O cheiro de couro e sal pairava no ar como uma cortina invisível, misturado com o aroma adocicado e fraco do perfume do quarto. Era um cheiro que se cravava imediatamente nas minhas lembranças, uma marca na pele que nada mais apagaria. Eu estava em pé junto à janela, a testa encostada no vidro frio, observando as luzes da cidade lá embaixo brilharem como ouro líquido. Atrás de mim, ouvia os sons baixos e ativos que tornam um quarto de hotel tão anônimo e, ao mesmo tempo, íntimo: o zumbido do ar-condicionado, o farfalhar dos lençóis, o tinir de cubos de gelo num copo. Meu corpo estava tenso, os mamilos duros sob o tecido fino do meu vestido, minha boceta já molhada, só de pensar no que estava por vir.

— Tem certeza? — perguntei, sem me virar. Minha voz saiu rouca, quase estranha aos meus próprios ouvidos, como se viesse de outra garganta. Senti minha boceta começar a pulsar só com a ideia, a umidade se acumulando entre minhas coxas.
Ouvi Lucas se mexer na poltrona, o couro rangendo sob ele como um protesto. — Sim. Eu quero isso. Nós queremos isso. — Ele enfatizou o “nós” com tanta firmeza que eu soube que não havia mais volta. Há semanas a gente falava sobre isso, sonhava, brigava e se reconciliava, ficava deitado nos braços um do outro imaginando as possibilidades. E hoje à noite finalmente se tornaria realidade — um limite que cruzaríamos juntos.
Eu me virei. Lucas estava sentado na poltrona, um copo de uísque na mão, as pernas cruzadas com displicência. Vestia uma camisa escura, os botões de cima abertos, e parecia um homem que sabia exatamente o que estava fazendo. Mas eu o conhecia bem o suficiente para ver o tremor fino em seus dedos, que ele tentava disfarçar com um gole. Os músculos da mandíbula se contraíram quando ele levou o copo aos lábios. Imaginei como os dedos dele se sentiriam dentro de mim, como o pau dele estaria enfiado na minha boceta, e um arrepio percorreu minhas costas.
— Ele chega em uma hora — disse ele. — O nome dele é Konstantin. Eu o conheci num bar, semana passada, quando você já estava dormindo. Ele é… exatamente o que procurávamos. — A voz dele tremia levemente, e eu sabia que não era só a expectativa. Dava para ver o pau dele duro na calça, uma protuberância que pedia para ser libertada.
Engoli seco. — E você o convidou? Assim, simplesmente? — A pergunta era desnecessária, mas eu precisava fazê-la para agarrar a realidade. Minha boceta ficou ainda mais molhada quando imaginei um pau estranho penetrando em mim, me fodendo sem piedade.
Lucas largou o copo e se levantou. Ele veio na minha direção, os passos firmes, decididos, como se um desejo invisível o carregasse. Quando parou na minha frente, colocou uma mão na minha bochecha. A palma era quente, áspera, e eu senti a leve pressão dos dedos na minha pele. — Eu o convidei, sim. Porque te amo. E porque quero ver você se soltar. Com um homem que te pegue sem pensar. Que te dê o que eu não posso te dar.
As palavras dele me atingiram fundo, num lugar que eu mal conhecia. Uma parte de mim queria contestar, dizer que ele me dava tudo o que eu precisava. Mas outra parte — a parte escura e faminta que eu nunca tinha reconhecido de verdade — sussurrava: Sim. É exatamente isso que eu quero. Era uma sensação que me assustava e, ao mesmo tempo, me excitava infinitamente. Minha boceta agora estava escorrendo, o suor já descia pelas minhas coxas.
Fechei os olhos e me inclinei no toque dele. — E você? Vai… olhar? — perguntei baixinho. Minha voz não passava de um sopro.
— Vou olhar — ele sussurrou no meu ouvido. A respiração dele era quente e cheirava a uísque. — E vou gozar vendo. Isso eu prometo. — Os lábios dele encontraram meu pescoço, e eu senti arrepios subirem pelos meus braços, como pequenos choques elétricos. Eu queria beijá-lo, senti-lo, mas ele se afastou, com um sorriso que continha tanto ternura quanto uma tensão imensa. A mão dele deslizou entre minhas pernas, apertou o tecido, e eu senti minha boceta se abrir sob o toque dele, pronta para mais.
— Veste o preto — disse ele. — Aquele de alças finas. E espera aqui. Vou buscá-lo na recepção.
Antes que eu pudesse dizer algo, ele saiu pela porta, e eu fiquei sozinha no quarto, cercada por aquele cheiro de couro e sal, que agora parecia grudar em mim também, se infiltrar nos meus poros. Meus dedos deslizaram involuntariamente entre minhas pernas, empurraram o tecido para o lado, e eu senti minha própria umidade. Geme baixinho, enfiei dois dedos na minha boceta molhada e imaginei como um pau duro se sentiria ali. Gozei quase na hora, meu corpo tremendo, mas eu sabia que aquilo era só o começo.
Vesti-me devagar, como uma atriz antes de sua grande entrada. O vestido preto era curto, justo, não deixava quase nada à imaginação — abraçava cada curva, cada contorno. Por baixo, não usava nada, só a pele nua, que ardia sob o tecido. Meus peitos estavam duros, os mamilos marcando o pano fino. Sentei na borda da cama, as mãos espalmadas no lençol branco, e esperei. Os minutos se arrastavam como chiclete, e meu coração batia tão alto que achei que dava para ouvir no quarto ao lado. Senti o suor brotar na minha testa, minha respiração ficar rasa. Minha boceta pulsava, ansiando por ser preenchida.
Então ouvi passos no corredor. Dois pares. Um andar pesado e ritmado, o outro mais leve, quase dançante. Chaves tilintaram, a porta se abriu, e Lucas entrou, seguido por um homem tão grande que parecia preencher o batente — uma sombra que engolia a luz.
Konstantin tinha cabelo escuro e ondulado, que caía até os ombros, e uma barba que deixava o queixo forte e anguloso. Vestia uma camisa branca simples, as mangas enroladas até os cotovelos, e uma calça jeans escura. Mas foram os olhos dele que me prenderam: cinzentos como uma tempestade, profundos e insondáveis, com um brilho que me atravessava. Ele me examinou sem sorrir, sem pressa, como se tivesse todo o tempo do mundo, como se eu fosse uma paisagem que ele quisesse explorar. O olhar dele ficou nos meus peitos, nos mamilos duros que se marcavam sob o tecido, e eu vi o pau dele começar a se mexer na calça.
— Então essa é a Anna — disse ele. A voz era grave, aveludada, com um sotaque quase imperceptível que a tornava ainda mais estranha e excitante.
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