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Quando Félix observa

Contos de Corno · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

Os canapés de salmão eram apenas um pretexto para manter minhas mãos trêmulas ocupadas, enquanto o aroma de endro e limão se espalhava pela cozinha. Cada espiral de manteiga de ervas nas fatias de pão exigia minha concentração, pois meu pulso pulsava quente entre minhas pernas. Eu sentia minhas coxas se apertarem inconscientemente enquanto arrumava a travessa. Meus dedos tremiam, e eu sabia exatamente por quê: esta noite, um estranho me fodería enquanto meu namorado assistia. O pensamento deixava minha boceta molhada, antes mesmo de eu tê-lo visto.

“Lena, o cara chegou.” A voz de Felix estava rouca, trêmula de excitação. Enxuguei as mãos no avental e fui para a sala. A luz amarela do abajur projetava sombras, e lá estava ele: alto, ombros largos, com um sorriso que parecia perfeito demais. “Oi, sou Jonas.” Sua voz tinha um baixo quente que vibrava diretamente na minha boceta molhada. Felix estava ao lado dele, uma cabeça mais baixo, os ombros tensos. Ele estava com os braços cruzados, como se precisasse se segurar, mas eu via o volume em sua calça. Ele já estava duro, e a noite ainda nem tinha começado direito.

Foi ideia de Felix. “Quero te ver com outro homem”, ele dissera há três semanas. “Não só no filme. Quero experimentar de verdade, quero ver como é outro pau dentro de você.” Eu ri, pensei que ele fosse maluco. Mas ele insistiu, até encontrarmos Jonas. Agora, com o terceiro copo de espumante no sangue, tudo parecia irreal. Eu sentia minha calcinha ficar molhada, só de pensar no que estava prestes a acontecer. Eu não usava sutiã por baixo do vestido fino, e meus mamilos estavam duros, marcando o tecido.

“Então, como é que funciona agora?”, perguntei para quebrar o silêncio. Felix pigarreou. “Combinamos um sinal. Se eu passar a mão no cabelo… então…” Ele hesitou. Eu vi seu pomo-de-adão subir e descer. “Então eu deixo vocês a sós.” Jonas assentiu lentamente. “E você fica aqui e me vê foder sua namorada.” Ele não disse como pergunta, mas como afirmação. Felix concordou, e eu vi sua mão ir instintivamente para a virilha antes de ele a afastar.

Foi estranho como os outros convidados foram embora rápido. Um por um se despediu, até ficarmos só nós três na sala. Felix colocou uma música baixa, algo com um grave pesado. Jonas tinha se sentado ao meu lado no sofá, Felix na poltrona em frente. Eu sentia a proximidade de Jonas, o calor que emanava dele. Sua coxa roçou a minha quando ele se inclinou para colocar o copo na mesa. O cheiro do seu pós-barba subiu ao meu nariz, misturando-se ao álcool no meu sangue. Minha boceta pulsava, e eu precisava me forçar a respirar calmamente.

“Estava pensando”, disse Felix devagar, “talvez… a gente possa primeiro só conversar.” Jonas riu baixinho. “Claro. Mas o tempo está passando. E sua namorada já está molhada, vejo pelos olhos dela.” Ele olhou para mim. “Você é linda, Lena. De verdade.” Sua mão pousou no meu joelho, leve, quase carinhosa. Felix fitava aquilo, hipnotizado. Eu sentia o calor dos dedos dele através do tecido fino do meu vestido, e um arrepio percorreu minhas costas. Respirei fundo, o álcool zumbindo nas veias, intensificando cada sensação.

A mão de Jonas subiu, sobre minha coxa, por baixo da barra do meu vestido. Eu não usava nada por baixo, combinamos assim com Felix. “Acesso mais fácil”, ele tinha dito. Agora eu sentia os dedos de Jonas na minha pele nua, diretamente na minha fenda molhada. Ele passou os dedos pelos meus lábios úmidos, e eu me contraí. “Porra, você já está encharcada”, murmurou ele. “Mal pode esperar, né? Que eu te foda enquanto seu namorado assiste?” Eu assenti, e um “sim” baixinho escapou. Felix passou a mão no cabelo. O sinal.

Jonas se inclinou e me beijou. Sua boca era macia, exigente, sua língua encontrou a minha. Senti gosto de espumante e sal e algo que era só dele. Felix gemeu baixinho, eu ouvi apesar da música. A mão de Jonas empurrou meu vestido para cima, expondo minha boceta molhada. Eu me recostei, deixei ele fazer. Ele beijou meu pescoço, meus ombros, enquanto seus dedos deslizavam novamente entre minhas pernas. Ele brincou com meu clitóris, esfregou suavemente a ponta sensível, até eu levantar os quadris. “Você tem um gosto bom”, murmurou ele contra minha pele, e eu senti seu sorriso.

Abri os olhos e vi Felix. Ele estava inclinado para a frente, cotovelos nos joelhos, o olhar fixo em nós. Sua mão estava na virilha, ele apertava as coxas juntas. No rosto dele, eu lia uma mistura de excitação e agonia. Exatamente o que ele queria. Senti uma onda de poder, mas também algo mais, algo que me fazia sentir Jonas ainda mais intensamente. Agarrei o cabelo de Jonas, puxei-o para mais perto, exigi mais. “Você não quer só me beijar”, arfei. “Me fode logo.”

Jonas me puxou para cima, me levou até o tapete em frente à lareira. O fogo tinha baixado, só brasas, cujo brilho avermelhado projetava sombras em nossos corpos. Ele me deitou no pelo fofo, seu corpo sobre o meu, pesado e quente. Ele me beijou de novo, enquanto sua mão tirava meu vestido completamente. Eu estava nua diante dele, diante de Felix. O frescor do ar na minha pele me fez estremecer, mas o calor de Jonas me cobria. Jonas se ergueu, ajoelhou-se entre minhas pernas, e eu vi ele abrir o cinto. Felix respirava audivelmente, em arquejos. Eu ouvi o leve clique da fivela, o farfalhar do tecido quando Jonas abriu a calça.

“Você quer?”, perguntou Jonas, mas não olhou para mim, e sim para Felix. Felix concordou, engoliu em seco. “Sim. Continue. Fode ela com força.” Jonas sorriu, um sorriso fino e sabido. Então ele se enterrou em mim. Senti ele, duro, exigente, me preenchendo. Um suspiro profundo escapou de mim, um som que veio da garganta quando a glande dele bateu no meu colo do útero. Ele era grande, maior que Felix, e eu sentia cada centímetro dele, como me esticava. “Porra, sim”, gemi. “Você é tão bom pra caralho.”

Jonas começou a se mover, devagar no começo, depois mais rápido. Suas mãos agarraram meus quadris, puxando-me para cima do pau dele enquanto ele me penetrava. Cada estocada fazia meu corpo deslizar no tapete, expelia o ar dos meus pulmões. Eu ouvia a respiração pesada de Felix, virei a cabeça e o vi. Ele tinha aberto a calça, a mão em volta do pau duro. Ele se masturbava devagar, os olhos fixos no ponto onde Jonas entrava em mim. “Viu como eu fodo sua namorada?”, perguntou Jonas, a voz rouca de esforço.

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