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Na Tenda do Silêncio

Contos de Amizade · aprox. 6 min de leitura · Maiores de 18

A agulha picou – uma dor aguda nas costas que me fez gemer. Eu estava deitado em um colchão inflável que já havia perdido o ar há muito tempo, encarando a lona cinza da barraca. Cheiro de resina de pinheiro e terra úmida invadia minhas narinas, e eu me perguntava como diabos tinha ido parar ali. Bastian, o eterno aventureiro, tinha me convencido: “Sai um pouco, Max, larga a tela!” E eu, que há anos não acampava nem em um parque, acabei cedendo. Agora estava ali, cada estalo na floresta me fazia pular, e o silêncio era ensurdecedor.

“Ei, sonhando?” A voz dele me arrancou dos pensamentos. Ele estava ajoelhado ao meu lado, com um sorriso no rosto que eu conhecia muito bem. “Trouxe cerveja. E marshmallows. Então, o que mais você quer?”

Me sentei – e bati a cabeça no teto baixo. “Ai. Talvez uma barraca mais alta. E uma cama mais macia.”

Ele riu, um som profundo e contagiante que, apesar de tudo, fez um sorriso surgir no meu rosto. “Você é tão urbano. Vem, vamos sair antes que os mosquitos invadam a barraca.”

Lá fora, já havia uma pequena fogueira que ele tinha acendido em um braseiro. O crepúsculo pintava o céu de um violeta profundo, e as primeiras estrelas piscavam timidamente. Me deixei cair em uma cadeira de camping, peguei a cerveja que ele me ofereceu. A garrafa estava gelada, a espuma escorria pelos meus dedos. Lambi – e notei que o olhar dele demorou na minha boca. Por tempo demais.

“O quê?”, perguntei.

“Nada.” Ele balançou a cabeça, sentou-se em frente. “Só estou feliz que você veio. Queria fazer isso há muito tempo.”

“Por que não perguntou antes?”

“Porque achei que você recusaria. Você está sempre tão ocupado.”

Verdade. Eu sempre tinha desculpas: trabalho, compromissos, a academia. Mas isso aqui – o silêncio, o crepitar do fogo, a companhia do meu melhor amigo – era exatamente o que eu precisava. Tomei um gole de cerveja, deixei a fumaça girar ao meu redor. O calor da chama beijava minha pele.

“Obrigado por me forçar”, disse baixinho.

“De nada.”

Conversamos sobre tudo e sobre nada, sobre os velhos tempos, sobre as mulheres que conhecíamos, sobre nossos medos e sonhos. As palavras fluíam tão leves quanto a cerveja, e eu senti a tensão escorrer dos meus ombros. Em algum momento, as garrafas estavam vazias, as brasas brilhavam fracamente. Bastian se levantou, espreguiçou-se – a camiseta subiu, revelando uma faixa de pele nua. Eu vi a linha das suas costas, os músculos se desenhando sob a pele. Um puxão estranho dentro de mim – e imediatamente me xinguei de idiota. Ele era meu amigo, droga.

“Vem, vamos dormir”, disse ele. “Amanhã caminhamos até o lago.”

Assenti e rastejei atrás dele para dentro da barraca. O ar estava mofado, cheirando a fibra sintética e suor. Estendemos nossos sacos de dormir, e eu me despi até ficar só de shorts. Bastian fez o mesmo, seu torso nu brilhava oleoso na luz fraca da lanterna de cabeça. Desviei o olhar, deitei-me, a cabeça no travesseiro fino. Mas o sono não vinha.

Meia hora se passou. Eu ouvia a respiração dele, regular, mas não uniforme o suficiente para um sono profundo. “Bastian?”, sussurrei.

“Sim?”

“Você está dormindo?”

“Não. Você também não.”

“Não.” Virei-me para ele. No escuro, só conseguia ver seus contornos, mas sabia que ele estava me olhando. “No que você está pensando?”

Ele hesitou. O silêncio se esticou, ficou pesado. “Em você.”

Meu coração deu um pulo, martelando contra minhas costelas. “O quê?”, perguntei, rouco.

“Estou pensando que já te vejo… de outra forma há muito tempo. Mas nunca tive coragem de dizer nada.”

As palavras pairaram entre nós, pesadas e doces como mel. Senti meu pulso acelerar, o calor fluindo pelas minhas veias. “Eu também”, confessei. “Há muito tempo.”

Foi como se uma fronteira invisível tivesse sido rompida. Bastian se ergueu, e no instante seguinte seu rosto estava perto do meu. Senti a fumaça no seu cabelo, o leve ardor do suor. Sua mão encontrou a minha, entrelaçou os dedos. Então ele se inclinou e me beijou.

O beijo foi suave, indagador. Seus lábios eram macios, mas firmes. Eu me abri para ele, deixei sua língua entrar, senti o gosto de cerveja e algo próprio que me deixou tonto. Minha mão livre subiu para sua nuca, puxando-o para mais perto. Sua respiração se misturou com a minha.

“Max”, murmurou contra minha boca.

“Sim.”

“Eu quero você. Agora.”

Assenti, incapaz de falar. Ele se afastou, ajoelhou-se, tirou a camiseta. Fiz o mesmo, meus dedos tremendo ao abrir o fecho do seu shorts. Ele me ajudou a tirá-los, e então ele estava nu diante de mim, seu corpo na luz fosca da lanterna da barraca. Meu olhar percorreu-o: os ombros largos, o peito liso com a linha fina de pelos que se afinava para baixo, seu pau meio ereto deitado contra a barriga. Engoli seco. Ele era lindo, de uma forma natural que me excitava mais do que qualquer pose perfeita.

“Você também”, disse ele baixinho, e eu tirei minha cueca. Seu olhar queimava na minha pele. “Era assim que eu imaginava.”

Ele estendeu a mão, tocou meu mamilo. Um choque elétrico percorreu meu corpo – não, não elétrico, isso era clichê. Era como se um fio dentro de mim tivesse sido esticado, ligado direto à minha virilha. Soltei um gemido baixo.

“Sensível?”, perguntou com um sorriso na voz.

“Porra, sim.”

Ele massageou a pequena saliência com o polegar, enquanto a outra mão deslizava pelo meu peito, seguindo a linha das minhas costelas. Fiquei imóvel, deixando-o me explorar. Seu polegar circulava meu mamilo, endurecendo-o e deixando-o sensível, enquanto eu olhava para seu rosto. Seus olhos estavam escuros de desejo, seus lábios ligeiramente entreabertos. Ele se inclinou, pegou a pequena ponta na boca, e eu gemi quando sua língua passou sobre ela. Um arrepio quente disparou pelo meu corpo, direto para o meu pau, que pressionava contra minha barriga, duro e pulsante.

“Bastian…”, suspirei, minha voz um grasnido rouco.

Ele não respondeu, mas deixou sua língua circular em volta do meu mamilo, chupando suavemente, depois com mais força. Sua mão desceu, sobre minha barriga, através dos pelos úmidos acima do meu pau. Prendi a respiração quando seus dedos tocaram minha glande, já molhada com minha própria lubrificação. Ele passou a mão sobre ela, devagar, deliberadamente.

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