O último desaba no chão com um estrondo, e com ele todas as certezas que eu já tive. Uma mudança no sábado – minhas costas gritam há horas, mas isso não é nada comparado ao caos na minha cabeça. Porque estou me mudando com Lena. Minha melhor amiga. A mulher que conheço há três anos e cuja simples proximidade me eletriza esta noite. Meu pau já está duro quando olho para ela, parada ali, suada, com aquela blusa justa que envolve seus peitos.

— Só falta a mesa, então conseguimos — digo, enxugando o suor da testa. São quase onze horas, as caixas se amontoam até o teto do quarto – nosso quarto. Lena ri, um som cansado e quente que atravessa minha medula. A risada dela me deixa ainda mais duro.
— Você parece um cachorro molhado. Mas te amo por isso, por ajudar.
Eu te amo. Palavras comuns entre amigos. Mas hoje soam diferentes – mais profundas, mais pesadas de coisas não ditas. Talvez seja pela escuridão lá fora que engole tudo, ou pelo cansaço que derrubou nossas barreiras. Ou pela blusa justa que envolve os peitos dela enquanto ela levanta a caixa pesada. Vejo como os mamilos dela se marcam sob o tecido, e meu pau pulsa dentro da calça.
— Deixa eu fazer isso — digo, tirando o peso dela. Nossos dedos se tocam, e o tempo para. A mão dela é quente, levemente úmida do trabalho. Sinto meu pulso nas pontas dos dedos, uma batida frenética. Minha palma está suada, e penso em como seria sentir se eu a levasse entre as pernas dela.
— Obrigada — sussurra. O olhar dela, aquele azul profundo, me prende. Me pego olhando para a boca dela. Ela morde o lábio inferior por um instante – um gesto de nervosismo que nunca vi nela. Isso me enlouquece. Imagino aqueles lábios envolvendo meu pau, chupando até eu gozar.
O silêncio entre nós
Colocamos a mesa no chão, e de repente um silêncio nos envolve, preenchendo tudo. Sem música, sem instruções, apenas o zumbido baixo do aquecedor velho e nossa respiração, mais rápida que o necessário. Lena se encosta na parede, afasta uma mecha de cabelo do rosto. O peito dela sobe e desce. Vejo a barriga dela se mover sob a blusa, e penso em como seria esfregar meu pau entre os peitos dela.
— Eu deveria tomar um banho — diz ela, mas os olhos não se desviam de mim. — Estou fedendo a caixa e suor.
— Não — escapa de mim. — Você cheira bem.
É a verdade. O perfume dela – misturado com esforço e um toque de lavanda – sobe ao meu nariz e revolve pensamentos que nunca quis admitir. Aproximo-me, como puxado por uma força invisível. Minha mão se levanta, quase sozinha, e toca o braço dela. A pele é macia, quente, e sob meus dedos sinto uma leve carne arrepiada. Acaricio o braço dela, e ela treme.
— Jonas — ela suspira. Meu nome nos lábios dela soa como uma pergunta, um convite. — O que você está fazendo?
— Não sei — confesso, olhando para os lábios dela. — Mas não quero parar.
A mão dela pousa sobre a minha, apertando-a contra o braço – um pacto silencioso, um sim sem palavras. Devagar, como se ambos hesitássemos, inclino-me para frente. Minha boca encontra a dela. É um beijo suave, questionador, cheio de incredulidade. Os lábios dela se abrem, e sinto sal e doçura, uma promessa. Percebo a respiração dela acelerar, o coração batendo contra meu peito.
Ela geme baixinho, e o som desencadeia algo em mim, algo primal. Minha mão desliza para a nuca dela, puxando-a para mais perto. O beijo se aprofunda, fica mais exigente. A língua dela encontra a minha, e esqueço que somos melhores amigos. Tudo o que importa é o calor entre nós, a pulsação na minha virilha. Meu pau agora está duro como pedra, pressionando o zíper da calça. Quero senti-lo dentro dela, na boceta molhada e apertada dela.
Fronteiras caem
Os dedos dela se cravam na minha camiseta, puxando-me em direção ao quarto – ou o que será nosso quarto esta noite: um colchão no chão, cercado por caixas e bagunça. Tropeçamos numa caixa, rimos por um instante, mas a risada morre quando ela me empurra no colchão. Ela se ajoelha sobre mim, a blusa justa esticada sobre os peitos. Vejo os contornos dos mamilos dela, duros sob o tecido fino. Meu pau pressiona a calça, e ela percebe, sorrindo sabidamente. Ela desce a mão e passa sobre minha ereção. Estremeço.
— Quero sentir você — diz ela, tirando a blusa por cima da cabeça. Os peitos dela caem livres, cheios e pesados na luz fraca. Vejo os mamilos, escuros e duros, e minha boca fica seca. Sento-me, envolvo um com a mão, sentindo o calor, o peso. Ela se inclina para frente, e eu pego o mamilo dela na boca. Tem gosto de sal e desejo, desta noite. Chupo, e ela geme, pressionando o rosto contra o meu.
Lena geme alto, as costas se arqueiam, e ela se aperta mais contra mim. A mão dela desce pelo meu peito, sobre a barriga, até abrir meu cinto. Ajudo-a a tirar a calça jeans, e então estou nu debaixo dela. Meu pau está ereto, a glande brilhando úmida. O olhar dela percorre meu corpo, e vejo o desejo nos olhos dela. Ela passa a língua nos lábios.
— Você é lindo — sussurro, e ela cora. Nunca a vi tão vulnerável – e tão desejável.
Ela tira o short, a calcinha, e monta em mim. Vejo a boceta dela, os lábios, úmidos e brilhantes, os pelinhos que se enrolam ao redor da abertura. O calor úmido dela pressiona meu eixo, e seguro a respiração. Ela se move devagar, esfregando a boceta no meu pau, sem me introduzir. Cada movimento envia ondas de antecipação pelo meu corpo, fazendo-me tremer. Sinto a umidade dela na minha glande.
— Lena — aperto, — se você continuar assim, vou gozar logo.
Ela ri baixinho, um grasnido erótico. — Não quero isso. Quero sentir você dentro de mim.
Ela se ergue, pega meu pau na mão e o guia até a abertura dela. Por um batimento cardíaco, ela hesita, então se abaixa. O aperto me envolve, úmido e quente, e preciso fechar os olhos para manter o controle. Ela é apertada, perfeita. A boceta dela me suga, e sinto cada dobra, cada onda que a envolve.
No ritmo da noite
Ela começa
Vozes da comunidade
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