A mão do barman paira sobre a garrafa de uísque quando o olhar do homem ao meu lado me atinge — não um aceno casual de vizinho, mas um exame minucioso, demorado, que mira direto entre minhas pernas. Minha respiração prende quando os olhos dele deslizam pelo meu corpo, como se pudesse ver através da minha roupa, como se soubesse exatamente o quanto eu já estou molhada, só de olhar.

“Mais um copo?” A pergunta dele me arranca do turbilhão de pensamentos. O homem, cujo rosto eu conheço da escadaria, onde nossos olhares sempre se roçavam, me prende. “Sim, com prazer”, ouço a mim mesma dizer, e minha voz soa estranha nos meus ouvidos — soa rouca, pastosa, como quando eu gozo. É depois da meia-noite, meu marido dorme em casa, e eu estou aqui, num bar a duas ruas de distância, ao lado de um vizinho cujo primeiro nome nem sequer conheço. Minha calcinha já está úmida, só pela proximidade dele, pelo jeito como ele me olha, como se eu fosse a sobremesa dele.
“A propósito, sou Jonas”, ele diz e estende a mão para mim. A palma da mão dele é quente e seca, o aperto firme e demorado — sinto a força dele, imagino como essa mão agarraria minha bunda, firme, exigente. “Lena”, respondo e deixo meus dedos um pouco mais tempo nos dele do que o necessário. O gin tônica na minha frente está quase vazio, os cubos de gelo tilintam baixinho quando levanto o copo, enquanto o polegar dele roça levemente nas costas da minha mão. Um arrepio sobe pelo meu braço, direto para minha nuca, depois mais fundo, entre minhas coxas, onde minha boceta se contrai, como se ele já a tivesse tocado.
“Lena”, ele repete, como se estivesse saboreando o nome na língua, como se estivesse provando meu mel. “Você mora acima de mim, não é? Já te vi muitas vezes indo e vindo — seu cheiro fica pairando na escadaria, como um convite. Aquele cheiro doce, feminino — ele me deixa duro toda vez que sinto.”
“Sim, no terceiro andar.” Sinto algo se soltar dentro de mim. Talvez seja o álcool, talvez a solidão que me expulsou de casa esta noite — ou o desejo quente e urgente de finalmente ser fodida, de ser bem comida, como não tenho há meses. “Outro dia você bateu de bicicleta nas latas de lixo — um barulhão, depois o seu xingamento. Eu sorri. Imaginei como você xinga quando goza.”
Ele ri baixinho, um som grave e quente que vibra na minha barriga, direto no meu clitóris. “Você viu isso? Espero que ninguém mais tenha percebido.”
“Só eu. Da janela da cozinha.” Sorrio e percebo meu pulso acelerar, meus mamilos endurecerem sob a blusa, se pressionando contra o tecido. O jeito como ele me olha, com um toque de malícia nos olhos, me deixa molhada. “O que você faz aqui tão tarde?”
“Poderia te perguntar a mesma coisa.” Ele se inclina mais perto, o ombro dele roça o meu, e sinto o cheiro do seu aftershave — amadeirado, com um toque de cedro. Mistura-se com o cheiro da minha excitação, que agora quase posso sentir. “Tive um dia estressante. Queria descer, tomar uma cerveja, esvaziar a cabeça. E talvez pegar uma mulher gostosa que não saiu da minha cabeça o dia inteiro.”
“Eu também”, digo. “Meu marido foi cedo para a cama. Não conseguia dormir — o silêncio era alto demais. Fiquei a noite toda imaginando você me fodendo, forte e fundo, até eu gritar.”
“Então temos o mesmo problema.” O sorriso dele se alarga, e me pego imaginando como seria sentir os lábios dele nos meus, o pau dele na minha boca, na minha boceta. A visão envia uma onda quente pelo meu corpo, que se acumula entre minhas pernas, minha boceta pulsa, exigindo toque.
Pedimos mais uma rodada, e depois mais uma. O bar fica mais vazio, a música mais baixa. Cada vez que ele fala, se inclina um pouco mais perto, a voz dele fica mais familiar, como um mantra que me hipnotiza. Conto a ele sobre meu trabalho, sobre o engarrafamento esta manhã, sobre o gatinho que encontrei na rua semana passada — o pelo era tão macio, tão vulnerável. Mas em pensamento, só vejo o pau dele, imagino ele entrando em mim, me esticando, me preenchendo. Ele ouve como se nada no mundo fosse mais importante, o queixo apoiado na mão, os olhos fixos em mim, mas eu sei que ele me vê nua, que sente meus seios nas mãos dele, meu mel nos dedos dele.
“Você tem mãos lindas”, ele diz de repente, e eu pulo. Os dedos dele tocam os meus, bem de leve, como se fosse um acidente. “Posso?”
Eu assinto, incapaz de falar, minha boca seca, minha boceta mais molhada do que nunca. Ele pega minha mão, vira-a, passa o polegar sobre as costas, seguindo as linhas. O toque é suave, mas deixa um rastro de fogo que sobe até minha nuca, depois desce, até meus mamilos, que ficam duros e pontudos contra o sutiã. “Pele macia”, ele murmura. “Muitas vezes imaginei como você cheiraria ao passar por mim — aquele perfume de baunilha e cítricos que fica no corredor. E como sua boceta deve ter gosto, doce e salgada, como mel e mar.”
“E então?”, pergunto, e minha voz sai rouca, pastosa, cheia de desejo. “Eu tenho um gosto bom?”
“Como baunilha e um toque cítrico. E como uma mulher que tem segredos — que esconde seus desejos atrás de uma fachada. Aposto que você geme alto quando goza, bem alto, sem se segurar.”
As palavras dele penetram em mim, despertam algo que não sentia há muito tempo: uma pulsação no fundo da minha boceta, um desejo que se estende, que grita pelo pau dele. Aproximo-me mais, até nossos joelhos se tocarem, o calor do corpo dele passando para minha pele. “Talvez eu tenha”, digo e olho diretamente nos olhos dele. Eles são cinza, com pintas verdes, e brilham na luz fraca, como se me atravessassem, como se me vissem nua, de pernas abertas, pronta para ele. “Talvez eu gema alto. Talvez eu grite seu nome quando você me foder.”
“Conte um”, ele me desafia, a mão dele desliza da minha para meu pulso, onde sente minha pulsação. Sei que ele a sente disparada, selvagem e irregular, como meu coração, que bate contra meu peito. “Conte o que você quer.”
“Não vim aqui por acaso hoje”, confesso, e minha voz treme de excitação. “Vi você esta tarde saindo de casa, numa camisa azul escura que se esticava sobre seus ombros. Seu
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