O cheiro de ozônio e lavanda sintética paira no ar climatizado quando empurro a porta do quarto de hotel. Meus dedos apertam a alça da mala enquanto examino o espaço: uma cama larga com lençóis brancos, uma escrivaninha, uma TV que exibe as notícias em silêncio. Viagem de negócios. Número quatro neste mês. Meu marido Markus em casa, mergulhado em seus documentos e na rotina silenciosa do nosso casamento. Mas esta noite é diferente. Um formigamento no meu ventre, um calor entre minhas pernas que não sinto há semanas. Deixo-me cair na borda da cama e fecho os olhos. O zumbido do ar-condicionado é o único som. E então meu celular toca. Uma mensagem de Jens: “Você já chegou? Estou no bar. Desce, se quiser.”

Jens. O colega da filial que me seguiu com os olhos na última conferência. Lembro-me dos olhos dele, como percorreram meu corpo enquanto eu fazia uma apresentação. Hoje à noite vou jantar com ele — a negócios, claro. Mas há esse formigamento no meu estômago que não quero nomear. Parece fome, mas mais profundo, mais corrupto. Tiro o paletó, dou uma olhada no espelho. Meu cabelo está bagunçado, o batom borrado. Levo meu tempo para me refrescar, passo um toque de perfume, escolho o vestido vermelho que Markus nunca gosta em mim — muito chamativo, ele diz. Talvez por isso mesmo. O tecido é fino, justo, abraça minhas curvas. Deixo o zíper aberto, só uma fresta, o suficiente para mostrar a curva dos meus seios. Quero que ele olhe. Quero que ele me deseje.
No bar, Jens está numa mesa alta, com um uísque na frente. Ele é mais alto do que eu lembrava, ombros largos sob a camisa aberta no colarinho. Posso ver os pelos finos no peito dele, onde a camisa se abre. Quando ele me vê, um sorriso cruza seu rosto, mas seus olhos são escuros, gananciosos. “Aí está você. Já pedi um martíni para você. Com azeitona, certo?” Eu assinto e me sento. O bar está quase vazio, só um casal mais velho no canto. Velas tremeluzem nas mesas. Jens desliza o copo na minha direção, seus dedos roçam os meus por um instante. O contato é como um choque elétrico. “Saúde”, ele diz. “Por uma reunião bem-sucedida.” Mas a voz dele não soa a trabalho. Soa a promessas.
Conversamos sobre números e apresentações, mas os olhos dele vagam constantemente para o meu decote, para a linha do meu pescoço, para meus lábios. Percebo minha respiração ficar mais superficial, meus mamilos endurecerem sob o tecido fino. O martíni queima na minha garganta, mas não é o álcool que me faz cambalear. Depois do segundo drinque, ele coloca uma mão no meu braço. Os dedos dele são quentes, firmes. “Você está deslumbrante esta noite”, ele diz baixinho. “Já na última conferência percebi que há mais entre nós do que apenas coleguismo.”
Engulo em seco. “Jens… eu sou casada.” Mas minha voz soa fraca, até para meus próprios ouvidos. “Eu sei”, ele diz. “Mas isto aqui é outra cidade. Ninguém vai ficar sabendo.” A mão dele sobe mais, acaricia minha nuca sob meu cabelo. Fecho os olhos, deixo acontecer. O rosto de Markus surge brevemente, mas eu o empurro para longe. Eu quero isso. Quero me sentir desejada. Quero o calor que se acumula no meu baixo-ventre. “Vem”, ele sussurra. “Vamos para o teu quarto.”
Vamos para o meu quarto. A porta fecha com um clique, e de repente somos só nós dois. O ar é denso, pesado. Ele me pressiona contra a parede, a boca dele na minha. A língua dele desliza entre meus lábios, exigente, exploradora. Sinto gosto de uísque e algo selvagem. As mãos dele sob meu vestido, brutas, impacientes. Ele desliza sobre minha coxa, mais para cima, até encontrar a borda da minha calcinha. “Você já está molhada”, ele murmura contra meu pescoço. “Sinto através do tecido.” Ele desliza os dedos por baixo da calcinha, percorre minha fenda. Estremeço quando ele encontra meu clitóris, o circula. Um gemido escapa de mim, profundo e incontrolável. Estou realmente molhada, a umidade escorrendo pela parte interna das minhas coxas. Os dedos dele deslizam facilmente enquanto ele me acaricia, me abre. “Eu quero você”, ele sussurra. “Quero sentir você dentro de você.”
Eu o levo até a cama. Caímos nos lençóis, enroscados um no outro. Ele beija meu pescoço, meus seios, enquanto abre meu zíper. O vestido escorre dos meus ombros, cai sobre meus quadris. Estou deitada no tecido vermelho e renda preta. O olhar dele é quente, ganancioso. Ele se inclina e pega meu mamilo na boca, chupa forte, morde de leve. Arqueio as costas, me pressiono contra ele. “Sim”, ofego. “Aí.” A língua dele circula a ponta dura, enquanto a mão dele massageia o outro seio. Sinto minha boceta ficar úmida, pulsando, ansiando por mais. A camisa dele cai no chão, passo as mãos sobre o peito dele, os músculos sob meus dedos. Ele é firme, quente, cheira a suor e calor. Abro o cinto dele, a calça, e liberto o pau dele. Está duro, grosso, a cabeça brilhando úmida. Envolvo-o com minha mão, deslizo lentamente, sentindo o tamanho dele, o calor. Ele geme, enterra a cabeça no meu travesseiro. “Me toca”, ele ofega. “Sim, assim mesmo.”
Ele puxa minha calcinha para baixo, tira o vestido completamente de mim. Estou nua diante dele, aberta, vulnerável. Ele abre minhas pernas com os joelhos, se inclina. A língua dele mergulha em mim, encontra meu clitóris, o circula em movimentos longos e lentos. Grito, agarro o cabelo dele. “Oh, Deus, Jens!” Ele não para, chupa, lambe, morde de leve meus lábios vaginais. Sinto meu corpo se abrir, o prazer se acumular, uma onda que quer me engolfar. Mas ele para antes que eu possa gozar. “Ainda não”, ele murmura, a boca brilhando molhada. “Quero gozar dentro de você.”
Ele se ergue, posiciona o pau dele na minha entrada. Sinto a cabeça deslizar sobre minha fenda, me provocando. “Por favor”, sussurro. “Por favor, me fode.” Estou impaciente, preciso dele agora. Ele sorri, um sorriso escuro e satisfeito. “Sim, diz isso de novo.” “Me fode”, ofego mais alto. “Forte. Me fode forte.”
Ele penetra em mim, devagar, deliberadamente. Sinto cada centímetro, enquanto ele desliza para dentro, me esticando, me preenchendo. Um gemido escapa de mim, profundo e animalesco. Ele está fundo dentro de mim, os testículos pressionando meu períneo. Ele para, me deixa saborear a sensação. Então começa a se mover, ritmado, mais fundo a cada estocada. Eu agarro suas costas.
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