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Dezessete anos depois no terraço do hotel

Contos de Caso · aprox. 6 min de leitura · Maiores de 18

O cheiro de fumaça fria em sua jaqueta de couro — e então, dezessete anos depois, estou no terraço lotado do hotel da conferência, taça de champanhe na mão, e o vejo entre os executivos. Seu nome é Felix. Ele mal mudou, apenas as têmporas estão grisalhas, o maxilar mais anguloso. Seu olhar me encontra, e sinto uma porta antiga se abrir dentro de mim — apenas uma fresta, mas o vento que passa por ela cheira a couro e chuva de verão, a beijos proibidos e noites quentes que nunca aconteceram.

Reencontro no piso escorregadio

A empresa celebra seu vigésimo aniversário. Meu marido Thomas, diretor, faz um discurso — palavras suaves sobre sucesso e espírito de equipe. Aplaudo educadamente, sorrio para todos, mas meus olhos procuram Felix, que está em algum lugar na borda, com uma bebida na mão. Contabilidade, pelo que ouvi. Quando Thomas passa o microfone para o coquetel, a multidão se dispersa. Felix vem em minha direção, pelos espaços entre os ternos. “Olá, Lena”, ele diz, e sua voz tem o mesmo tom rouco de quando fumávamos escondidos no pátio da escola. “Você está deslumbrante.” Rio nervosamente, talvez alto demais. “E você não perdeu o charme.” Conversamos sobre trivialidades — o trabalho, o tempo — mas sob a superfície, estala como um curto-circuito. Percebo minha mão tremer quando coloco o copo de lado. Seus dedos tocam brevemente meu antebraço, um gesto que ninguém nota, mas o local queima por minutos ainda. Minha calcinha fica molhada ao imaginar o que esses dedos poderiam fazer comigo mais tarde.

Sua proximidade revolve memórias: os encontros secretos depois da escola, os primeiros beijos hesitantes atrás do ginásio, a sensação de ser imortal. Agora ele está aqui, neste mar de ternos, e eu tenho dezessete anos de novo, cheia de desejo e medo excitante. “Quanto tempo você fica?”, pergunto, e minha voz sai mais rouca do que pretendia. “Só esta noite”, ele diz, “amanhã cedo eu volto para Hamburgo.” Uma onda de decepção me percorre, mas também alívio. Apenas uma noite — isso é mais seguro. Ou mais perigoso? Não sei dizer. Mas minha boceta me diz que eu o quero, agora e aqui.

A área de fumantes como refúgio

“Vou fumar um cigarro”, digo em algum momento, embora não fume há anos. Felix acena. “Vou com você.” Contornamos a esquina, até um pequeno nicho, escondido atrás de uma coluna, isolado da agitação da festa. Está frio, o ar cheira a pedra úmida e asfalto. Arrepio-me em meu vestido fino. Ele acende um cigarro, me oferece. A fumaça arranha a garganta, amarga na língua, mas familiar. “Lembra quando fumávamos escondidos no pátio da escola?”, pergunto, e as palavras saem mais fáceis do que pensei. Ele sorri, as linhas ao redor dos olhos se aprofundam. “E como nos beijávamos atrás do ginásio.” Seu olhar fica sério. “Lena, pensei muito em você. Nos seus lábios, seus seios, como você gemeu da primeira vez que te toquei.” Fico em silêncio. Meu coração bate contra as costelas, e entre minhas pernas fica úmido e quente. Então ele pega minha mão, leva aos lábios e beija a ponta dos meus dedos — um gesto tão terno que quase choro. “Devíamos voltar”, sussurro, mas não me mexo. O frio da noite, o calor de sua mão — estou presa no momento.

Encosto na parede, a alvenaria áspera pressiona através do tecido fino. Ele se aproxima, seu corpo me aquece, embora um calafrio percorra minhas costas. “Me conte sobre sua vida”, ele diz baixinho. “Thomas é bom para você? Ele te fode como você merece?” Aceno, mas as palavras ficam presas na garganta. Bom — sim, Thomas é bom. Confiável, bem-sucedido, sempre presente. Mas falta algo, essa centelha, esse perigo que sinto agora, aqui neste nicho escuro com um homem que me lembra minha juventude. “É complicado”, digo finalmente. Ele sorri tristemente. “Sempre foi.” Sua mão desliza para minha coxa, acariciando o tecido fino. Sinto seus dedos deslizando lentamente para cima, e minha respiração para.

O toque proibido

Ele se aproxima, seu corpo me aquece, embora um calafrio percorra minhas costas. Sua boca está perto do meu ouvido, a respiração úmida e quente. “Quero te beijar, Lena. Agora.” Aceno, apenas milímetros. Então sinto seus lábios — macios, exploradores, como uma pergunta para a qual já sei a resposta. Me abro, e sua língua encontra a minha. Tem gosto de tabaco e menta, de algo proibido que me deixa tonta. Suas mãos deslizam para minha nuca, me puxam mais para perto. Enterro meus dedos em seu cabelo, sinto o perfume caro que ele usa, e por baixo, um traço de pele. O mundo ao redor desaparece — apenas sua respiração, sua pulsação, o zumbido em meus ouvidos. “Precisamos tomar cuidado”, ofego entre os beijos, “alguém pode nos ver aqui.” Ele sussurra: “Conheço um quarto.” Seu polegar acaricia meu maxilar, um toque que me faz tremer. Quero dizer não, mas meu corpo já se pressiona contra ele. Sua mão desce, sobre minhas costas, até a barra do meu vestido. Ele levanta o tecido, seus dedos acariciam a pele nua da minha coxa. Mordo o lábio para não gemer alto. “Felix, aqui não”, imploro, mas não soa como protesto. Ele sorri, aquele sorriso atrevido de antes, que sempre me virou a cabeça. “Então vamos.” Ele pega minha mão, e me deixo levar, pela entrada dos fundos, passando por garçons e pessoal da limpeza, até o elevador. A cabine é apertada demais, seu corpo próximo demais. Sinto sua ereção através do tecido, e meu baixo-ventre se contrai. O elevador para, saímos, o corredor está vazio. O quarto dele é no fim do corredor, número 312. Ele destranca a porta, entra, e eu o sigo.

No quarto de hotel: A fronteira cai

Escapamos pela entrada dos fundos, pegamos o elevador até o terceiro andar. A cabine é apertada demais, seu corpo próximo demais. Sinto sua ereção através do tecido, e meu baixo-ventre se contrai. O quarto dele é arrumado, o laptop aberto, a cama perfeitamente feita. Ele fecha a porta, gira a chave — um clique que tranca o mundo lá fora. “Lena”, ele diz, e seu olhar queima. “Esperei tanto por este momento.” Ele vem na minha frente, suas mãos pousam em meus quadris. Sinto o calor através do tecido fino do meu vestido. “Eu também”, sussurro, e é a verdade. Levanto o rosto, e desta vez eu o beijo primeiro. Selvagem, exigente, sem inibições. Minha língua busca a sua, e

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