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Entre os Andares

Contos de Escritório · aprox. 6 min de leitura · Maiores de 18

Que diabos eu estava pensando ao convidá-la?

Leo estava na borda do terraço, as luzes da cidade abaixo como uma promessa cintilante, e já se arrependia daquela decisão pela terceira vez naquela noite. Atrás dele, a festa da empresa zumbia, um mar de ternos e vestidos de cocktail, conversas fiadas e risadas forçadas. E em algum lugar lá dentro, movia-se Lena, sua assistente, que ele contratara dois meses atrás e que desde então o enlouquecia – não por incompetência, muito pelo contrário. Ela era eficiente, inteligente, porra, perfeita no trabalho. E hoje usava um vestido que lhe roubaria o sono. Toda vez que ele olhava para aqueles olhos escuros, sentia o pau se mexer dentro da calça. Não conseguia evitar. Ela era como um ímã para seus pensamentos mais safados.

Preto, simples, mas cortado de modo a expor seus ombros e acentuar cada movimento de seus quadris. Ele a vira chegar, vira seu sorriso ao cumprimentar colegas, e sentira na hora o impulso de ir até ela, de afastá-la do grupo. Um impulso que ele reprimiu. Ela era sua assistente. Limites, pensou, existem limites. Mas seu pau pensava diferente. Estava duro, pressionando o tecido da calça, e ele precisou se forçar a não pensar em como seria possuí-la.

“Está se escondendo aqui em cima?”

A voz dela. Macia, com um toque de diversão. Ele se virou. Ela estava a dois metros de distância, uma taça de champanhe na mão, e o olhava com aqueles olhos escuros que sempre pareciam saber demais. O vestido se esticava sobre os seios, e ele podia ver o contorno dos mamilos, marcados sob o tecido fino. Sua boca ficou seca.

“Estou apreciando a vista”, disse ele. “E você? Não deveria estar lá embaixo, fazendo networking? Subindo na carreira?”

Ela se aproximou. O perfume dela – algo com baunilha e um toque fresco – misturou-se ao ar frio da noite. “Talvez eu tenha coisas melhores para fazer.” O olhar dela era desafiador, os lábios ligeiramente entreabertos. Leo sentiu a boca seca. Tomou um gole do uísque para ganhar tempo. “O que seria?”

Ela sorriu, um sorriso lento e cúmplice. “Conversar com meu chefe. Descobrir o que está por trás da fachada do chefe de departamento inacessível.” A mão dela deslizou sobre a coxa, e o tecido do vestido farfalhou baixinho. Leo não conseguia desviar o olhar. Imaginou aquela mão envolvendo seu pau, os dedos se fechando em torno do comprimento, massageando até ele gozar.

Um jogo. Ela estava brincando com ele. E Leo, que sempre mantinha o controle, se deixou levar. “E o que você descobriu até agora?”

Ela inclinou a cabeça. “Que você está nervoso. Que me observou a noite toda, mas não teve coragem de se aproximar. Que você é… interessante.” A língua dela passou pelo lábio inferior, um deslizar lento e úmido. Leo sentiu o pau endurecer ainda mais, pressionando a calça, quase doloroso.

Acertou em cheio. Ela o tinha desvendado. Leo respirou fundo. “Talvez eu tenha medo de fazer algo que possa me arrepender.”

“E se eu disser que não me arrependeria de nada?” A voz dela era um sussurro, mas cada palavra o atingia como um golpe. Ela deu mais um passo, e ele sentiu o calor do corpo dela, o perfume que o envolvia. Os seios dela estavam a centímetros do peito dele, e ele via os mamilos marcados sob o vestido, duros e prontos.

As palavras pairaram entre eles, pesadas como a chuva de verão que se formava no horizonte. Leo colocou o copo no parapeito. “Lena… você é minha assistente.”

“Eu sei”, disse ela baixinho. “Mas hoje somos só duas pessoas numa festa. Sem hierarquias. Sem regras.” A mão dela pousou no peito dele, e ele sentiu o calor dos dedos através da camisa. Ela brincou com o botão superior, abrindo-o devagar. Leo prendeu a respiração.

Ela estava mais perto, a um braço de distância. Leo sentia o calor do corpo dela, a energia que emanava. A mão dele se ergueu como que por conta própria, tocou a clavícula dela, percorreu a linha do pescoço. A pele dela era aveludada sob seus dedos, e ele sentiu o pulso dela acelerar. Deixou a mão descer, sobre o ombro, pelo braço, até que seus dedos se entrelaçaram. Ela sorriu, um sorriso terno, quase tímido, que provocou uma dor profunda e inesperada no peito dele. Mas essa dor foi rapidamente substituída por outro sentimento: pura e crua safadeza.

“Venha comigo”, disse ele, rouco. “Aqui é público demais.” A voz estava áspera, a respiração curta. Mal aguentava a pressão na calça. O pau pulsava, exigindo libertação.

Ela o seguiu sem hesitar, pela porta de vidro de volta ao prédio, pelo corredor até o escritório dele. A mão dele nas costas dela, o tecido do vestido liso e quente. Os passos dela eram silenciosos no carpete, e ele ouvia o farfalhar do vestido, o clique leve dos saltos. Quando abriu a porta e a fez entrar, trancou atrás deles. Uma sensação de definitivo que o excitou. O clique suave da fechadura ecoou no silêncio, uma promessa sem volta. O pau dele estava duro como pedra, uma dor urgente na calça.

O escritório estava escuro, apenas a luz do horizonte entrava pela janela, lançando sombras longas sobre a mesa e as estantes. Lena se virou para ele, os olhos brilhando na luz pálida. “E agora?”, perguntou num sussurro, a voz tremendo levemente, uma mistura de nervosismo e pura luxúria.

“Agora vou te mostrar o que quis fazer a noite inteira.” A voz dele estava mais grave que o normal, rouca de desejo. Ele se aproximou, segurou o rosto dela com as duas mãos – as bochechas quentes, a pele macia – e a beijou. Não suavemente, não perguntando. Exigindo. A boca dele selou a dela, a língua invadiu, pedindo entrada. A boca dela se abriu sob a dele, a língua encontrou a dele, e ele sentiu o champanhe, a doçura do hálito dela, um traço de hortelã da bebida. Ela se apertou contra ele, as mãos nos cabelos dele, e ele sentiu o corpo dela se esticar contra o dele. Os seios dela pressionaram o peito dele, os quadris buscaram o contato. O desejo dele endureceu, pressionou o tecido da calça. Ele podia sentir o coração dela bater, ou era o dele? Um ritmo que se acelerava.

Ele a soltou,

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