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Na mesa de couro no escritório vazio

Contos de Dominação · aprox. 6 min de leitura · Maiores de 18

„Você sabe o que me excita?“ A voz dela soa calma, quase entediada, enquanto organiza os documentos em sua mesa. Estou na porta, incerto se devo entrar ou não. Ela me chamou — uma mensagem no meu celular, logo depois que todos os outros foram embora. O corredor está silencioso, o ar-condicionado zune baixinho. Meu coração bate forte contra minhas costelas quando abro a porta uma fresta. „Entre e feche a porta“, diz ela, sem levantar os olhos. Obedeço. A fechadura clica suavemente no lugar. Ela ainda está ocupada com os papéis, mas sinto que ela me observa, mesmo com o olhar abaixado.

O Convite

„Não“, digo baixinho. Ela ergue os olhos, um sorriso brinca em seus lábios. „Que você não sabe o que te espera. Que mesmo assim se atreve.“ Ela me acena para me aproximar. Obedeço, cada passo parece pesado, como se meus sapatos fossem feitos de chumbo. Paro diante da mesa dela, as mãos involuntariamente ao lado do corpo, as pontas dos dedos pressionadas contra minhas coxas. Sinto o perfume dela — algo floral com um toque de baunilha, pairando no ar frio do escritório. Ela larga a caneta e se recosta, o couro da poltrona range baixinho. „Mais perto“, diz ela, a voz suave, mas exigente. Dou um passo à frente, até meus joelhos tocarem a borda da mesa. A madeira é lisa e fria, mesmo através do tecido da minha calça.

Ela se recosta, me examina de cima a baixo, o olhar demorando na minha gravata, depois nos meus olhos. „Você está com medo?“ Sacudo a cabeça, mas meu coração dispara, e tenho certeza de que ela pode ver — a pulsação no meu pescoço, o tremor nas minhas mãos. Ela ri baixinho, um som que vibra fundo na garganta. „Mentiroso. Mas isso é bom. O medo mantém alerta e aguça os sentidos.“

Ela se levanta, contorna a mesa. O clique dos saltos dela no assoalho ecoa no silêncio. Ela é menor que eu, mas naquele momento me sinto minúsculo, como uma criança pega em flagrante. Ela pousa uma mão no meu peito, os dedos planos e quentes através da camisa. Sente minha batida cardíaca, o polegar desliza sobre o tecido, como se estivesse verificando o ritmo. „Bom“, sussurra ela, o rosto próximo ao meu, o hálito roçando minha bochecha. „Você está pronto. Esperei muito por esse momento, sabia? Por alguém que se atreva, que não fuja.“ Ela dá um passo para trás, me solta, mas o olhar permanece em mim. „Tire o paletó e coloque sobre a cadeira“, diz ela. „Depois sente-se na borda da minha mesa.“

Faço como mandado, coloco o paletó sobre o encosto, depois me sento na borda da mesa. A madeira é lisa e fria, e sinto a quina pressionar minhas coxas. Ela está diante de mim, as mãos nos meus ombros, depois uma desce — ela abre o primeiro botão da minha camisa. „Devagar“, sussurra ela, os dedos hábeis e decididos. Botão por botão, ela abre minha camisa, até ficar aberta. Ela a desliza dos meus ombros, deixando-a cair sobre a mesa. „Você tem um corpo bonito“, diz ela, enquanto a mão desliza sobre meu peito, sobre minha barriga, até a cintura da minha calça. Ela abre o cinto, a fivela estala alto no silêncio. Depois o zíper, que desce com um zumbido. „Levante o quadril“, ordena ela, e obedeço. Ela puxa minha calça e cueca para baixo, até caírem nos meus tornozelos. Estou nu, exposto sob o olhar dela.

Meu pau já está meio duro, a tensão e os toques dela o excitaram. Ela me observa, o sorriso alargando. „Já excitado, hein?“ Ela o toca levemente com um dedo, deslizando sobre a glande sensível. Um arrepio percorre minhas costas, e meu pau treme sob o toque dela. Ela ri baixinho. „Isso vai ser divertido.“

Os Limites

„Vou te dizer uma coisa agora“, começa ela, enquanto caminha lentamente ao meu redor, os dedos deslizando pela borda da mesa, deixando um rastro invisível. Estou sentado na borda, a madeira pressionando minhas coxas, minhas mãos planas sobre os joelhos. Meu pau está completamente duro agora, erguido à minha frente, a glande brilhando úmida. „Eu gosto de controle. Gosto quando alguém confia em mim — confia de verdade, não só com palavras. Por isso vou te pedir agora para se despir. Não porque quero ver seu corpo, mas porque quero saber se você se entrega a mim. Se está pronto para se deixar cair.“

Minha boca está seca. Assinto, começo pelos botões da camisa. Meus dedos estão desajeitados, o primeiro botão escorrega duas vezes antes de eu conseguir abri-lo. Ela me observa imóvel, os braços cruzados sobre o peito. Quando estou nu diante dela, as roupas num monte ao meu lado, ela aponta para o tapete diante da mesa. „Ajoelhe-se.“ Obedeço sem palavras, o tapete arranha meus joelhos, as fibras se pressionando na minha pele. O frio do ambiente me envolve, e sinto cada poro, cada elevação da pele. Meu pau continua duro, a glande se erguendo em direção ao ar frio. Ela se senta na cadeira, cruza as pernas, a saia esticando sobre as coxas. Ela se recosta, o olhar calmo e investigativo. „Não vamos ultrapassar hoje nenhum limite que você mesmo não estabeleça. Mas quero que você me diga onde eles estão. O que é tabu para você?“

Engulo em seco, o pomo de adão pulando. „Dor“, digo hesitante. „Nada que deixe marcas permanentes. Nenhuma cicatriz, nada que eu não pudesse explicar amanhã.“ Ela assente lentamente, o rosto inexpressivo. „E mais alguma coisa?“ Penso, fixando o olhar nos joelhos dela, que se delineiam sob o tecido. „Nada, acho. Quero descobrir. Quero saber até onde posso ir, com você.“ Ela se inclina para a frente, o olhar intenso, as pupilas dilatando. „Bom. Então deixe-me fazer uma última pergunta: você confia em mim?“ Olho nos olhos dela, vejo a calma ali, a segurança absoluta que ela irradia. „Sim“, digo, e percebo que é verdade, que algo em mim se solta, uma tensão que eu nem tinha notado.

A Prova

Ela se levanta, vai para o lado, abre uma gaveta da mesa e tira uma venda preta — de seda, lisa e pesada. Ela a segura entre os dedos, deixando-a deslizar pelo ar por um instante. „Vou te amarrar agora“, diz ela. „Não com cordas, mas com esta venda e minhas palavras. Você não verá nada, apenas ouvirá e sentirá. Tudo bem?“ Assinto, o pescoço rígido. Ela vem para trás de mim, sinto o calor dela antes do toque. Os dedos deslizam sobre minhas têmporas,

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