O primeiro beijo o atinge como uma punhalada – mas não de dor, e sim de uma repentinidade que faz seu sangue ferver. É ela quem o agarra, enquanto ele ainda hesita, a mão pairando no ar, pronto para quebrar seu juramento. Seus lábios são ásperos, salgados do suor da batalha, e ela tem gosto de ferro e tomilho selvagem. Ele sente a língua dela antes de encontrar sua própria vontade – exigente, próxima, como se quisesse devorá-lo. O templo além do tempo, essa muralha de pedra viva, cujas paredes respiram no ritmo de seu coração, testemunha o primeiro toque. O ar cintila com magia ancestral, e no beijo dela está o pacto que ele invocou.

“Você hesita, Transformador”, sussurra ela contra seus lábios, seu hálito quente em sua pele. Os dedos dela se cravam em seu gibão de couro, que range sob o aperto. Ele se chama Kael, e ela é Riva – a Mestre das Lâminas do Norte, uma mulher cujo corpo tem mais cicatrizes do que pele intocada. Seus olhos são cinzentos como uma tempestade sobre o mar, e naquele momento arde neles um fogo que o queima.
“Não hesito”, ele força, mas sua voz sai mais rouca do que queria. “Estou medindo as consequências.” Sua mão encontra o quadril dela, desliza sobre a cota de malha áspera que cinge sua cintura. Por baixo, ele sente o calor da carne dela, que penetra os elos de metal como o sol através das nuvens.
“O pacto exige mais do que palavras”, diz ela, se aproximando até que seus corpos quase se tocam. Ele sente o cheiro de sua exaustão – o odor acre de sangue e suor, misturado com o doce aroma de resina que ela carrega em seus curativos. Ela matou três homens hoje, ele sabe. Sua lâmina ainda não está seca. “Exijo sua verdade, Kael. Não seus juramentos.”
O Desencadear do Desejo
Kael se afasta de seus lábios, mas apenas para tomar a cabeça dela entre suas mãos. Seus dedos deslizam em seu cabelo loiro e emaranhado, que parece áspero e empoeirado, e ele busca seus olhos. “Você quer minha verdade?”, murmura ele. “Então me olhe.”
E então ele permite a transformação – apenas um vislumbre. Suas pupilas se dilatam em fendas, douradas e selvagens, e sob sua pele algo se agita, uma cintilação, como se a luz ao redor dele se quebrasse. Riva encara de volta, sem piscar. Ela não tem medo do lobo dentro dele. Ela já o viu em sua forma verdadeira, quando ele caçava pelos campos de batalha, o pelo brilhando como o luar. Mas agora, em forma humana, esse olhar é diferente – íntimo, perigoso, desejoso.
A mão dela viaja de seu gibão para cima, até sua nuca, onde os tendões se destacam duros. Ela sente a pulsação sob seus dedos e aperta mais forte. “Mostre-me o que você é”, sussurra ela, e sua voz está mais profunda do que antes, mais rouca, mais carente.
Ele a guia para trás, até que suas costas encontram um dos pilares de pedra que sustentam o templo. A pedra é quente, quase viva, e vibra baixinho – o eco da magia que percorre este lugar. Riva solta um gemido quando Kael se pressiona contra ela, seu corpo um muro de músculos e calor. Suas mãos encontram o fecho do cinto dela e, com um puxão, ele solta a fivela. A cota de malha cai pesadamente no chão, retinindo como uma última saudação à guerra.
Por baixo, ela usa apenas uma camisa de linho fina, grudada em sua pele, encharcada de suor e da névoa do templo. Kael não a rasga – não, ele desliza as mãos por baixo, lentamente, como se quisesse provar cada milímetro de sua pele. Seus dedos são quentes, quase ardentes, e deixam um rastro que queima em sua pele fria. Riva expira, um tremor incontrolável percorrendo seu corpo. Seus seios são pesados, seus mamilos duros sob o toque dele, e ela se pressiona contra suas palmas, como se buscasse redenção.
“Você é tão malditamente forte”, murmura Kael contra seu pescoço, sua língua um traço molhado sobre o local onde o pulso dela bate descontrolado. “Sinto sua força sob a pele. Ela flui em mim também.”
“Então a tome”, ela ofega, seus dedos se cravando em seu cabelo. “Seles o pacto, Transformador. Agora.”
Kael se ajoelha diante dela, suas mãos deslizam de seus seios sobre seu ventre, que se contrai sob seu toque. Ele sente os músculos duros que se escondem sob sua pele macia – cada centímetro de seu corpo é uma arma, mas agora ela se oferece a ele. Ele abre o cordão de suas calças, o couro cede sob seus dedos, e então ele desliza a peça de roupa sobre seus quadris, sobre suas pernas, até que ela está nua diante dele, apenas o brilho do fogo eterno do templo em sua pele.
Riva é bela de uma forma que nada tem a ver com suavidade. Seu corpo é uma obra de arte de linhas e ângulos, os músculos de suas coxas e abdômen se destacam claramente, e entre suas pernas atrai uma estreita faixa de pelos claros. Sua boceta já está úmida, os lábios inchados e brilhantes de desejo. Kael hesita por um momento, a contempla como contemplaria uma relíquia sagrada – com reverência e desejo ardente. Então ele se inclina, sua língua encontra a base de sua coxa, e ele beija a linha onde as cicatrizes de uma ferida antiga correm.
Riva estremece, mas não de dor. Suas mãos afundam em seu cabelo escuro, pressionam sua cabeça para mais baixo. “Sim”, sussurra ela. “Aí.”
Sua língua viaja mais para cima, circunda sua abertura úmida sem tocá-la. Ela cheira intensamente, salgada e feminina, e o aroma sobe à cabeça dele como um elixir inebriante. Ele mergulha, finalmente, e um som abafado escapa da garganta dela. Sua língua é hábil, desliza para dentro dela, brinca com sua entrada, enquanto seu nariz pressiona contra seu clitóris. Riva geme alto, o som ecoa das paredes de pedra, e ela abre mais as pernas, se oferecendo a ele. Sua boceta está agora completamente molhada, o suor escorre por suas coxas, e Kael sorve avidamente, como se sugasse a vida dela.
“Sim, sim, bem aí”, ela geme, seus quadris empurrando contra seu rosto. “Não me faça esperar, Transformador. Quero sentir seu pau.”
Ele ergue a cabeça, seu queixo brilhando com a umidade dela. “Você vai tê-lo. Mas quero primeiro te provar até você gozar.”
Então ele mergulha novamente, sua língua agora mais dura, mais direcionada. Ele lambe seu clitóris em círculos rápidos, enquanto dois de seus dedos deslizam para dentro de sua boceta. Ela é tão apertada, tão quente, seus músculos o puxam para mais fundo. Riva grita, suas costas se arqueiam, e ela aperta as pernas em volta de sua cabeça. Ele sente como ela se contrai, como seu corpo treme, e ele chupa seu clitóris enquanto os fluidos dela escorrem por sua mão. Seu orgasmo a atinge como um golpe – ela geme, sua boceta se contrai em ondas ao redor de seus dedos, e ele continua lambendo até que os espasmos diminuam.
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