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Sessenta andares sobre o mar de luzes

Contos de Dominação · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

O olhar dela me atingiu como um golpe: aquele brilho meio divertido, meio desafiador nos olhos verde-acinzentados. Eu soube na hora que nada permaneceria como estava. Estávamos no terraço da cobertura dela, sessenta andares acima do mar de luzes da cidade, e ela bebericava seu gin tônica como se tivesse todo o tempo do mundo. O vento brincava com seus cabelos, e a luz do horizonte fazia sua pele brilhar num tom quente e dourado. Seu vestido – um fino vestido preto de alças – esticava-se sobre seus seios, e eu podia ver os botões duros dos mamilos através do tecido. Um arrepio de excitação percorreu minha espinha.

“Você pensou sobre isso”, eu disse. Minha voz soou mais calma do que eu me sentia. Ela baixou o copo, aproximou-se, até que apenas um palmo de ar ficasse entre nós. O perfume dela – pesado, floral com um toque de almíscar – subiu ao meu nariz. “Sempre”, sussurrou. “Mas hoje quero diferente.” Seu dedo deslizou lentamente sobre minha camisa, desabotoou o primeiro botão. Senti o calor da ponta dos dedos dela na minha pele.

Senti a respiração dela na minha pele, misturada com o cheiro de limão e gim. Minha mão se ergueu como se tivesse vontade própria, acariciou sua bochecha, passou pelo cabelo dela. Ela fechou os olhos e se inclinou no toque como uma gata se entregando ao sol. Deixei minha mão descer mais, sobre o pescoço dela, o ombro, até alcançar a borda do vestido. Puxei suavemente o tecido, deixei a alça deslizar pelo ombro dela. A respiração dela parou. “Como diferente?”, perguntei, embora achasse que já sabia a resposta.

“Sem regras”, disse ela baixinho, abriu os olhos e me olhou diretamente. “Sem limites. Só nós dois e o que acontecer.” Ela enfiou a mão na minha calça, direto sobre minha virilha. Senti o dedo dela percorrer o comprimento do meu pau já duro. Ela sorriu, um sorriso sabido. “Quero sentir tudo. Esta noite sou sua escrava. Sua propriedade.”

Um arrepio percorreu minhas costas. Isso era novo. Sempre tivemos limites, sempre palavras de segurança, sempre um freio de emergência. Mas hoje ela queria se entregar completamente, e eu deveria ser quem a tomaria. Meu pau pulou sob o toque dela, e senti as primeiras gotas de pré-gozo escorrendo da glande. Ela percebeu, lambeu os lábios e deixou o dedo deslizar sobre a ponta molhada antes de colocá-lo na boca. “Mmmh”, fez ela. “Quero te provar. Depois.”

As Regras do Jogo

Nós dançamos essa dança de poder muitas vezes. Eu o Dom, ela a Sub – mas na verdade, era ela quem puxava os cordões. Ela determinava os limites, as palavras, os sinais. Hoje ela só disse uma coisa: “Me surpreenda.” Sem palavra de segurança, sem exceção. Apenas aquela palavra que tirou o chão dos meus pés. Agarrei o pulso dela com mais força, virei-a e a pressionei contra o parapeito do terraço. A bunda dela se apertou contra minha calça, exatamente no meu pau duro. Pressionei-me contra ela, deixei que sentisse o que eu tinha para ela.

“Você confia em mim cegamente?”, perguntei, enquanto minha mão encontrava a nuca dela. Ela fechou os olhos, inclinou-se no toque. “Em você? Sim. Na vida, não. Mas em você.” Minha mão desceu mais, por baixo da saia dela, sobre a coxa nua. Senti o calor da pele dela, a umidade que já se acumulava entre suas pernas. Ela não estava de calcinha, e quando enfiei meus dedos entre os lábios da vagina dela, estava molhada e escorregadia. Ela gemeu baixinho quando passei um dedo sobre o clitóris dela. “Sua putinha”, sussurrei. “Já está toda molhada, só de eu olhar para você.”

A pele dela estava quente sob meus dedos. Senti o pulso dela, uma batida rápida e trêmula, quando peguei o clitóris dela entre o polegar e o indicador e apertei suavemente. Ela gemeu alto, jogou a cabeça para trás. Tirei minha mão, e ela gemeu decepcionada. “Ainda não”, eu disse. Conduzi-a para dentro da cobertura, através da sala aberta com janelas do chão ao teto que deixavam a cidade inteira respirar. Nenhuma cortina, nenhum véu. Estávamos nus diante do mundo, mesmo que ninguém pudesse nos ver. As luzes da cidade pintavam sombras na pele dela enquanto eu a guiava pelo ambiente.

“Se você disser ‘não’ esta noite, eu paro”, eu disse, e falei sério. Ela balançou a cabeça. “Não. Hoje não.” Pressionei-a contra a janela, o vidro frio contra a pele quente dela. Pressionei-me por trás contra ela, meu pau duro através do tecido da minha calça no vão da bunda dela. Ela apertou a bunda contra mim, um gemido escapou dos lábios dela.

Parei, virei-a para mim, olhei fundo nos olhos dela. “Você sabe o que isso significa? Sem controle, sem segurança. Só eu e minha vontade.” Agarrei os pulsos dela e os pressionei acima da cabeça dela contra a janela. Senti a batida do coração dela, senti a tensão nos músculos dela. Ela tremia, mas não de medo – de excitação. Os mamilos dela estavam tão duros que se marcavam através do vestido fino. Inclinei-me e mordi suavemente um, através do tecido. Ela gritou baixinho.

Ela sorriu, um sorriso fino e sabido. “É exatamente isso que eu quero.” A língua dela passou pelo lábio inferior. “Quero que você me tome. Duro. Sem piedade. Quero sentir seu pau dentro de mim até esquecer meu próprio nome.”

Respirei fundo, deixei minhas mãos deslizarem sobre os ombros dela, braços abaixo, até encontrar os dedos dela. Entrelacei-os com os meus, levei-os lentamente à boca e beijei a palma da mão dela. Então coloquei dois dedos dela na minha boca, chupei, deixei minha língua girar entre eles. Ela tremeu levemente quando mordisquei suavemente os dedos dela. “Lambe-os limpos”, ordenei. Ela obedeceu, colocou os dedos molhados na boca e lambeu minha saliva deles.

A Preparação

Deixei-a parada no meio da sala, fui até o aparador e peguei a caixa. Madeira pesada, polida, com um fecho de latão. Ela sabia o que tinha dentro: tiras de couro, uma máscara de tecido preto macio, um plug de silicone, uma chicote de couro de boi e um frasco de lubrificante. Coloquei tudo sobre a mesa de centro, como se estivesse preparando um instrumental cirúrgico. Virei-me para ela. Ela estava lá, mãos cruzadas na frente do corpo, cabeça levemente baixa. Mas os olhos dela – aqueles olhos verde-acinzentados e desafiadores – estavam fixos em mim. Ela sabia que eu iria montá-la, esticá-la, senti-la.

“Tire a roupa”, eu disse. Ela obedeceu sem hesitar. A blusa de seda branca, a saia, o sutiã – tudo caiu no chão. Ela estava ali sob a luz das luzes da cidade, nua exceto pelos saltos altos pretos.

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