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Ajuda de Maroc no calor da noite

Contos de Escritório · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

O cheiro de ozônio e eletrônica aquecida pesava no escritório aberto quando Daniel ergueu a cabeça e olhou para o relógio pela primeira vez em horas. Pouco depois das vinte e três horas. O ar-condicionado zumbia baixinho, o som dos monitores se misturava ao arranhar da caneta de Lea no papel. Ela estava sentada a três fileiras de distância, de costas para ele, os ombros tensos sob a blusa fina. Sua assistente. Há dois anos. E há dois meses ele sentia essa tensão, que não tinha nada a ver com o prazo que expirava em oito horas. Seu pau já ficava duro, só de ver as curvas dela, que se desenhavam sob o tecido.

— A última planilha está pronta — disse ela, sem se virar. A voz dela soava rouca, cansada. — Os números estão certos, mas o texto no anexo ainda está cheio de erros.

Daniel se levantou e foi até ela. O carpete abafava seus passos, mas ela deu um sobressalto quando ele parou ao lado dela. O perfume dela — uma mistura de baunilha e algo mais picante, canela talvez — subiu até seu nariz. — Mostra aí.

Lea apontou para a tela. O dedo indicador dela tremia levemente. Ele se inclinou, a mão no encosto da cadeira de escritório dela, e leu a passagem. — Falta uma vírgula aqui, e a frase está truncada. Mas de resto — bom trabalho. O olhar dele vagou do cabelo dela até o pescoço, onde uma veia fina pulsava. Ele imaginou como seria acariciar aquele lugar com a língua, enquanto os dedos dele deslizavam na boceta molhada dela.

Ela virou a cabeça e olhou para ele. Os olhos dela estavam escuros de exaustão, mas por baixo disso brilhava outra coisa. — Bom trabalho? Fiquei aqui as últimas dezesseis horas enquanto você telefonava na sua caixa de vidro. A acusação na voz dela era afiada, mas os lábios dela tremeram, como se ela estivesse reprimindo um sorriso.

A primeira rachadura na armadura

Daniel se endireitou. — Você quer reconhecimento? Tá bom. Sem você, eu não teria a apresentação a tempo. Mas você sabe disso.

— Sei? Você nunca diz. Ela se levantou, virou-se para ele. A distância entre eles era menos que um braço esticado. — Você só diz “Bom trabalho”, como se eu fosse um robô.

— Você não é um robô, Lea. A voz dele ficou mais grave. Ele viu como o peito dela subia e descia sob a blusa, e a ponta dos dedos dele coçava para sentir as pontas duras dos peitos dela, que se apertavam contra o tecido. — Você é a melhor que eu já tive. Mas se eu dissesse isso todo dia, você ficaria convencida.

Ela riu baixinho, um som rouco e leve. — Convencida? Sou sua assistente, Daniel. Faço o que você manda. Há dois anos. Com um movimento rápido, ela pegou o copo d’água na mesa e bebeu um gole. A garganta dela se moveu enquanto ela engolia. Ele encarou a linha do pescoço dela, que se desenhava na luz do monitor, e sentiu o pau pulsar dentro da calça.

— E o que você faria se eu te dissesse algo que você não deveria ouvir? Ele sabia que estava cruzando um limite, mas o cansaço e a adrenalina do dia tinham lavado suas inibições.

Lea colocou o copo de volta. Os dedos dela apertaram ele por um instante. — Depende do que é.

Daniel deu um passo mais perto. Agora só centímetros os separavam. Ele sentia o cheiro do suor dela, misturado ao perfume, e por baixo disso o cheiro limpo e feminino da pele dela, o cheiro de uma boceta molhada que já esperava pelo toque dele. — Estou pensando há semanas em como você fica quando se inclina sobre a mesa. Como seu cabelo fica bagunçado depois de um dia longo. Como sua voz soa quando você diz que está tudo pronto.

Ela inspirou fundo. O olhar dela procurou o dele, e ele não viu rejeição, só surpresa e algo que parecia fome. — Daniel, isso é…

— Eu sei. Inapropriado. Arriscado. Mas não consigo evitar. Ele levantou uma mão e tocou o cabelo dela, deslizando os dedos pelos fios. Era macio, pesado. Lea fechou os olhos, só por um momento. Quando os abriu, o cansaço tinha sumido.

— Então não evita — sussurrou ela.

O silêncio antes da tempestade

Os lábios deles se encontraram sem hesitação. O beijo foi seco, explorador, depois ficou molhado e exigente. Daniel sentiu a língua dela, que brincava com a dele, e as mãos dela, que se apoiaram no peito dele, os dedos cravados na camisa. Ele puxou ela para mais perto, apertando-a contra a mesa. A borda da mesa se pressionou nas costas dela, mas ela só gemeu baixinho.

— Aqui? — murmurou ele contra a boca dela.

— Sim — soprou ela. — Quero que você me pegue aqui. Onde qualquer um poderia ver. Quero sentir seu pau duro dentro de mim enquanto as câmeras nos filmam.

Daniel se afastou dela e deu um passo para trás. Ele olhou para ela. A blusa tinha saído da saia, um botão tinha se soltado. Os peitos dela se desenhavam sob o tecido fino, os bicos duros e visíveis através do material. Ele agarrou a barra e rasgou a blusa por cima da cabeça dela. Ela ajudou, tirou as mangas e ficou na frente dele só de sutiã preto de renda, a saia ainda na cintura.

— Você é linda — disse ele. A voz dele estava rouca. As mãos tremiam de desejo.

Ela sorriu, um sorriso torto, quase desafiador. — Não sou só uma boa assistente, né?

— Cala a boca — disse ele, mas não soou mal. Ele se inclinou e passou os lábios pelo pescoço dela, ao longo das clavículas. Ela cheirava a sal, a esforço, a desejo. Ele lambeu o lugar onde o pulso batia, e ela ofegou. As mãos dela enfiaram no cabelo dele, puxaram ele com mais força. — Quero sua boca na minha boceta — ofegou ela, as palavras saindo aos arrancos.

Com uma mão, ele soltou o fecho do sutiã dela. As alças escorregaram dos ombros dela, e os peitos caíram livres. Cheios, pesados, os mamilos escuros e eriçados, duros como pedrinhas. Ele pegou um na boca, circulou com a língua, chupou de leve. O gosto doce da pele dela o levou adiante. Lea gemeu alto, jogou a cabeça para trás. Os dedos dela se cravaram nos ombros dele, as unhas apertando através da camisa. — Mais — cuspiu ela. — Preciso de mais. Me lambe, me fode, me acaba.

A luta pelo controle

Daniel se endireitou e abriu o cinto. A fivela chacoalhou. Ele deixou a calça cair, saiu dela. A ereção dele pressionava o tecido da cueca, uma mancha úmida já tinha se formado. O olhar de Lea seguiu o movimento. Ela lambeu os lábios, os olhos arregalados de luxúria.

— Devagar — disse ela. — Quero sentir você, cada centímetro do seu pau duro na minha boca, antes de você me foder.

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