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O terceiro convidado

Contos de Corno · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

Lara abre a porta, e o homem parado no corredor cheira a chuva e tabaco frio. O aroma invade seu nariz, pesado e familiar, como se ela sempre o conhecesse. Ben o pegou há uma hora num bar – olhares fugazes, um aceno, um encontro que ambos levaram apenas meio a sério. Agora ele está aqui, e Lara sente seu coração bater contra as costelas, um ritmo selvagem e impaciente. Sua boceta já começa a ficar molhada, só de olhar para esse estranho. Ela se afasta, deixa-o entrar. Seus dedos tremem na maçaneta enquanto uma onda quente dispara por suas veias.

A primeira impressão

Ele se chama Felix, trinta e poucos anos, cabelos escuros caindo sobre a testa e um sorriso que não é tímido nem ousado – é um sorriso que sabe de tudo. Ele carrega uma jaqueta de couro gasta debaixo do braço, uma camisa xadrez com gola aberta, onde se vê um rastro de pelos no peito. Ben o cumprimenta com um tapinha no ombro, como se fossem velhos amigos. Lara observa os dois homens apertarem as mãos – os dedos cuidados de Ben envolvendo a mão mais larga e áspera de Felix. Um formigamento desce por sua nuca, um arrepio elétrico que se acumula em sua fenda molhada. Ela aperta as coxas, sente seu clitóris roçar contra o tecido da calça, um primeiro tremorzinho de prazer.

“Vinho?”, pergunta Ben, já na sala. Felix acena, e enquanto Ben enche os copos, Felix senta no sofá, exatamente onde Lara estava há uma hora, com os pés debaixo das coxas e o laptop no colo. Ela pega a poltrona em frente, o couro frio através da calça fina de tecido, um choque em sua pele aquecida. Ben entrega um copo a Felix, senta ao lado dele, deixa a mão pousada frouxamente em seu ombro. É um gesto que Lara conhece – o jeito de Ben de sugerir intimidade, de acalmar. Mas hoje parece uma ponte por onde algo flui entre os homens, algo invisível e quente. A calcinha de Lara já gruda em seus lábios da buceta, uma promessa molhada.

“Saúde”, diz Ben. Eles bebem. O vinho é um Cabernet Sauvignon, escuro e pesado, deixa um rastro de cereja e baunilha na língua de Lara, uma promessa doce. O apartamento está silencioso, exceto pelo murmúrio distante da cidade lá fora, que soa como uma batida de coração longínqua. As cortinas estão fechadas, a luz do abajur banha o quarto num dourado enganoso, pintando sombras nos cantos. A boceta de Lara pulsa, um batimento duro e urgente que vibra entre suas pernas. Ela imagina o pau grosso de Felix penetrando-a, preenchendo-a, tirando-lhe o ar.

O jogo começa

Ben fala sobre o bar, sobre uma banda que tocou lá, sobre algum cara que pagou uma rodada. Lara não ouve. Ela olha para Felix, como ele segura o copo, gira o vinho, deixa o líquido correr em círculos que se refletem em seus pensamentos. O olhar dele encontra o dela, para, depois desce para sua boca. Ela sente os lábios secarem, passa a língua neles, um deslizar lento e consciente. Felix sorri, um movimento quase imperceptível, mas que rasga algo dentro dela, uma porta que ela nunca fechou de todo. Seus mamilos endurecem sob o sutiã, botões duros pressionando o tecido.

“Lara toca piano”, diz Ben de repente. O olhar de Felix vai para o piano de cauda velho no canto. “Toca alguma coisa para a gente?”

“Talvez mais tarde”, ela diz. Sua voz soa estranha, mais grave que o normal, uma oitava cheia de desejo. Ben levanta, vai até o bar, serve uísque para si. “Sabe”, diz ele, voltado para Felix, “nunca fizemos isso antes. Convidar alguém assim.” Ele ri, um som curto e tenso que se desfaz no silêncio. A mão de Lara vai inconscientemente para seu colo, pressiona o tecido, um pequeno consolo para sua boceta ardente.

Felix se recosta, os braços abertos sobre o encosto do sofá, um rei em seu trono. “E por que hoje?”

Lara vê os ombros de Ben se tensionarem. Ele toma um grande gole de uísque, que queima descendo sua garganta. “Não sei. Porque estamos curiosos.” Ele senta de novo ao lado de Felix, desta vez mais perto, o quadril quase na altura da coxa de Felix. O pulso de Lara martela contra suas têmporas, uma batida violenta que ela ouve zumbir nos ouvidos. Ela levanta, vai até eles, senta no braço do sofá, bem perto de Ben. Seus dedos deslizam no cabelo dele, enrolando uma mecha que parece sedosa. Ben sorri para ela, mas seus olhos são sérios, escuros de expectativa. Lara sente sua calcinha completamente encharcada, o suco escorrendo de sua fenda e deixando uma mancha escura no tecido.

O toque

Felix os observa, como um espectador no teatro que aprecia a tensão no palco. Lara se inclina e beija Ben – um beijo longo e explorador que abre seus lábios e convida sua língua. Ela sente gosto de uísque e algo salgado, o suor de sua excitação. A mão de Ben pousa em seu quadril, aperta suavemente, puxa-a para perto. Mas os pensamentos de Lara estão na presença de Felix, no calor que irradia de seu corpo, a poucos centímetros de distância, uma brasa que queima sua pele. Ela se solta de Ben, vira a cabeça. O olhar de Felix é escuro, suas pupilas dilatadas, dois buracos negros que a devoram. “Você gosta de assistir?”, ela pergunta. Sua própria franqueza a surpreende, uma faísca que salta dela. Sua boceta estala de desejo, um som molhado que só ela ouve.

Felix acena lentamente. “Sim, quero ver você ser fodida.” A palavra fica suspensa no ar, pesada e definitiva. A respiração de Lara para, sua buceta contrai com essas palavras.

Ben puxa-a para seu colo, e ela sente a ereção dele através do tecido da calça, uma pressão dura e urgente contra suas nádegas. Ela se esfrega nele, num movimento lento e circular, enquanto olha para Felix. A mão dele vai lentamente até o cinto, abre-o, um clique metálico que corta o ambiente. Mas ele não faz menção de se despir. Apenas o gesto. Uma ameaça. Uma promessa. Lara respira mais rápido, seu peito sobe e desce sob o tecido fino da blusa. As mãos de Ben deslizam por baixo, acariciam sua barriga, suas costelas, a pele queima sob seus dedos. Ela fecha os olhos, abre-os de novo – Felix ainda está lá, imóvel, uma silhueta escura na luz do abajur, uma sombra que respira. O pau dele se desenha claramente sob a calça, uma protuberância grossa e dura que faz a saliva de Lara correr.

“Tire a roupa”, diz Ben para ela. A voz dele está rouca, áspera de desejo. Lara obedece. Ela tira a blusa por cima da cabeça, os seios balançando livres por um instante antes de ela desabotoar a calça, deixando-a escorregar pelas pernas. Sua calcinha está uma bagunça molhada, o tecido transparente de tão encharcado. Ela a abaixa, e o ar fresco do quarto toca sua boceta exposta, um choque que a faz tremer. Ela está totalmente nua agora, e Felix a devora com os olhos, o olhar dele queimando cada centímetro de sua pele. Ben a puxa de volta para seu colo, as mãos dele encontrando seus seios, apertando-os, beliscando os mamilos até ela gemer. Mas seus olhos não saem de Felix, que finalmente desabotoa a calça, liberando o pau – enorme, grosso, a cabeça já brilhante de pré-gozo. Lara engole em seco, a boceta pulsando, pronta para ser preenchida.

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