureza da língua dele sugando-a, como se ele quisesse devorá-la. Lena geme, e as costas dela se arqueiam.

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