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Sem fôlego no Escuro

Contos de Escritório · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

O cheiro de ozônio e metal frio pairava no ar quando a cabine parou com um solavanco. Markus sentiu seu estômago pressionar contra o cinto de segurança que ele não estava usando. A luz piscou, depois se apagou. Escuridão absoluta.

A Armadilha

— Droga — sibilou uma voz ao lado dele. Lena. Claro. Quem mais estaria no escritório a essa hora? A última reunião tinha durado até as dezenove horas, e, como sempre, eles foram os últimos a sair — dois chefes de departamento que tornavam a vida um inferno um para o outro.

Markus tateou em busca do botão de emergência. Nada. Nenhum zumbido, nenhuma luz. Apenas as respirações deles, que aos poucos se acalmavam. — Celular? — perguntou ele.

— Sem sinal. E o meu está quase sem bateria. — Ele ouviu ela bater contra a parede. — Porcaria.

— Se acalma. Eles vão perceber logo. — A própria voz dele soou mais firme do que ele se sentia. Ele conhecia aquela claustrofobia. O elevador não era grande — talvez dois metros quadrados — e agora, sem luz, parecia um caixão.

Lena respirou fundo. — Ok. Ok. Você tem ideia de quanto tempo isso vai levar?

— Não faço ideia. Podem ser minutos, podem ser horas. — Ele se encostou na parede do fundo. O verniz era frio sob seus dedos. — Pelo menos temos companhia.

Uma risada bufada. — É, a melhor companhia. Meu rival favorito. — A voz dela soou zombeteira, mas ele ouviu a tensão nela.

— Você também me tem no topo da sua lista, não é? — retrucou ele. Não era segredo que eles disputavam orçamentos há meses, lutavam pelos melhores projetos. Mas agora, na escuridão, tudo aquilo parecia distante.

Ficaram sentados em silêncio por um tempo. Markus ouviu o farfalhar das roupas dela quando ela se mexeu. Ela sentou ao lado dele no chão, o ombro dela roçou o dele. Ele sentiu o perfume dela — algo com bergamota, que ele já tinha notado antes, sem admitir. O aroma pairava no ar abafado, misturado ao gosto metálico da escuridão. A proximidade dela era eletrizante. Ele sentia o calor do corpo dela, ouvia sua respiração suave. Seu pulso acelerou, e ele se perguntou se ela também ouvia.

— Você sempre tem esse espírito de luta? — perguntou ela de repente. A voz dela se aproximou. Ele calculou que ela tinha se virado para ele.

— Preciso. Senão, contra você, a gente perde.

— Verdade. — Uma risadinha baixa. — Mas você não desiste. Isso eu respeito.

— Respeito? De você? Estou comovido.

— Cala a boca. Estou tentando fazer um elogio. — A mão dela encontrou o joelho dele no escuro. Um toque acidental, mas ela a deixou ali. — Desculpa.

— Tudo bem. — A voz dele saiu mais rouca do que o pretendido. Os dedos dela estavam quentes em sua coxa, e ele sentiu o pulso acelerar. A mão dele se cobriu sobre a dela, e ela não recuou. O silêncio entre eles era carregado, cheio de coisas não ditas. Ele não podia ver o rosto dela, mas o imaginava — os lábios cheios, os olhos escuros que, sob a luz de néon do escritório, sempre pareciam tão frios. Agora, na escuridão, aqueles olhos talvez estivessem mais suaves.

— Sabe — disse ela baixinho —, muitas vezes imaginei como seria te conhecer de outro jeito. Não como adversário.

O coração dele bateu forte. — E como você imagina isso?

Ela se mexeu, e de repente o rosto dela estava bem perto. A respiração dela roçou a bochecha dele, quente e leve. — Mais ou menos assim. — Os lábios dela encontraram os dele — macios, hesitantes, depois mais exigentes. O beijo foi uma surpresa, mas o corpo dele reagiu na hora. Ele abriu a boca, deixou a língua dela entrar, que tinha gosto de menta e café. A mão dele foi para a nuca dela, puxando-a para mais perto. Ela suspirou baixinho, e aquele som enviou um arrepio pelo corpo dele.

Perda de Controle

O beijo se aprofundou. Markus enterrou uma mão no cabelo dela, enquanto a outra deslizou pelas costas dela. Ela usava uma blusa fina, e através do tecido ele sentia o calor da pele dela. Lena desabotoou a camisa dele, os dedos hábeis e decididos. Quando abriu os botões, passou a mão no peito dele, e os músculos dele se contraíram sob o toque dela. — Você é tão quente — sussurrou ela, e ele ouviu o sorriso na voz dela.

— Você também. — Ele encontrou o zíper da blusa dela e puxou. O tecido se abriu, e ele empurrou as alças do sutiã dela para baixo dos ombros. Os seios dela eram firmes e redondos, os mamilos já duros. Ele se inclinou e pegou um na boca. Ela inspirou bruscamente, as mãos dela se cravaram nos ombros dele. — Markus…

— Sim?

— Não para.

Ele sugou suavemente, fez a língua girar em volta da ponta dura, enquanto a mão dele massageava o outro seio. Lena gemeu mais alto, a cabeça dela caiu para trás contra a parede da cabine. As pernas dela se abriram, e ele sentiu o calor dela através do tecido da saia. Ele deixou a mão descer mais, sobre a barriga dela, até a barra da saia. Por baixo, encontrou a meia-calça lisa e o calor úmido da calcinha dela.

— Quero sentir você — sussurrou ela. — Agora.

Os dedos dele encontraram a parte da calcinha dela, pressionaram suavemente contra ela. Ela se apertou contra a mão dele, um gemido baixo escapou. Ele empurrou o tecido para o lado e mergulhou na umidade dela. Ela estava pronta — mais que pronta. Um dedo deslizou para dentro dela, e ela o apertou, tão apertada e quente. — Tão bom — murmurou ele. — Você é tão gostosa.

— Para de falar. Vem aqui.

Ele se endireitou, abriu o cinto e a calça. O pau dele pressionava contra o tecido da cueca, e quando o libertou, ela o agarrou, os dedos firmes e seguros. Ela o guiou até ela, esfregou a ponta na abertura dela, e então o deixou deslizar para dentro. Um suspiro longo e trêmulo, quando ele penetrou nela. Ela era apertada e úmida, e ele teve que se segurar para não gozar na hora. — Porra, Lena — ofegou ele. — Você é tão apertada.

Ela riu baixinho, um som sem fôlego. — Aguenta. Quero que você me coma direito. — As mãos dela agarraram os quadris dele, puxando-o mais fundo. Ele empurrou, devagar, depois mais rápido. Cada estocada a fazia gemer, os sons ecoando na pequena cabine. A escuridão era total, mas ele sentia tudo — o calor dela, a umidade, o tremor das coxas dela que se enrolaram em seus quadris.

— Isso, assim — sussurrou ela. — Forte. Me come com força.

Ele obedeceu. As estocadas ficaram mais fortes, mais profundas, cada uma um golpe contra os ossos do quadril dela. Ela soltou um gritinho quando ele atingiu o ponto G dela, e o corpo dela arqueou. Ele sentiu as paredes musculares dela se contraírem em volta do pau dele, pulsando de prazer. — Vou gozar — gemeu ela. — Markus, vou gozar!

O orgasmo dela a arrebatou, um tremor que a percorreu inteira, e ele sentiu os espasmos apertarem ele ainda mais. Era demais. Com um gemido abafado, ele se derramou dentro dela, jorrando em ondas quentes enquanto ela ainda se contraía em volta dele. Eles ficaram ali, ofegantes, suados, colados um ao outro na escuridão.

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