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A luz das velas

Contos de Romântico · aprox. 6 min de leitura · Maiores de 18

O cheiro de cera de abelha derretida e canela pendia pesado no ar enquanto Lukas abria a porta da sala de estar. Ele escolhera a fragrância de propósito — lembrava-lhe a feira de Natal de antigamente, na primeira noite juntos. Agora estava ali, de jeans e camisa branca com as mangas arregaçadas até os cotovelos, observando a disposição: duas velas altas e finas na mesa de jantar, cujas chamas tremeluziam inquietas quando a corrente de ar da porta as roçava. A luz refletia nos copos e na porcelana que ele tirara do armário especialmente — o serviço bom, que só usava em feriados. Seus pensamentos, porém, não estavam na louça, mas em Lena — no que planejava fazer com ela esta noite. Seu pau já começava a se mexer dentro da calça jeans, só de imaginar as mãos dela no seu corpo.

Lena passara a tarde inteira na cozinha, mas agora estava no andar de cima, trocando de roupa. Lukas ouvia seus passos na escada, o rangido leve de uma tábua do assoalho, e de repente sua garganta parecia apertada. Vinte e três anos de casados, mas naquele momento ele se sentia como um adolescente esperando o primeiro encontro. Passou a mão na toalha de mesa, um linho pesado cor creme, e verificou os talheres mais uma vez. Tudo estava no lugar, mas seu desejo não — pulsava na virilha, fazia seu pau inchar dentro da calça até a glande pressionar o tecido. Respirou fundo para se acalmar, mas o cheiro de canela e cera de abelha se misturava à imagem do corpo nu de Lena, que não lhe dava sossego.

A Chegada

Lena entrou, e Lukas se virou. Ela vestia um vestido que ele nunca vira antes: vermelho-escuro, quase vinho, com um decote estreito e uma saia que ia até pouco acima dos joelhos. O tecido se moldava aos seus quadris enquanto ela se movia. O cabelo, que ela normalmente prendia num coque frouxo, caía em ondas suaves sobre os ombros. Ela caprichara na maquiagem, os olhos realçados, os lábios brilhando levemente. Lukas sentiu o pau pulsar dentro da calça ao ver as curvas do corpo dela sob o vestido — a redondeza dos seios, a leve protuberância da barriga, a linha das coxas. Imaginou como a despiria em breve, como a pele nua dela arderia sob suas mãos.

— Uau — disse Lukas baixinho. Não conseguiu dizer mais nada. Sua voz saiu rouca de desejo.

Lena sorriu, um sorriso que envolvia os olhos. — Você caprichou. — Aproximou-se e deixou a mão deslizar sobre o encosto da cadeira. — As velas você comprou de propósito? Cheiram a… — Fungou rapidamente. — A canela. E mel.

— Cera de abelha — corrigiu ele, colocando a mão sobre a dela. — Queria que o cheiro fosse especial. E a aparência também. — Seus dedos acariciaram a palma da mão dela, e ele sentiu o calor que emanava dela. Seu pau endureceu mais, pressionando o zíper da calça.

Os dedos dela se entrelaçaram nos dele. — Está lindo. Muito lindo. — A voz dela ficou mais grave, um sussurro que excitava suas entranhas.

Ele puxou a cadeira para ela, e ela sentou, alisando a saia. Nesse movimento, a barra subiu, e Lukas viu uma tira de coxa nua — pele branca como creme, que quase o enlouqueceu. Serviu-lhe um copo de vinho, um tinto encorpado que abrira antes para respirar. Depois sentou-se à frente dela. A vela entre eles projetava sombras tremeluzentes nos rostos, destacando as maçãs do rosto e fazendo os olhos brilharem na escuridão. Lukas observou a língua dela deslizar pela borda do copo, e sua glande começou a pulsar.

A Conversa à Luz de Velas

— Então você cozinhou — disse ela, pegando o garfo. — Queria saber o quê. — Os seios dela se ergueram levemente quando ela se inclinou para a frente, e Lukas pôde ver o início do decote. Sua mão tremeu ao pegar o vinho.

— Filé mignon ao molho de vinho tinto, gratinado de batatas e aspargos salteados. Seu prato favorito. — A voz dele estava áspera, e ele pigarreou para controlá-la.

Lena inclinou a cabeça. — Você se lembra. — O sorriso dela era torto, quase desafiador. Ela sabia exatamente o que fazia com ele.

— Lembro de muita coisa. — Lukas tomou um gole de vinho, deixando-o derreter na língua. — Por exemplo, de quando você disse, na primeira vez que cozinhei para você, que o molho estava salgado demais. E você estava certa. — Mas enquanto falava, pensava em outra coisa: no corpo nu dela em cima da mesa da cozinha naquela época, em como ela apertara seus dedos quando ele a levou ao primeiro orgasmo.

Ela riu baixinho. — Estava mesmo. Mas você nunca mais errou. — A mão dela percorreu a mesa e pousou sobre a dele. — Você nunca erra nada, Lukas. — Os polegares dela massagearam a palma da mão dele, e ele sentiu o pau sob a calça pressionar o tecido, um desejo duro e pulsante.

A conversa fluía enquanto comiam. Falavam dos filhos, que já tinham saído de casa, do novo emprego de Lena no consultório, do último projeto de Lukas no escritório. Eram assuntos familiares, sem surpresas, mas o jeito como se olhavam, as pausas entre as frases, os toques leves das mãos ao passar os pratos — tudo era diferente. As velas pareciam criar uma atmosfera própria, um espaço onde os anos de rotina derretiam. Lukas sentiu a glande ficar úmida sob o jeans, uma pequena mancha de excitação se espalhando. Imaginou como dobraria Lena sobre a mesa em breve, levantaria o vestido dela e enfiaria o pau na boceta molhada dela.

Lena largou o garfo e a faca no prato. — Isso estava delicioso. Mesmo. — Ela se recostou. — Mas você não cozinhou só por cozinhar, né? Preparou alguma coisa. Conheço esse olhar. — Os olhos dela brilhavam à luz das velas, e ela umedeceu os lábios com a língua.

Lukas sorriu misteriosamente. — Talvez. Mas primeiro a sobremesa. — Levantou-se, e o pau pressionou a calça, um arco duro e visível que quase doía. Foi à cozinha e voltou com uma bandeja onde havia pequenas tigelas com uma massa cremosa, decoradas com uma fatia de carambola e uma folha de hortelã. — Panna cotta com maracujá — disse ele. — Sua segunda fraqueza. — Sua voz tremia de desejo.

— E a primeira? — A voz dela ficou subitamente mais grave, um tom que atravessou Lukas. Ela sabia exatamente o que fazia.

Ele colocou a bandeja na frente dela, inclinou-se e soprou-lhe um…

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