Nunca imaginei que uma tempestade de neve selaria meu destino. Três dias até a abertura do teleférico, e agora eu estava ali, presa na neve em uma cabana na montanha com um estranho cujo olhar já me havia despido muito antes de sua boca formar uma palavra. A tempestade uivava lá fora como um animal selvagem, mas lá dentro ardia uma fogueira – e outra coisa, muito mais quente, começava a flamejar dentro de mim.

O Encontro na Tempestade
O vento açoitava as janelas quando fechei a pesada porta de madeira atrás de mim. Meus dedos estavam dormentes de frio enquanto tirava a mochila dos ombros. Ele estava sentado perto da lareira, um livro no colo, e ergueu a cabeça quando entrei. “Parece que estamos presos aqui por enquanto”, disse ele. Sua voz soava grave e calma, como o estalar das lenhas queimando. Apenas balancei a cabeça, hipnotizada por suas mãos que seguravam o livro – fibrosas e fortes, com dedos longos, exatamente o tipo de mãos que eu imaginava explorando meu corpo.
“Lukas”, disse ele, levantando-se. Ele me dominava em altura, ombros largos sob um suéter escuro de lã, uma barba que contornava seu sorriso. “Mara”, respondi, e um arrepio percorreu minhas costas que não tinha nada a ver com o frio. Ele se aproximou, ajudou-me a tirar a jaqueta molhada. Seus dedos roçaram minha nuca, e minha pele se arrepiou sob aquele toque fugaz. Senti meus mamilos se eriçarem sob o tecido úmido da minha camisa, e fiquei feliz que ele não pudesse ver o quanto aquele simples gesto me excitava.
“Você está congelada”, disse ele, e sua voz soava preocupada, mas em seus olhos havia um fogo que me aquecia mais do que qualquer lareira. “Vem, senta perto do fogo. Vou te fazer algo quente.” Ele me conduziu ao velho sofá de couro diante da lareira, e me deixei cair, minhas pernas tremendo, mas não de frio. Enquanto ele mexericava na pequena cozinha, eu o observava. Cada movimento era fluido, confiante. Sua bunda esticava a calça jeans quando ele se abaixou para encher a chaleira, e tive que engolir em seco.
O Estalar da Proximidade
Bebemos chá enquanto a neve batia contra os vidros. Ele falou de sua viagem, eu da minha. Mas as palavras eram apenas uma casca para o que crescia entre nós – uma tensão que tornava o ar pesado e doce. Observei quando ele se inclinou para colocar mais lenha. Os músculos sob sua camisa se contraíram, e seu cheiro – de fumaça e algo picante – flutuou até mim. Inspirei fundo, deixei-o penetrar em mim. Minha calcinha ficou molhada só de pensar como seria se ele me possuísse ali mesmo no tapete.
“Você está tremendo”, disse ele, colocando um cobertor sobre meus ombros. Sua mão demorou uma batida de coração a mais em meu ombro nu, e senti o calor através do tecido. “Obrigada”, sussurrei, e meu olhar encontrou o dele. Em seus olhos havia algo que acelerou minha respiração. Ele se aproximou, até que seus joelhos tocaram os meus. “Mara”, disse ele baixinho, e meu nome em seus lábios soou como um convite. Eu podia sentir o tecido de sua calça jeans contra minha perna nua, e um choque elétrico me atravessou.
“Você está tão maldita gostosa nessa luz”, murmurou ele, e sua mão se ergueu para colocar uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. Os nós de seus dedos roçaram minha bochecha, e virei a cabeça para pressionar meus lábios contra sua mão. Ele fez uma pausa, seus olhos se arregalaram, e então ele se inclinou e me beijou.
O Primeiro Toque
Não sei quem deu o primeiro passo. De repente, sua boca estava na minha, suave e exploradora. Sua mão pousou em minha bochecha, e me abri para ele como uma flor para o sol. O beijo se aprofundou, sua língua encontrou a minha, e esqueci a tempestade, a cabana, tudo exceto o gosto de chá e calor e o leve sal de sua pele. Minhas mãos enfiaram-se em seu cabelo, grosso e macio, e puxei-o para mais perto.
Suas mãos deslizaram sob o cobertor, sobre o tecido do meu suéter, e me pressionei contra ele. “Eu quero você”, murmurou ele em meu pescoço, seus lábios deixando um rastro de arrepios e fogo. Não respondi, apenas puxei-o comigo para o tapete diante da lareira. As chamas lançavam sombras dançantes em nossos rostos enquanto nos deitávamos sobre a pele macia que jazia diante do fogo.
“Eu também quero você”, ofeguei, quando ele colocou a boca sobre meu peito, através do tecido grosso do meu suéter. “Eu quero você agora.” Ele riu baixinho, um som que deslizou como veludo sobre minha pele. “Paciência, Mara. Temos a noite toda.” Mas eu não queria paciência. Eu o queria, agora, aqui, naquele tapete, enquanto a tempestade rugia ao nosso redor.
Despidos no Calor
Meu suéter voou para o canto, sua camisa amassou sob meus dedos. Abri os botões um por um, devagar, permitindo-me apreciar a visão de seu peito nu. A pele era quente, coberta por uma fina linha de pelos escuros que se perdia para baixo, sobre sua barriga, até a cintura de sua calça jeans. Passei meus dedos por aquela linha, sentindo seus músculos tremerem sob meu toque.
Ele se inclinou, abriu meu sutiã com um movimento hábil, e quando meus seios ficaram livres, ele me olhou como se eu fosse o primeiro milagre que ele já vira. “Minha nossa, Mara”, sussurrou, e então baixou a cabeça e tomou um dos meus mamilos na boca. Sua língua circulou em volta, quente e molhada, enquanto seus dedos acariciavam o outro, beliscando e rolando, até eu gemer e me arquear contra ele.
“Sim, exatamente assim”, ofeguei, e agarrei seu cabelo denso, pressionando sua cabeça com mais força contra meu peito. Ele riu baixinho, um som que vibrou fundo em seu peito, e trocou de lado. Seus dentes rasparam suavemente sobre a ponta sensível, e então ele mordeu de leve – uma onda de dor e prazer que disparou direto para minha boceta. Eu me arqueci, e uma onda de calor inundou meu corpo, acumulando-se fundo em minha barriga, fazendo meus músculos se contraírem. Eu estava tão molhada que podia sentir minha própria umidade entre minhas coxas.
“Por favor, Lukas”, gemi, e minha voz soou estranha aos meus ouvidos – rouca, desesperada. “Preciso de você.” Ele ergueu a cabeça, seus olhos brilhando à luz do fogo. “Do que você precisa, Mara? Me diga.” Sua mão deslizou entre minhas pernas, encontrou-me através do tecido molhado de minha legging. Ele apertou, e quase gritei. “Disso”, ofeguei. “Preciso dos seus dedos dentro de mim. Do seu pau. De tudo.”
Ele não hesitou um segundo. Seus dedos prenderam-se na cintura da minha legging e puxaram-na, junto com minha calcinha, sobre meus quadris.
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