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No Ritmo dos Trilhos

Contos de Viagem · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

Quando Lara, na penumbra do compartimento, cruzou o olhar dele – preguiçosamente inclinado sobre um livro não aberto, o queixo apoiado na mão –, ela soube: aquela noite mudaria tudo. Agora o peso dele está sobre ela, e o trem chacoalha pela escuridão toscana, um batimento cardíaco metálico que dita seu ritmo de respiração. Mas isso é só o começo. O que ela não sabia: aquela noite a abalaria até a medula, sua boceta arderia de pura luxúria, e o pau dele a foderia tão forte que ela gritaria o nome do diabo.

O Encontro

Ela tinha escolhido o beliche de cima, uma cortina estreita de fenda que prometia mais do que escondia. As luzes estavam apagadas, o condutor já tinha sumido há muito tempo. Lá embaixo, dois homens conversavam: um, um empresário que digitava freneticamente no telefone; o outro – Matteo. Ela só sabia o primeiro nome dele, que ele gritara quando ela empurrava a mala para o bagageiro. “Deixa eu ajudar”, ele dissera, e os dedos dele tinham roçado a mão dela por um batimento cardíaco. Desde então, ela carregava o formigamento na pele, um mapa da saudade, mas também um calor profundo e úmido entre as pernas, que ela mal conseguia controlar.

O empresário já tinha adormecido, o ronco leve um baixo constante que preenchia o vagão. Lara ousou um olhar para baixo. Matteo estava deitado de lado, o rosto voltado para ela, os olhos abertos. Ele sorriu, um sorriso fino e caloroso que lhe mandou um arrepio pela espinha. Ela apontou para a porta do corredor, uma pergunta muda. Ele assentiu.

No corredor estreito, o ar era mais fresco, cheirava a metal e aventura. A porta para o vagão seguinte estava aberta, e de fora vinha o clique rítmico dos trilhos. Matteo se encostou na parede, os braços cruzados. “Não consegue dormir?”, perguntou ele, a voz um murmúrio profundo que ecoava no ventre dela. “Não”, disse ela, e soou como um convite que a surpreendeu. Ele se aproximou, tão perto que ela sentiu o perfume de limão e algo defumado nele, misturado ao calor da pele dele. “Eu também não.”

A Preliminar

A mão dele encontrou o quadril dela, puxou-a suavemente para si. O trem fez uma curva, e ela cambaleou contra ele, os seios se pressionando contra o peito dele. Ele a apoiou, deixou a mão descansar nas costas dela, os dedos brincando com a barra da camiseta dela. “Cuidado”, sussurrou ele, e a boca dele estava de repente na orelha dela, o hálito quente e rápido. O corpo dela reagiu antes que a mente alcançasse: os mamilos endureceram sob o tecido fino, um puxão úmido se espalhou entre as pernas dela, um pulso que batia no ritmo das rodas. A boceta dela ficou molhada, uma onda quente e pegajosa que encharcou a calça jeans. Ela sentiu os lábios da vagina incharem, se prepararem para o toque que viria.

Ela virou a cabeça, os lábios encontraram os dele. O beijo foi macio, tateante, depois mais exigente. A língua dele deslizou sobre o lábio inferior dela, e ela se abriu para ele, deixou-o entrar. As respirações se misturaram, quentes e apressadas, um sussurro de línguas e dentes. A mão dele vagou mais para baixo, agarrou a bunda dela, pressionou-a mais forte contra si. Ela sentiu a excitação dele, uma pressão dura no ventre dela, que a deixou ainda mais molhada. Ela pressionou os quadris contra ele, um desejo mudo, e ele gemeu baixinho, a mão deslizando por baixo da calcinha, os dedos percorrendo a fenda úmida. Ela mordeu o lábio para não gemer alto. Os dedos dele encontraram a fenda molhada dela, e ele gemeu ao sentir o calor e a umidade. “Você está tão molhada, Lara”, sussurrou ele, a voz um rosnado rouco. “Eu quero te foder tão forte que você esqueça o trem.”

“Aqui não”, murmurou ela contra a boca dele, a voz rouca de desejo. Ele pegou a mão dela, conduziu-a pelo corredor até o banheiro no fim do vagão. O espaço era apertado, a luz forte, as paredes frias. Ele fechou a porta, girou o trinco. Por um momento, ficaram de frente um para o outro, ofegantes, o ar crepitando de tensão. Então ele riu baixinho. “Mais romântico sempre dá.” Ela riu junto, um risinho nervoso que morreu num suspiro quando ele a puxou para si e cobriu o pescoço dela de beijos, os lábios um rastro quente do lóbulo da orelha até a clavícula. Ela cravou os dedos na camisa dele, puxou-o para mais perto, sentiu o calor da pele dele através do tecido. As mãos dela tremiam enquanto puxavam o cinto dele, impacientes, gananciosas.

O Boquete

Ele deixou as mãos deslizarem por baixo da camiseta dela, acariciando as costas, a pele macia sobre as costelas, ao longo das vértebras. Ela se aninhou contra ele, enterrou os dedos no cabelo preto e denso dele, que se enrolava sedoso nos dedos dela. Quando ele abriu o fecho do sutiã dela, um som baixo escapou dela. O tecido caiu, e as mãos dele envolveram os seios dela, os polegares circulando sobre os bicos duros, até que pareceram inchar sob os toques dele. Ela jogou a cabeça para trás, ofereceu o peito a ele, e ele se inclinou, pegou um bico na boca, sugou suavemente, até ela se contorcer de prazer. Os dedos dela se cravaram nos ombros dele enquanto a língua dele circulava, acariciava o bico, e depois dedicava atenção ao outro seio, sem negligenciar nenhum. Os mamilos dela estavam duros como pedrinhas, e cada sucção mandava um choque elétrico pelo corpo dela, direto para a boceta encharcada.

Ela puxou o cinto dele, impaciente, os dedos tremendo de avidez. Ele ajudou a abrir a calça, o zíper zumbindo baixinho. A ereção dele pressionava contra o tecido da cueca, uma pressão quente e viva. Ela afastou o tecido, envolveu-o, deixou os dedos deslizarem sobre a pele lisa e quente, sentindo cada batida de pulso. O pau dele era comprido e grosso, a cabeça inchada e vermelha, a pele do prepúcio puxada para trás. Ele gemeu, pressionou a testa contra a dela. “Você está me enlouquecendo.” Ela deixou a mão deslizar para cima e para baixo, devagar, saboreando o peso, o calor, o tremor silencioso dos músculos dele sob o toque dela. Uma gota de lubrificação deslizou sobre os dedos dela, e ela a espalhou pela cabeça, deixando-o ainda mais escorregadio. A respiração dele acelerou, e ele mordeu o lábio inferior, os olhos fechados.

Então foi ela quem assumiu o controle. Ela o girou, pressionou-o contra a parede fria, e se ajoelhou. O chão balançava sob ela, o trem fazia uma curva, mas ela encontrou apoio nas coxas dele, os músculos tensos sob os dedos dela. Ela o levou à boca, devagar, saboreando o peso na língua, o gosto salgado da pele dele. O pau dele preencheu a boca dela, e ela o deixou deslizar fundo, até os lábios dela alcançarem a base. A mão dele descansou na nuca dela, não empurrando, apenas ali, um s

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