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Último ensaio no loft do desejo

Contos de Dominação · aprox. 6 min de leitura · Maiores de 18

„Você está tremendo.“ Minha voz corta a escuridão como uma lâmina — calma, quase entediada, mas com uma afiação que penetra na pele. Ela está a três metros de mim, mãos cruzadas nas costas, olhar fixo no chão de concreto polido. A luz da cidade desenha seu corpo em silhueta — o vestido preto justo estica sobre seus quadris, os pés descalços pressionam a pedra fria. Vejo um leve arrepio percorrer seus ombros, e sei exatamente o que isso significa. Seus mamilos já estão duros sob o tecido, e entre suas pernas a primeira umidade se acumula.

„Sim, Senhor.“ Sua resposta é pouco mais que um sussurro, mas ouço o tremor nele. Não é o frio. É a expectativa — espessa como mel, pesada no ar entre nós. Sinto seu cheiro, misturado com o odor acre de sua excitação, que lentamente preenche o ambiente.

Levanto-me da poltrona de couro, devagar, cada movimento controlado. Meus passos ecoam no alto loft, um som que corta o silêncio. Paro diante dela, perto o suficiente para sentir o perfume — baunilha e algo defumado, tabaco e âmbar, a fragrância que ela sempre usa quando quer se entregar completamente a mim. Inspiro fundo, deixo o aroma penetrar meus pulmões, e sinto meu pau endurecer dentro da calça.

„Olhe para mim.“

Ela obedece. O queixo se ergue, e seus olhos encontram os meus. Castanho-escuros, com pontinhos dourados que brilham na luz difusa da cidade. Neles vejo devoção, profunda e verdadeira, mas também algo mais: um traço de desafio, uma centelha que quero apagar esta noite. Quero beijá-la, arrancá-la com gemidos, até que não reste nada além de entrega pura e total. Quero foder sua boceta até que ela só grite e implore.

„Você sabe por que estamos aqui?“, pergunto. Minha voz é baixa, mas carrega peso.

„Sim, Senhor. A última prova.“ Sua voz está mais firme agora, mas ouço a tensão nela, um tremor que não consegue esconder. Vejo suas mãos se crisparem nas costas, enquanto tenta ficar imóvel.

Assinto. Seis meses. Seis meses trabalhando, explorando limites, estabelecendo e quebrando regras. Hoje é a conclusão. Hoje se decide se ela está realmente pronta para se abandonar por completo — se confia em mim quando não há mais nada a controlar, quando só existimos eu, ela e o momento. E sei que esta noite vou comê-la com tanta força que amanhã ela mal conseguirá andar.

„Então ajoelhe-se.“

O farfalhar do vestido enquanto ela se abaixa lentamente. O som de seus joelhos no concreto frio — um baque surdo que ecoa pelo cômodo. Ela inclina a cabeça, mãos ainda cruzadas nas costas. Uma pose de submissão total. Suas costas estão retas, ombros para trás — orgulhosa até na humildade. Vejo sua respiração acelerar, seus seios subindo e descendo sob o vestido apertado.

Ando ao redor dela, deixando meus dedos deslizarem sobre seus ombros nus. Sua pele é quente, mas sinto os arrepios sob meu toque, um tremor fino que percorre seu corpo. Sua respiração acelera, mas ela fica imóvel. Bom. Ela aprendeu. Deixo minha mão descer, sobre suas costas, até sua bunda. Aperto meus dedos na carne firme, sentindo o calor através do tecido.

„Você tem três tarefas esta noite“, digo, parando atrás dela. Minha voz é grave, quase um murmúrio perto de seu ouvido. „Primeira: você obedecerá a cada instrução sem hesitar. Segunda: você não gozará até que eu permita. Terceira: você me dará tudo que eu exigir. Sua boca, seus peitos, sua boceta, seu cu — tudo me pertence esta noite.“

Seu corpo se tensiona por um instante — um espasmo nos ombros, uma pausa na respiração. Então ela relaxa, afundando-se mais na entrega. „Sim, Senhor.“ Sua voz é pouco mais que um sussurro, mas ouço o desejo nela.

„Então tire o vestido.“

Ela se levanta, movimentos fluidos como água. Suas mãos encontram o zíper, e o tecido desliza sobre seus quadris, caindo ao chão como uma poça negra. Ela está nua diante de mim — apenas uma calcinha preta fina que se estica sobre sua bunda. Seus seios são firmes, mamilos já duros, eriçados como pequenas pérolas. Seu peito sobe e desce rápido, mas controlado. Vejo sua barriga se contrair e relaxar a cada respiração, e um fino brilho de suor em sua pele.

„Venha aqui.“

Ela se aproxima, até que apenas alguns centímetros nos separam. Levanto a mão e a coloco em volta de seu pescoço — não apertando, apenas presente. Meus dedos envolvem sua garganta, e sinto seu pulso contra minhas pontas dos dedos, disparado, um pássaro batendo contra uma gaiola. „Esta noite você é minha. Completamente. Entendido?“

„Sim, Senhor.“ Sua voz é rouca, gutural de desejo. Vejo seus olhos se arregalarem, enquanto ela prende a respiração.

Conduzo-a até o amplo sofá de couro, meu aperto em seu pescoço firme, mas sem dor. Empurro-a suavemente de joelhos, e ela entende imediatamente. Ela se inclina para a frente, apoiando-se nos antebraços, a bunda erguida, um convite, um pedido mudo. Suas costas se arqueiam, e vejo os músculos se moverem sob a pele. A calcinha estica sobre sua bunda redonda, e posso ver a mancha escura de umidade se espalhando pelo tecido.

Desabotoo minha calça devagar, apreciando o som do zíper, o leve farfalhar do tecido. Meu pau salta para fora, duro e pesado, a ponta já úmida de antecipação. Sinto na borda do sofá, perto o suficiente para sentir o calor de seu corpo. Com uma mão, acaricio sua fenda molhada, através do tecido fino da calcinha. Ela já está encharcada — a umidade penetra o tecido, gruda em meus dedos. Ela geme baixinho, um som que vem do fundo de sua garganta.

„Você já está tão molhada“, murmuro, minha voz um rosnado. „Gosta disso, hein? Saber que posso te tomar a qualquer momento?“ Aperto mais forte, massageio sua fenda molhada através do tecido, e ela empurra a bunda contra minha mão.

„Sim, Senhor.“ Sua voz treme. „Por favor… por favor, me tome.“

Empurro a calcinha para o lado, o tecido sedoso sob meus dedos. Sua boceta está nua e pronta, os lábios inchados e úmidos. Então mergulho dois dedos nela — devagar, mas fundo. Seu interior é quente e liso, fechando-se ao meu redor como uma criatura viva. Ela se pressiona contra minha mão, um gemido baixo escapando de seus lábios.

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