Lena pressionou a taça fria de champanhe contra a bochecha enquanto caminhava entre a multidão de pessoas rindo e gesticulando. O ginásio da sua antiga escola era quase irreconhecível: toalhas de mesa pretas, luzes coloridas, um bar que oferecia mais do que a cachaça obrigatória. Trinta anos desde o vestibular, e ainda assim ela se sentia como a invisível de antigamente – até que o viu.

Ben estava na beira da pista de dança, um copo de cerveja na mão, o cabelo grisalho penteado para trás com desleixo. Vestia uma camisa escura, as mangas arregaçadas, e quando a viu, um sorriso se espalhou pelo rosto dele que a atingiu até a medula. “Lena!” A voz dele mal tinha mudado, talvez mais grave, mas ainda aquele tom quente que antigamente tirava o chão debaixo dos pés dela. Eles se abraçaram, os corpos pressionados um contra o outro por um instante, e ela sentiu o cheiro dele: madeira e algo cítrico, limpo e masculino. Enquanto isso, sentiu o músculo duro dele sob a camisa se pressionar contra os seios macios dela, e a respiração dela falhou.
“Você está fantástica”, disse ele, a mão no ombro dela, os dedos cravando-se levemente na pele dela. Ela riu, um pouco envergonhada. “Você também. A vida tem sido boa com você.” Uma conversa rápida – a esposa dele tinha ficado em casa, o marido dela estava viajando a negócios –, então ele sugeriu saírem, onde era mais calmo. O coração dela martelava contra as costelas enquanto o seguia, o olhar fixo nos ombros largos dele, em como a camisa se esticava sobre as costas dele. Ela não conseguia evitar, tinha que pensar em como aqueles ombros nus tinham se sentido, antigamente, debaixo das árvores.
Lá fora, soprava uma noite de verão morna, o céu claro e sem estrelas sobre o pátio da escola. Eles se sentaram num banco sob a velha tília, cujas folhas farfalhavam baixinho. Ben se virou para ela, o joelho dele tocou o dela, e o contato enviou um relâmpago quente pela coxa dela. “Lembra como a gente se encontrava escondido aqui?”, perguntou ele baixinho. Lena sentiu um puxão familiar no estômago – não o clichê do nó na garganta, mas algo mais profundo, um sorvedouro. “Toda noite depois da aula”, sussurrou ela. “Nunca esqueci o gosto dos seus lábios, de cigarro e chiclete.” Ele riu baixinho, inclinou-se e a beijou.
O beijo foi hesitante a princípio, como um reencontro depois de anos, depois mais exigente. A mão dele pousou na nuca dela, puxou-a para mais perto. Os pensamentos de Lena dispararam – ela era casada, feliz na verdade, mas a proximidade de Ben apagava toda a razão. Os dedos dela percorreram o cabelo dele, que era mais macio do que antigamente, e ela abriu a boca para a língua dele. O gosto de cerveja e sal, o calor do corpo dele – era como se o tempo tivesse parado, embora ela soubesse que nunca diria isso. A língua dele penetrou fundo na boca dela, explorou-a, desafiou-a, e ela cedeu, deixou que ele sentisse o quanto sentira falta dele.
A mão dele vagou do pescoço dela pelas costas, puxando-a ainda mais para perto. Ela sentiu a curvatura dos músculos dele sob a camisa, o calor que irradiava dele. A respiração dela ficou mais superficial quando os dedos dele encontraram o zíper do vestido dela e puxaram-no lentamente para baixo. O tecido afrouxou, e ela deixou acontecer, ergueu os braços quando ele puxou o vestido sobre a cabeça dela e o colocou descuidadamente no banco. Agora ela estava sentada só de calcinha e sutiã na frente dele, o ar fresco acariciando a pele dela, endurecendo os mamilos. Ele a contemplou, os olhos escuros de desejo, e ela viu o olhar dele deslizar pelo corpo dela, sobre as curvas dos seios que se delineavam sob o tecido fino do sutiã, sobre o ventre liso, as curvas dos quadris.
“Você é ainda mais bonita do que antigamente”, murmurou ele, e a mão dele pousou no ombro nu dela, deslizou até o seio dela, envolveu-o suavemente através do sutiã. Os dedos dele pressionaram levemente a polpa macia, e um calafrio de prazer a percorreu. Ele se inclinou e beijou o pescoço dela, os lábios dele vagaram até a clavícula dela, deixando um rastro molhado. Ela gemeu baixinho quando a língua dele encontrou a cova entre os seios dela, e ela sentiu os mamilos ficarem ainda mais duros sob o tecido.
“Deixa eu te ver também”, sussurrou ela, e os dedos dela começaram a abrir os botões da camisa dele, um após o outro, devagar, com gosto. Por baixo, o peito dele apareceu, atravessado por uma linha fina de pelos escuros que se perdia até o umbigo. Ela colocou a palma da mão no peito dele, sentiu a batida do coração dele, forte e rápida, e o calor da pele dele sob os dedos. Ela deixou a mão deslizar mais para baixo, sobre a barriga dele, até chegar ao cinto da calça. Os dedos dela brincaram com a fivela, abriram-na com habilidade, e ela puxou o zíper silenciosamente.
Ele a puxou para o colo dele, as pernas dela de lado sobre as coxas dele. A pele nua dela encontrou a dele, e um calafrio de prazer a percorreu. As mãos dele seguraram a cintura dela, puxaram-na para mais perto, e ela sentiu a ereção dele sob o tecido da cueca, dura e urgente. Ela se pressionou contra ele, e um gemido baixo escapou dela.
“A gente devia parar”, sussurrou ela, mas a mão dela deslizou sobre o peito dele, sentiu o músculo firme sob o tecido. “Por quê?”, perguntou ele, a respiração quente no ouvido dela. “Porque tenho medo de me arrepender.” Ele a puxou mais para perto, as mãos nos quadris dela. “E se você não se arrepender? E se for exatamente o que a gente precisa?” As palavras dele foram uma chave que abriu uma porta dentro dela que ela mantinha trancada há muito tempo. Ela não respondeu, mas o beijou de novo, mais fundo, os quadris dela se movendo inconscientemente contra ele.
As mãos dele encontraram a barra da calcinha dela, empurraram o tecido para baixo. O ar frio da noite acariciou as coxas nuas dela antes que os dedos dele encontrassem a parte interna das coxas dela, devagar, explorando. Ela gemeu baixinho, mordeu o lábio. “Aqui?”, perguntou ela, rouca. “Ninguém vem aqui”, murmurou ele, enquanto o dedo dele deslizava sobre o tecido fino da calcinha dela. Ela já estava molhada, o calor entre as pernas dela inegável, um desejo úmido que se pressionava através do tecido. Os dedos dele mergulharam sob a borda da calcinha e encontraram a fenda molhada dela, deslizaram pelos lábios úmidos que já estavam inchados de excitação.
Ela sentiu o dedo dele penetrá-la, devagar, primeiro a ponta, depois o dedo inteiro, que se expandiu dentro dela, abrindo-a. Um suspiro profundo escapou dela, e ela pressionou os quadris contra a mão dele, impulsionando-se em direção à excitação. “Ben”, sussurrou ela, com a cabeça apoiada na nuca dele. “Diz meu nome”, exigiu ele baixinho, enquanto o polegar dele massageava o clitóris dela em círculos.
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