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Noites na Barraca

Contos de Amizade · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

„Então você acha que eu deveria contar pra ela?“ Max cutucou as brasas que brilhavam sob as cinzas com um galho. A fogueira lançava sombras dançantes em seu rosto, fazendo suas maçãs do rosto se destacarem. Lukas encarava as chamas dançantes, seu coração já batendo mais forte, mesmo sem ter dito nada ainda. O silêncio entre eles era pesado, carregado de coisas não ditas que pareciam flutuar na escuridão da floresta.

Lukas deu de ombros. „Não sei. Se você realmente a ama, sim.“ Ele tomou um gole de cerveja da lata e observou a espuma borbulhar à luz das chamas. A noite era fria, mas o calor do fogo penetrava agradavelmente em sua jaqueta. E, no entanto, não era o fogo que o fazia suar. Era o pensamento do que estava prestes a dizer. Seu pau já começava a se mexer dentro da calça, só de imaginar a pele de Max.

Eles estavam sentados em troncos de árvores cortados, que haviam arrumado como assentos ao redor da fogueira. Ao redor deles, o farfalhar baixo da floresta, o estalar de galhos. Nenhum outro campista estava por perto; eles tinham aquela pequena clareira só para si. O silêncio era pesado, quase palpável, e Lukas sentia a coragem em seu peito se transformar numa bola sólida. Suas bolas se contraíram, um prenúncio da excitação que subia nele.

„E você? Você não menciona ninguém há meses“, disse Max, jogando o galho no fogo. „Você está apaixonado, por acaso?“

Lukas sentiu o calor subir ao seu rosto, e não era só o fogo. „Talvez.“ Ele manteve o olhar baixo, fixo na lata em sua mão, cujo alumínio parecia frio e familiar. Cada palavra parecia um passo em gelo fino. Seu pau pulsava contra o tecido da calça, e ele teve que se forçar a não esfregar nele.

Max se inclinou para a frente. „Quem é? Eu a conheço?“

„Sim.“ A voz de Lukas saiu rouca, como se ele tivesse areia na garganta. Ele pigarreou. „Eu… é complicado.“ As palavras queimavam em sua língua.

„Vamos, solta logo. Nos conhecemos há dez anos, você pode me contar tudo.“ A voz de Max era quente, convidativa, e Lukas odiava e amava aquele tom familiar ao mesmo tempo. Ele sabia que aquele momento mudaria tudo.

Lukas ergueu o olhar. As chamas se refletiam nos olhos de Max, que o encaravam com curiosidade e abertura. Naquele momento, Lukas sabia que ou diria a verdade ou comprometeria a amizade para sempre. Ele respirou fundo, e o ar frio da noite encheu seus pulmões como um último suspiro de resistência.

„É você, Max. Estou apaixonado por você.“

O silêncio entre eles era espesso como fumaça. Apenas o crepitar do fogo preenchia o espaço. O rosto de Max mudou: surpresa, e então algo mais que Lukas não conseguiu decifrar. Seu coração martelava contra suas costelas, um redemoinho selvagem que ameaçava rasgar o silêncio. Seu pau agora estava duro como pedra, uma ereção dolorosa que se pressionava contra o zíper de sua calça.

„Você tem… certeza?“, perguntou Max baixinho. Sua voz tremia levemente, e Lukas percebeu que Max também não estava tão controlado quanto parecia. O volume na calça de Max era inegável, um sinal claro de que ele não estava indiferente.

„Sim.“ A voz de Lukas tremia. „Eu sei, é loucura. Somos amigos. Mas não posso mais fingir que não está aí. Toda noite, quando deito ao seu lado na barraca, tenho que me forçar a não tocar em você. Isso está me matando. Eu penso em como seu pau deve ter gosto, como ele se sentiria na minha boca.“

Max se levantou. O movimento foi lento, ponderado. Ele projetou uma longa sombra sobre Lukas, que tremia sentado no tronco. Então, ele se sentou ao lado dele no tronco, os ombros quase se tocando. O tecido de suas jaquetas roçou um no outro, e Lukas sentiu o calor que emanava de Max. Sua respiração ficou superficial quando ele sentiu o cheiro da pele de Max, misturado com fumaça e suor.

„Eu também pensei nisso“, disse Max. Sua voz estava rouca, mais grave do que antes. „Nos últimos meses. Como seria te beijar. Te sentir. Te ter por completo.“ Ele hesitou. „Eu imaginei como seria ter seu corpo nu debaixo de mim. Sentir sua bunda nas minhas mãos enquanto te fodo.“

A respiração de Lukas parou. O choque o atingiu como um golpe, mas então um calor abrasador se espalhou em seu peito. „Sério?“, ele sussurrou, e sua voz não passava de um sopro. Suas bolas se contraíram dolorosamente enquanto ele imaginava Max penetrando nele.

„Sim. Mas eu tinha medo de arruinar a amizade.“ Max virou a cabeça, olhando diretamente para ele. Seus olhos estavam escuros no brilho do fogo, cheios de desejo. „E agora você deu o primeiro passo.“

Lukas não conseguia falar. O ar entre eles estava carregado, elétrico, como se o mundo inteiro prendesse a respiração. Lentamente, como se quisesse ter certeza de que estava tudo bem, Max colocou uma mão no joelho de Lukas. A pressão era quente, firme, e Lukas sentiu sua pele se arrepiar ali, cada poro aberto para aquele toque.

„Posso?“, perguntou Max. Sua voz estava rouca, quase gutural de desejo.

Lukas assentiu, incapaz de encontrar palavras. Sua boca estava seca, seu coração disparado, e entre suas pernas algo já começava a se mexer, uma urgência que ele não podia mais ignorar. Seu pau agora estava completamente ereto, a glande pressionando contra o tecido da calça, uma mancha úmida se formando onde o desejo escorria dele.

Max se inclinou para a frente. Seus lábios eram macios quando tocaram os de Lukas, suaves e questionadores. Lukas fechou os olhos, mergulhando no beijo que tinha gosto de fumaça e cerveja, mas também de algo doce, de promessas. Sua mão encontrou a nuca de Max, puxando-o para mais perto. O beijo se aprofundou, mais exigente, e Lukas sentiu sua mente se turvar. Ele abriu a boca, deixou a língua de Max entrar, que se encontrou avidamente com a sua, uma dança de calor e saliva. Lukas gemeu baixinho quando Max chupou seu lábio inferior, um puxão suave que disparou direto para sua virilha e fez seu pau inchar dentro da calça. Ele podia ouvir o sangue zumbindo em suas veias, sentia sua glande roçando no tecido, um desejo doloroso.

Foi Max quem se afastou, para respirar. Sua testa estava úmida, sua respiração pesada. „Vem para a barraca“, ele sussurrou. „Eu quero você. Agora. Quero sentir seu pau na minha boca.“

O pulso de Lukas disparou. Ele assentiu, incapaz de falar, enquanto se levantava. Suas pernas estavam moles, seu pau pressionava contra o tecido da calça, um desejo doloroso que gritava por alívio. Eles deixaram o fogo arder.

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