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O seminário de fim de semana

Contos de Caso · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

“Você me pegou”, ele diz, com um sorriso torto como a lâmpada sobre a máquina de café. Eu encaro o copo na minha mão, como se o motivo de ele estar aqui, justamente ele, flutuasse na espuma do leite. “Micha?”, pergunto, embora já saiba. Meu vizinho do outro lado do corredor, com quem só falo sobre clima e coleta de lixo – agora ele está aqui, no corredor estéril deste prédio de seminários, e o calor sobe para minhas bochechas. Meu coração dispara de repente tão alto que tenho certeza de que ele pode ouvir. Seus olhos pousam em mim, e eu sinto meus mamilos endurecerem sob a blusa, só com o olhar dele.

O Acaso

“Uma coincidência”, ele diz, colocando o copo dele ao lado do meu. “Achei que não conhecia ninguém aqui. E aí você.” A voz dele tem aquele tom quente que eu só percebia de longe. Hoje ele está perto demais. Sinto o cheiro do gel de banho dele, menta e algo amadeirado. “O curso ‘Liderança Lateral’, né?”, pergunto, me segurando contra o rubor que sobe. Ele acena. “Desde quando você se interessa por liderança? Você sempre tão quieta e reservada.” Soa como uma acusação, mas é um elogio – ou vice-versa. Não sei como levar. Mas entre minhas pernas já se contrai úmido, e tenho que me forçar a não olhar para baixo, para ele, não pensar na calça dele e no que está por baixo, esperando por mim.

A primeira palestra se arrasta como chiclete. Estou sentada duas fileiras atrás dele, encarando a nuca dele, onde os cabelos são longos demais. Um fiapo vermelho gruda na gola dele. Eu poderia levantar, ir até lá, tirá-lo. Em vez disso, furo buracos no ar e penso em como seria se minha língua percorresse aquela nuca. No intervalo, vou até a máquina de café, mas ele é mais rápido. “E aí, aprendeu alguma coisa?”, pergunta, encostado no balcão. Derramo leite, entorno um pouco. “Que dá para ir longe com um aceno de cabeça.” Ele ri, um som grave que vai direto para minha boceta molhada. Sinto minhas coxas se apertarem involuntariamente.

A Aproximação

No almoço, ele se senta na minha mesa sem pedir. “Incomoda?”, pergunta, mas a mão dele já está ao lado do meu prato. “Não”, digo, enquanto meu joelho treme embaixo da mesa. Conversamos sobre o curso, sobre empregos, sobre o calor idiota lá fora. Nada de especial. Mas toda vez que ele ri, mostra os dentes, e eu penso em como eles se sentiriam na minha pele. Como ele pegaria meus mamilos entre esses dentes, primeiro com cuidado, depois mastigando mais forte. O pensamento me atinge tão de repente e claro que quase me assusto. Minha boceta fica molhada na hora, uma onda quente se acumula na minha calcinha. Bebo um gole de água para me acalmar, mas não adianta. Eu quero que ele me coloque nesta mesa, aqui e agora, e me foda.

À tarde, somos divididos em grupos de trabalho. Claro que ficamos juntos. A tarefa é absurda – um role-playing sobre resolução de conflitos. “Você faz a funcionária irritada, eu o chefe”, ele diz, aproximando a cadeira dele. Sinto o calor da coxa dele através do tecido, e minha boceta se contrai de desejo. “E como você resolve o conflito?”, pergunto, com a voz rouca. Ele se inclina até a boca quase tocar minha orelha. “Primeiro eu escuto”, sussurra. A respiração dele roça meu lóbulo, um arrepio que desce até a nuca. “E depois?”, pergunto, viro a cabeça, olho diretamente nos olhos dele. Cinza-esverdeados com pintas douradas. “Depois procuro uma solução que funcione para os dois.” O olhar dele é firme, e eu sei que não estamos mais falando sobre o role-playing. Minha boceta pulsa, uma batida constante, e sinto o suco escorrendo de mim enquanto tento ficar calma.

O Desejo

A palestra da noite é um tormento. Sinto o olhar dele na minha nuca, toda vez que me viro, ele desvia. Ou sorri. Esse sorriso que diz: Eu sei o que você está pensando. Estou pensando a mesma coisa. Após o fim oficial, estou no bar, bebendo um vinho branco doce demais. Minha boceta está tão molhada que a calcinha gruda úmida nos meus lábios. Cada movimento me esfrega, e eu imagino como ele me pegaria agora, aqui, na frente de todo mundo. Ele aparece ao meu lado, pede um uísque. “Fico no quarto 312”, ele diz, sem me olhar. “Só por via das dúvidas, se você quiser falar mais sobre o role-playing.” Eu rio, uma risadinha nervosa. “Talvez.” Ele bebe o uísque de um gole só, bate o copo com força no balcão. “Vou subir agora. Você sabe onde.” E então ele vai. Eu olho ele ir, e minha mão vai involuntariamente para minha virilha, aperta de leve para sentir o calor.

Meia hora depois, estou na frente da porta dele. Disse a mim mesma três vezes que não iria. Que é loucura. Que nós dois estamos comprometidos. Que só vai dar problema. Mas meu corpo não me ouviu. Minha boceta grita por ele. Bato, baixinho, só duas vezes. Ele abre na hora, como se estivesse esperando atrás da porta. “Você veio”, ele diz, a voz rouca. Os olhos dele estão escuros de desejo. “Não sei se isso é bom”, sussurro, mas entro mesmo assim. A porta fecha. Ficamos de frente um para o outro, talvez um metro de distância. Sinto o cheiro do pós-barba dele, do uísque, algo suado e o cheiro inconfundível da excitação dele. “Não é bom”, ele diz e dá um passo em minha direção. “É a coisa mais idiota que podemos fazer.” Mais um passo. A mão dele se levanta, afasta uma mecha do meu rosto. “Mas eu quero mesmo assim.” Vejo o volume na calça dele, e minha boceta se contrai ansiosa.

As Preliminares

O beijo dele é suave, quase hesitante, como se quisesse me afastar mais uma vez. Mas eu abro meus lábios, e imediatamente ele fica mais ousado. A língua dele explora minha boca, enquanto as mãos dele enfiam no meu cabelo. Eu gemo baixinho, e o som o encoraja. Os lábios dele vagam para meu pescoço, mordiscam o ponto sensível atrás da minha orelha. Fecho os olhos, me deixo levar. Minhas mãos buscam o corpo dele, deslizam pelos ombros, pelas costas, pelas curvas dos músculos através da camisa fina. Ele é quente, firme, e eu quero mais. Quero ele nu, quero sentir o pau duro dele na minha boca.

“Sempre te observei”, ele murmura entre dois beijos. “Na caixa de correio. Quando você pega a correspondência. Seus quadris, como você se mexe.” Eu rio, um som abafado. “Achei que você só falava sobre o clima.” Ele puxa minha camisa pela cabeça, os dedos dele são hábeis. “Era disfarce.” A boca dele encontra meu peito, primeiro o esquerdo, depois o direito. Ele chupa de leve, faz a língua circular.

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