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O Pacto das Chamas

Contos de Fantástico · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

O círculo ardia. Não com fogo real, mas o brilho da runa cintilava no chão de pedra, um laranja profundo que fazia as sombras dançarem. Rylan ajoelhou-se, a testa pressionada contra o granito frio, sentindo o suor escorrer de suas têmporas. O ar estava pesado de incenso, de sal e de algo mais — um gosto metálico que formigava na língua. Seu coração martelava contra as costelas enquanto ele sussurrava as últimas sílabas do canto. As vibrações das palavras rastejavam por sua garganta, fazendo seu peito vibrar. Ele trabalhara anos para esse momento, mergulhado em tomos amarelados em cada hora livre, misturando amostras e substâncias até que as pontas dos dedos ficassem doloridas de tanto folhear e mexer. E agora, aqui, nesta câmara oculta sob a torre, era a hora. O círculo estava perfeito, as runas precisas, as oferendas — uma gota de seu próprio sangue, misturada com cinzas da aurora — fumegavam na tigela de obsidiana. Ele ergueu a cabeça. A fumaça se enroscava, formando redemoinhos que lentamente se condensavam numa coluna. Uma pressão tomou seus ouvidos, como se a própria câmara prendesse a respiração.

Então, um sussurro. Não um som que ele ouvia, mas um que ecoava direto em seu crânio. Um nome, antigo e sedoso. Lyra. A coluna de fumaça se condensou ainda mais, contraiu-se, tomou forma. Primeiro apenas contornos, depois ombros se desprenderam, uma cintura fina, o cabelo esvoaçante — não cinza ou branco, como as tradições descreviam, mas de um azul profundo e vivo, como o mar profundo no crepúsculo. A deusa materializou-se diante dele, descalça na pedra fria, um manto até o chão de seda cintilante que acariciava seu corpo sem cobri-lo. Seus olhos eram da cor de mercúrio, e ela o examinou sem sorriso. “Você me invocou, mortal.” Sua voz soava como sinos distantes, sob um tom profundo e vibrante que ecoava em seus ossos. Rylan engoliu em seco. Ele preparara discursos, explicações, súplicas. Mas agora, na presença dela, as palavras queimavam em sua garganta. Em vez disso, sentiu outra coisa — um calor que não vinha das runas, mas que subia de dentro dele. Espalhava-se em seu peito, rastejava por suas veias e se acumulava no fundo de sua barriga. Desejo, quente e exigente. Surpreendeu-o, quase o assustou. Isso não fazia parte do ritual. Lyra pareceu notar. Um sorriso sutil brincou em seus lábios enquanto ela dava um passo mais perto. A barra de seu manto roçou sua mão, que ainda estava no chão. O toque parecia uma chama suave deslizando sobre sua pele. “Você não me invocou por poder. Nem por conhecimento.” Ela inclinou a cabeça, seu cabelo fluindo como água sobre o ombro. “Você me invocou por solidão.” Suas palavras o atingiram como uma flecha. Era verdade. Seus estudos, sua obsessão — fora apenas um pretexto, uma fuga do vazio que bocejava dentro dele. Ele ergueu o olhar e a encarou nos olhos. “Eu queria —”, começou, mas ela pousou um dedo em seus lábios. O toque enviou um arrepio por seu corpo, que se estendeu por sua espinha até sua virilha. “Não fale”, murmurou ela. “Eu sinto. Seu desejo é como um fio incandescente que me envolve. É isso que me mantém aqui, mais do que as runas conseguem.” Ela deixou o dedo deslizar de seus lábios, percorrendo lentamente seu queixo, seu pescoço, até o ponto onde a gola de sua camisa terminava. Sua pele queimava sob o toque dela. Ele ofegou baixinho. Lyra sorriu novamente — mas desta vez seu sorriso não era distante, e sim cheio de calor, cheio de promessa. “Você me invocou, Rylan. Agora você também precisa me receber.”

O Toque da Deusa

Ela o ergueu. Não com força, mas com uma energia suave e implacável que o obrigou a se levantar. Suas pernas tremiam, mas ela o apoiou, as mãos em seus ombros, e o guiou para trás, até o altar baixo de mármore preto no centro da câmara. A pedra estava fria sob suas coxas quando ela o fez sentar ali. O contraste entre o frescor da pedra e o calor que irradiava do corpo dela quase o deixou sem fôlego. Lyra ficou diante dele, as mãos apoiadas em seus ombros. Seus rostos estavam na mesma altura. Ele podia ver cada traço do rosto dela — as linhas finas ao redor dos olhos, o vestígio de uma pinta em seu pescoço, o modo como suas pupilas se dilatavam quando ela o olhava. “Tire a roupa”, disse ela baixinho. Sua voz não era uma ordem, mas um convite. Seus dedos tremiam enquanto ele desfazia o nó de sua veste. O tecido caiu de seus ombros, deslizou por suas costas e se amontoou ao redor de seus quadris. Ele sentiu o olhar dela em seu peito nu, nas cicatrizes de experimentos anteriores, nos pelos finos que se estendiam sobre seu esterno. Ela não o examinava com julgamento, mas com uma intensidade que o excitava. Lentamente, sem tirar os olhos dele, ela pegou a barra de sua própria veste. Com um movimento único e fluido, puxou-a sobre a cabeça. Caiu no chão como uma poça d’água. A visão o deixou sem juízo. Seus seios eram cheios e firmes, os mamilos de um rosa profundo que brilhava na luz crepuscular das runas. Sua cintura era fina, seus quadris arredondados, e entre suas pernas — uma faixa estreita de pelos escuros que se estendia como uma flecha para baixo. Ela era perfeita. Não imaculada — uma cicatriz se estendia sobre suas costelas, linhas finas como a textura da madeira — mas perfeita em sua vitalidade. Rylan estendeu a mão, incerto se podia tocá-la. Lyra pegou sua mão e a levou aos lábios. Beijou a ponta de seus dedos, um por um, e então deixou sua língua deslizar sobre a palma de sua mão. O choque do toque — úmido, quente, quase eletrizante — fez sua boca se abrir. Um gemido baixo escapou dele quando ela colocou sua mão sobre o seio dela. “Sinta-me”, sussurrou ela. “Conheça meu corpo. Ele é seu, por esta noite.”

Sua mão envolveu o seio esquerdo dela. A carne era pesada e quente em sua palma, o mamilo duro sob seu polegar que deslizava sobre ele. Ela suspirou baixinho quando ele pegou o mamilo entre o polegar e o indicador e puxou suavemente. Um arrepio percorreu o corpo dela, e ela pressionou a mão dele contra a sua, apertando-o mais contra si. “Sim”, murmurou ela. “Assim, exatamente assim.” Ele se inclinou para a frente, sua boca encontrou o seio dela. Seus lábios se fecharam ao redor da ponta dura, sua língua a circulou lentamente enquanto ele sugava. Um gemido profundo e vibrante veio dela

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