O prosecco tinha gosto de papelão, e o grave da caixa de som vibrava contra as panturrilhas de Vera como um segundo batimento cardíaco. A festa anual de Marlene era sempre a mesma mistura de música alta, bebidas mornas e rostos que ela já tinha visto milhares de vezes. Colegas do escritório, o vizinho com a nova namorada que parecia saída de um catálogo brilhante. Vera suspirou, deixou o olhar percorrer a cena familiar — e parou em um homem encostado no bar. Cacheados escuros, um sorriso que despertava memórias de areia quente e pele salgada. Três anos atrás, uma viagem solitária depois da separação do ex. Ela tinha se deitado na areia, sem esperar nada — até ele aparecer ao lado dela, com uma caixa térmica e um livro que nunca leu. “Vera?”, ele perguntou agora, e a voz dele soava mais grave do que ela lembrava. “Boris?”, ela disse, e um sorriso se espalhou pelo rosto dela, que ela não conseguia controlar. Ele estava bronzeado, as rugas de expressão ao redor dos olhos estavam mais profundas, e ele usava uma camisa que destacava os contornos dos ombros. O olhar dele percorreu o corpo dela, parou nos seios dela, que se marcavam sob o vestido justo. Ela sentiu os mamilos endurecerem sob o olhar dele, e um formigamento quente se espalhou pelo seu ventre.

Reencontro e o primeiro toque
Uma mão pousou nas costas dela — Thomas, o marido dela. “Vocês se conhecem?”, ele perguntou, amigável, curioso. Vera acenou. “Conhecido de viagem. Na época em Fuerte.” Thomas sorriu, mas o olhar dele ficou preso em Boris, examinando-o. “Ah, o adorador do sol?”, ele disse, e não soou ciumento, mas investigativo. Vera conhecia aquele tom. Era o tom que Thomas usava quando observava algo, quando analisava algo. Ela tinha aprendido a lê-lo. A conversa fluía, sobre viagens, trabalho, os clichês habituais de conversa fiada. Mas sob a superfície, algo fervia. Vera sentiu isso quando Boris serviu mais bebida no copo dela e os dedos dele roçaram os dela. Um choque elétrico a percorreu, a boceta dela ficou molhada, a umidade escorria pela calcinha. Ela viu os olhos de Thomas seguirem o toque, viu os lábios dele se entreabrirem ligeiramente. “Deveríamos dançar”, Vera disse de repente, sem pensar. Boris ergueu uma sobrancelha. “Com prazer.” Thomas colocou o copo dele. “Vou pegar mais bebida”, ele disse, e o olhar dele encontrou o dela — uma centelha, um consentimento silencioso. Vera sabia o que ele queria dizer: Eu vou observar. Eu quero ver você ser fodida por outro.
O jogo começa — na pista de dança
Na pista de dança, a música estava mais alta, uma batida surda que vibrava pelo chão de madeira. A luz era fraca, vermelha e azul, os corpos dos convidados se fundiam em uma massa única e pulsante. Boris colocou as mãos nos quadris dela, puxou-a para mais perto. A respiração dele roçou o pescoço dela, quente e com um leve cheiro de uísque. “Você está fantástica”, ele murmurou, os lábios quase tocando a pele dela. Vera fechou os olhos, deixou-se levar pelo movimento. Ela sabia que Thomas estava em algum lugar na penumbra, observando-a. O pensamento fazia o sangue dela pulsar mais rápido, a boceta dela ficava ainda mais molhada, a calcinha grudava nos lábios da vagina. Ela se apertou mais contra Boris, sentiu o pau meio duro dele através do tecido da calça. Era longo e grosso, a protuberância se marcava claramente. “Seu marido?”, Boris perguntou baixinho, a boca perto da orelha dela. “Está olhando.” Não era uma pergunta, era uma constatação. Vera acenou, a boca dela na orelha dele. “Ele gosta disso. Ele quer ver eu ser fodida.” As mãos de Boris deslizaram mais para baixo, agarraram as nádegas dela, puxaram-na ainda mais para perto. Os dedos dele se cravaram na carne das bundas dela, massageando-as através do tecido fino do vestido dela. A pélvis dele se movia no ritmo da música, e ela sentiu ele ficar mais duro, o pau dele pressionando a barriga dela. “Devo chamá-lo?”, ela sussurrou. Boris riu baixinho. “Não é necessário. Ele já está aí.” Vera abriu os olhos, procurou Thomas na penumbra. Ela o encontrou no bar, o copo na mão, o olhar fixo nela. Os músculos da mandíbula dele se contraíram, a calça dele estava visivelmente estufada. Ele tinha uma ereção. Ela sorriu para ele, um sorriso lento e convidativo, e Thomas ergueu o copo como um brinde. Era o sinal. Vera se virou, pressionou as costas contra o peito de Boris, deixou as mãos dele vagarem pela barriga dela, até os seios dela. Ela sentiu os dedos dele nos mamilos dela, que roçavam através do tecido do vestido dela, eles endureceram, afiaram-se sob o toque dele. Ela pressionou a bunda contra o pau dele, sentiu o comprimento e a dureza através das roupas. “Vem”, ela disse roucamente, “vou te mostrar o quarto de hóspedes.” A voz dela soava áspera, cheia de desejo.
Intimidade — as preliminares
O quarto de hóspedes cheirava a lavanda e ar parado. Uma cama estreita estava encostada na parede, a luz do poste de rua entrava pelas persianas e desenhava listras na roupa de cama branca. Vera fechou a porta, encostou-se nela. Boris se aproximou dela, as mãos dele encontraram o zíper do vestido dela. Ele o abriu lentamente, deixou o vestido deslizar dos ombros dela. Caiu no chão, um suspiro de tecido. Vera ficou de sutiã e calcinha, a pele brilhando sob o olhar dele. O sutiã dela era de renda preta, através da qual os mamilos duros se marcavam. A calcinha dela era um triângulo minúsculo, que mal cobria a boceta molhada dela. “Linda”, ele murmurou, e as mãos dele pousaram na cintura dela, puxaram-na para perto. Ele beijou o pescoço dela, o lugar atrás da orelha que a deixava sensível. A boca dele desceu mais, sobre a clavícula dela, entre os seios dela. Ele se ajoelhou na frente dela, abriu o fecho do sutiã dela com um movimento hábil. Os seios dela caíram livres, pesados e redondos, os mamilos escuros e duros. Ele pegou um na boca, a língua circulou a ponta, lambeu e chupou, até ela gemer debaixo dele. A mão dele foi para o outro seio, amassou-o, puxou a ponta dura. Vera gemeu baixinho, agarrou os cachos dele, puxou a cabeça dele com mais força contra o peito dela. “Sim, chupa isso”, ela ofegou. Ela sentiu os dedos dele na calcinha dela, empurrou-a para baixo. O tecido estava úmido, grudava nos lábios da vagina dela. Ele deixou cair no chão, a mão dele pousou na boceta molhada dela. Os dedos dele deslizaram pela fenda dela, sobre o clitóris dela, que já estava inchado e duro. “Você já está tão molhada”, ele murmurou, a voz rouca de desejo. “Você quer, não quer?” Ela acenou, os quadris dela se pressionaram contra a mão dele. “Sim, me fode”, ela sussurrou. Ele beijou a barriga dela, o monte de Vênus, e então a língua dele — uma primeira carícia hesitante, que fez os joelhos dela ficarem moles. Ele abriu as pernas dela, deitou.
Vozes da comunidade
Ainda sem vozes — seja a primeira a dizer o que a excitou.
