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O Pacto das Asas Noturnas

Contos de Fantástico · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

O cheiro de sálvia queimada e madeira ancestral pairava pesado e doce no ar enquanto eu subia o último degrau até o topo da torre. A lua cheia estava imensa e opressiva sobre a cidade élfica de Pratealuz, e sua luz fria e branca jorrava pelas janelas em arco do observatório em uma corrente larga e fluida, banhando o chão de pedra polida em um prateado leitoso. Minha mentora, a maga Lirael, estava de costas para mim, seus cabelos prateados soltos e esvoaçando até a cintura fina, cada fio parecendo capturar e armazenar a luz da lua. Ela usava um vestido simples e escuro de seda pesada, que abraçava sua figura esbelta e farfalhava suavemente a cada movimento discreto. Em suas mãos, ela segurava um cajado de madeira retorcida, que brilhava fracamente sob a luz da lua, uma luz azulada pulsante que parecia bater no ritmo de um coração invisível. Mas esta noite, não era o cajado que me atraía. Era o jeito como seu vestido esticava sobre sua bunda, que se delineava sob o tecido – firme, redonda, perfeitamente moldada. Meu pau pulsou dentro da minha calça ao pensar em enfiar entre as pernas dela.

— Você é pontual, Kael — disse ela, sem se virar. Sua voz soava como vento nas folhas do Bosque Eterno, rouca e sussurrante, cheia de segredos ancestrais. — O pacto só pode ser selado sob a luz plena. Nem um minuto antes, nem um minuto depois.

Eu me aproximei, meus passos ecoando baixinho na pedra polida, um contraste profano com sua presença etérea. Por cinco anos eu aprendera com ela, estudara a arte dos elementos e das estrelas, suportara sua paciência e seu rigor. Mas este pacto era diferente. Não me tornaria apenas seu aluno completo, mas nos ligaria para sempre – de uma forma que ia muito além da magia. Lirael havia insinuado quando me chamou, sua voz mais grave que o normal, seus olhos me perfurando. “O pacto exige entrega, Kael. Não apenas da mente, mas também do corpo. Tudo o que você é, você deve dar. Não segure nada.”

Meu pulso martelava contra meu pescoço, um tamborilar selvagem e impaciente. Eu ouvira boatos, dos magos mais velhos, que mencionavam tais pactos em sussurros, seus olhares carregados de significado, mas nunca ousara perguntar. Agora eu estava aqui, e o silêncio entre nós estava carregado de coisas não ditas, de uma tensão que fazia minha pele formigar. Meu pau já estava duro, pressionando contra o tecido da minha calça, e eu senti a primeira umidade escorrendo da minha cabeça. Eu não conseguia evitar – a visão da bunda dela, o jeito como a luz da lua acariciava seu cabelo, a voz profunda e sensual que me cortava. Eu a queria. Eu a queria tanto quanto nunca quisera uma mulher antes.

Ela se virou lentamente. Seu rosto era fino, as maçãs do rosto altas e afiadas, os olhos de um violeta profundo e viciante que sob a luz da lua pareciam quase pretos, como a profundidade de um oceano à noite. Um sorriso fino e sabedor brincava em seus lábios. — Você sabe o que vai acontecer agora?

Engoli em seco, minha boca seca. — Não exatamente. Mas confio em você. Completamente.

— Confiança é boa. Mas precisa de mais. Precisa de desejo. Precisa da vontade indomável de tomar. — Ela colocou o cajado de lado, o brilho se apagou, e veio em minha direção. Seus movimentos eram fluidos, graciosos como os de um felino, cada fibra de seu corpo tensa e pronta. Quando parou na minha frente, mal chegava ao meu ombro. Ela ergueu uma mão e a colocou em minha bochecha. Seus dedos eram frios, mas um leve calafrio elétrico me percorreu, eriçando os pelos da minha nuca e se acumulando no meu estômago. Seu olhar desceu pelo meu corpo, parou na minha calça, onde meu pau fazia uma protuberância grossa e dura. Ela sorriu, um sorriso sabido e ganancioso.

— O Pacto das Asas Noturnas é um dos mais antigos, Kael — sussurrou ela, seu hálito quente no meu ouvido. — Ele liga o aluno à maga, não apenas através do conhecimento, mas por uma conexão física profunda. É uma troca de energia, de força vital. E exige que nos entreguemos um ao outro, sem reservas, sem vergonha. Que eu me abra para você, e você para mim. Que você me tome como nunca tomou ninguém.

Sua mão deslizou da minha bochecha para o meu pescoço, a ponta dos dedos roçando minha laringe, depois descendo pelo peito, onde meu coração batia descontrolado contra sua mão aberta. Fiquei parado, hipnotizado por seu olhar, que me perfurava. — Estou pronto — disse eu, e minha voz saiu mais rouca, mais gutural do que eu pretendia. Uma promessa, um rosnado.

— Você está — murmurou ela. — Eu vi em seus olhos desde o primeiro dia. O fogo da curiosidade, o anseio por mais. A fome que nunca te abandona. — Ela deu mais um passo, e seu corpo quase tocou o meu. Senti o calor que emanava dela, embora suas mãos fossem frias, uma brasa interna que parecia me envolver. — Mas há um último passo, uma última prova. Você precisa me tomar, Kael. Aqui, sob a lua cheia. Você precisa me desejar tanto que seu corpo não consiga evitar. Só quando você me desejar, não como maga, mas como mulher, como carne e osso, o pacto será selado. Quando você me tomar como se sua vida dependesse disso.

Minha respiração prendeu. Eu sempre a admirara, sua força, sua sabedoria, sua beleza silenciosa e inatingível. Mas nunca me permiti vê-la assim. Agora, naquela luz, com aquela oferta em seus lábios, sua voz me convidando a possuí-la, toda a minha contenção se dissolveu em uma onda quente e gananciosa. Coloquei minhas mãos em seus quadris, senti a curva esbelta sob o tecido macio, o calor de sua pele penetrando a seda. — Eu te desejo — disse, e era a verdade pura e nua. Cada fibra do meu corpo gritava isso.

Ela sorriu, um sorriso genuíno e caloroso que criou rugas ao redor de seus olhos e fez seu rosto parecer suave e jovem por um momento. — Então me mostre. Mostre-me o quanto.

Eu me inclinei e a beijei. Não um beijo suave e questionador. Um beijo exigente e faminto. Meus lábios se pressionaram contra os dela, os abriram, deixando minha língua penetrar fundo em sua boca. Ela tinha gosto de hortelã e algo ancestral, de terra úmida e tesouros escondidos. Ela retribuiu o beijo com uma selvageria que me surpreendeu, sua língua encontrando a minha, lutando comigo, me desafiando. Um primeiro suspiro profundo escapou de sua garganta quando apertei seus quadris com mais força e a puxei contra mim. Senti seu corpo, macio e firme ao mesmo tempo, e meu pau pulsou violentamente, uma necessidade urgente e primitiva tomando conta de mim. Minhas mãos deslizaram para baixo, apertando suas nádegas firmes através da seda, puxando-a contra minha ereção. Ela gemeu contra minha boca, um som que vibrou através de mim, e eu soube que não havia volta. Eu a tomaria ali mesmo, sob a lua, e selaria nosso destino para sempre.

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