O cheiro de papel e pele envolve meus sentidos como um véu enquanto fecho o último processo do dia. São quase nove horas, o escritório aberto está deserto, apenas a iluminação de emergência desenha linhas pálidas entre as ilhas de mesas. Estico as costas e, quando me viro, ela está ali.

O Silêncio entre os Processos
Lena. Minha assistente. Ela prendeu a juba castanho-escura em um coque severo hoje, mas uma mecha se soltou e cai em seu rosto. Ela usa uma blusa branca que parece quase transparente sob a luz artificial e uma saia lápis preta que abraça seus quadris como uma segunda pele. Meu olhar fica preso em seus seios, que se desenham sob o tecido fino, nas pontas duras de seus mamilos que pressionam contra a blusa. Ela percebe, e um leve sorriso brinca em seus lábios.
“Você ainda está aqui”, ela diz, e sua voz tem aquele tom que ouvi o dia todo — aquela linha tênue entre respeito e desafio. Sua língua passa rapidamente pelo lábio inferior, e minha calça fica mais apertada.
“Os números do trimestre me seguraram.” Coloco a pasta sobre a mesa. “E você?”
Ela dá de ombros, um gesto que faz seus seios subirem e descerem suavemente sob a blusa. Quase posso ver seus mamilos roçando o tecido. “A apresentação para amanhã. Pensei em terminá-la para podermos revisá-la hoje ainda.”
Nós nos olhamos. O zumbido do ar-condicionado preenche o silêncio, e em algum lugar um relógio tique-taqueia, mas só ouço nossa respiração. Não é a primeira vez que ficamos sozinhos tão tarde. Mas hoje algo é diferente. Talvez seja o jeito como ela me olha — investigativo, como se procurasse algo em mim que ainda não encontrou. Ou talvez seja porque passei o dia inteiro olhando para suas pernas quando ela se inclinava sobre a mesa, e como sua saia esticava quando ela se levantava. Meu pau pulsa dentro da calça, e tenho que me forçar a respirar calmamente.
“Sente-se”, digo, apontando para a cadeira em frente à minha mesa. “Mostre-me o que você tem.”
Ela se aproxima, e o perfume de lavanda e algo doce, quase baunilha, me envolve. Seus dedos deslizam sobre o teclado, abrem o arquivo, e eu me inclino para ver a tela. Nossa distância encolhe para alguns centímetros. Sinto o cheiro do xampu dela, vejo os finos fios de cabelo em sua nuca que se enrolam sob o coque. Sua respiração roça minha bochecha, quente e leve.
“Aqui”, ela diz, apontando para um gráfico. “Ajustei a previsão de vendas. Se focarmos no mercado asiático, podemos aumentar os números em cinco por cento.” Sua voz é calma, mas ouço o leve tremor que a denuncia.
Eu assinto, mas mal percebo os números. Meu olhar percorre sua mão, que descansa sobre o mouse, o fino anel de ouro em seu dedo indicador, a veia que pulsa em seu pulso. Ela sente meu olhar, pois para e vira a cabeça para mim. Seus olhos estão escuros, as pupilas dilatadas.
“Algum problema, Dr. Wagner?” Sua voz agora é mais grave, quase um sussurro.
“Markus”, corrijo-a. “Estamos sozinhos. Me chame de Markus.”
Um sorriso tremula em seus lábios. “Markus”, ela repete, e meu nome soa em sua boca como um convite. Ela o diz devagar, saboreando cada letra, e sinto meu pau endurecer ainda mais, até doer contra o zíper.
O Limite do Profissional
Recosto-me e cruzo os braços, mas minhas mãos tremem levemente. “Lena, trabalhamos juntos há quase um ano. Você é a melhor assistente que já tive. Mas esta noite me pergunto se não há algo mais.”
Ela sustenta meu olhar, sem piscar. “O que você quer dizer?” Seus dedos brincam com a gola da blusa, e vejo seu peito subir e descer sob o tecido.
“Quero dizer o jeito como você me olha quando pensa que não estou vendo. O jeito como você se inclina sobre a mesa quando me mostra algo, e eu vejo seu decote, a curva macia de seus seios. O jeito como você diz ‘boa noite’ — como se quisesse ficar.”
Suas bochechas coram, mas ela não desvia o olhar. “Talvez eu queira.” Sua mão desliza ao longo de sua coxa, e a saia sobe um pouco. Posso ver a borda de sua calcinha preta esticada sobre seu quadril.
As palavras pairam entre nós, pesadas e doces como mel. Levanto-me e contorno a mesa. Ela também se levanta, e ficamos frente a frente, tão perto que sinto o calor de seu corpo, que é como uma promessa. O tecido de sua blusa roça meu peito quando ela dá um passo mais perto.
“Lena”, digo, e minha voz está mais grave do que pretendia. “Se fizermos isso, não há volta. O escritório será diferente. Eu serei diferente.” Coloco uma mão em seu quadril, e meu polegar acaricia a pele lisa de sua coxa que aparece sob a barra da saia.
“Eu sei”, ela sussurra. “Ainda assim quero.” Seus olhos brilham, e vejo o desejo neles, cru e sem filtro.
Ela dá o primeiro passo. Suas mãos se levantam e pousam em meu peito, os dedos brincando com o tecido da minha camisa. Sinto a ponta de seus dedos através do fino algodão, e meu coração martela contra suas palmas. Ela começa devagar, abrindo os botões da minha camisa, um por um, e suas unhas arranham levemente minha pele.
Inclino a cabeça e a beijo. Não é um beijo suave, nem hesitante. É exigente, faminto, como me senti o dia todo quando ela passava por mim e seu perfume me envolvia. Sua boca se abre sob a minha, e sua língua encontra a minha, molhada, quente e exploradora. Um gemido baixo escapa de sua garganta, que em minha boca parece uma promessa. Sinto o gosto de café em seus lábios e algo doce que é só dela.
Minhas mãos vão para suas costas, deslizam sobre o tecido liso de sua blusa, descendo até sua bunda que a saia aperta. Puxo-a contra mim, e ela sente o quanto estou duro. A curva do meu pau pressiona sua barriga, e ela geme mais alto ao sentir o tamanho. Ela se aperta ainda mais contra mim, seus quadris buscam os meus, e sinto o calor que emana dela, como um forno ardente.
“Aqui?”, pergunto sem fôlego, quando me afasto. Minha respiração está pesada, e vejo seu busto se erguer sob a blusa.
Ela ri baixinho, um som gutural. “Por que não? O escritório
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