A primeira vez que se tocaram tinha sido um acidente, há três anos, quando Felix abraçou Lena após a morte da gata dela. Os dedos dela repousaram no antebraço dele, e ele sentiu as veias pulsarem sob o toque leve. Um momento gravado em sua memória, que ele jamais colocou em palavras. Mas agora, naquela noite, aquela sensação voltava — amplificada, mais urgente, implacável, como uma fome animal que não podia mais ser negada.

A barraca era pequena, pequena demais para dois adultos que não deveriam ser mais que amigos. O tecido sobre eles esticava com o vento que varria o vale. O saco de dormir, emprestado pelo irmão de Lena, era para uma pessoa, mas eles estavam amontoados, dividindo o frio. Felix sentia a respiração de Lena em sua bochecha, quente e regular. O corpo dela estava meio sobre o dele, a coxa sobre a dele, o peito encostado nas costelas dele. Ela tinha aberto o zíper do casaco de fleece porque estava com calor, disse. Por baixo, usava apenas uma camiseta fina de algodão, e Felix podia ver os contornos do sutiã através do tecido. Seus pensamentos há muito haviam derivado para o que ele imaginava sob aquele tecido: os seios cheios dela, os mamilos duros pressionando a camiseta, o calor úmido entre as pernas dela, que ele visualizava tão vividamente que seu pau começava a inchar no aperto da calça.
O Silêncio Entre as Respirações
“Já está dormindo?”, sussurrou Lena. A voz dela soava mais grave ali, como se a escuridão tivesse lhe dado uma permissão que a luz do dia negava. Um traço de desejo estava nela, um convite não dito que fez o pulso de Felix disparar imediatamente.
“Não”, respondeu Felix. A boca estava seca, a língua pesada. “Não consigo.” Seu pau pulsava agora, inconfundível sob o tecido do shorts, um nó duro e urgente que ansiava por ar e toque.
“Eu também não.” Ela se moveu, virou-se para ele, de modo que seus rostos ficaram a apenas um palmo de distância. Seus olhos já se haviam acostumado à escuridão, e ele viu como ela o examinava, o olhar descendo até o volume na calça dele, demorando-se ali por um momento que lhe roubou o fôlego. A mão dela foi para o peito dele, hesitou, depois pousou plana sobre o coração dele. “Está batendo tão alto”, disse ela. “Você está com medo?” Os dedos dela brincaram com a barra da camiseta dele, puxando-a, como se quisessem desnudá-lo.
“Sim”, confessou ele. “Mas não do que está lá fora.” A voz dele estava rouca de desejo. Ele podia sentir o cheiro dela — pinheiros, fogueira e, por baixo, algo mais profundo, mais feminino, que o enlouquecia.
Ela entendeu na hora. Os dedos dela se fecharam em torno do tecido da camiseta dele, puxando-a suavemente para cima. O ar frio da noite atingiu a pele quente dele, mas a mão dela, que agora explorava o peito nu dele, estava quente. Ela percorreu a linha do esterno dele, descendo até o umbigo, e mais baixo, até que os dedos roçaram a borda do shorts dele. Felix prendeu a respiração. Ele não ousava se mexer, com medo de quebrar aquele momento. O rosto de Lena estava perto, a respiração dela quente e rápida, o cheiro dela de pinheiros e umidade. Ela cheirava a fogueira e algo doce, talvez o lip balm que ela sempre usava, mas agora havia também o odor acre e excitante da excitação dela.
“Pensei muito em você”, sussurrou ela. “Nas últimas semanas. O tempo todo.” A mão dela apertou mais a barriga dele, desceu mais, até sentir a protuberância do pau ereto dele através do tecido do shorts. “Em como você me tocaria. Como você me fodería.” A voz dela era quase um sopro, mas cada palavra o atingia como um golpe, deixando seu pau ainda mais duro.
A mão dele encontrou o quadril dela. O tecido da calça de moletom dela era macio, gasto. Por baixo, ele sentia o calor da pele dela. “Eu também”, disse ele, e a voz dele soou áspera como lixa. “Mas pensei que você não quisesse.” Ele deslizou a mão sob o cós da calça dela, deixou os dedos deslizarem sobre a pele lisa da barriga dela, mais fundo, até sentir a borda da calcinha dela, uma tira fina e sedosa.
“Não tive coragem.” Ela se inclinou, e os lábios dela quase roçaram os dele. “Mas aqui, hoje… parece certo. Quero que você me pegue. Com força. Aqui nesta barraca.” A mão dela deslizou sob o cós do shorts dele, envolveu o pau nu dele, e um som abafado de surpresa escapou dele. Os dedos dela eram frios, mas o aperto era firme, puxando o comprimento dele enquanto a cabeça se pressionava contra a palma da mão dela.
O beijo não veio suave. Foi uma devoração gananciosa e exigente. Os lábios de Lena eram macios, levemente rachados pelo ar seco, mas a boca dela era quente. Felix sentiu gosto de chá e um toque de hortelã, e algo selvagem que o impulsionava. Ele colocou a mão na nuca dela, puxou-a mais para dentro do beijo. Ela abriu bem a boca, deixou a língua dele entrar, e um gemido baixo escapou dela, que se perdeu na boca dele. Era um som que percorria seus membros, o deixava mais duro do que jamais imaginara possível. A mão dele desceu mais sob a calça dela, encontrou o calor úmido entre as pernas dela, que se pressionava através do tecido fino da calcinha. Ele sentiu os lábios vaginais dela, inchados e prontos, e ela se apertou contra a mão dele.
Despir-se Sob Nylon e Lonas
Lena sentou-se, puxou a camiseta pela cabeça. Os seios dela caíram livres, firmes e cheios, os mamilos eriçados e duros; na luz pálida que penetrava o teto da barraca, pareciam frutas escuras. Ela se inclinou sobre ele, deixou o mamilo deslizar sobre os lábios dele. Ele abriu a boca, o chupou, e ela gemeu alto, desta vez, um som agudo de prazer, enquanto a língua dele o circulava, lambia e sugava, até ficar úmido e brilhante. A mão dela foi para o cinto dele, mexendo desajeitadamente na fivela, puxando-o. Ele a ajudou, abriu a botoeira do shorts com uma mão, enquanto a outra massageava o seio dela. Ela empurrou o tecido para baixo, e o pênis ereto dele saltou livre, roçando a barriga dela, um pedaço longo e grosso de carne que tremia de desejo.
“Você é tão duro”, murmurou ela. A mão dela o envolveu, puxou-o suavemente, e ele rangeu os dentes para não gemer alto demais. O aperto dela era perfeito, os dedos deslizavam sobre a pele sensível do tronco dele, circulavam a glande, que já estava úmida da própria excitação dele. Na barraca, cada som era amplificado, o leve chape-chape da mão dela no pau dele, a respiração rápida dela, o crepitar do saco de dormir. A ideia de que outros campistas pudessem ouvi-los excitava-o ainda mais.
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