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O último copo

Contos de Corno · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

„Você não deixaria ele realmente chegar perto, né?“

Eu ri baixinho, uma risada aveludada e profunda que ecoou na cozinha enquanto servia o próximo copo de vinho. O rubi balançava suavemente contra o cristal. „Claro que não. É só um jogo. Um jogo de pensamento.“ Mas enquanto eu dizia as palavras, senti minha boceta já ficar molhada sob o vestido justo. A mera ideia de Jannis me comendo me fazia tremer por dentro.

Tom, meu marido, se recostou casualmente contra a bancada da cozinha, braços cruzados sobre o peito. Seu olhar — aquele olhar que eu conhecia de cor — estava fixo em mim. Curiosidade, misturada com uma faísca animal de possessividade. „Um jogo de pensamento que me deixou bem duro ontem à noite, quando você me contou.“ A voz dele soava mais rouca agora, mais grave. Eu podia ver o pau dele se destacando na calça, uma protuberância dura que pedia por alívio.

Eu tomei um gole do meu copo, deixando o vinho rolar pela minha língua. „Essa era a ideia.“ Meu olhar desceu para a ereção dele, e senti meus próprios fluidos escorrerem mais. „Aposto que você também está duro agora, né? Com a ideia de ele me deitar na mesa e abrir minhas pernas.“

Tom se aproximou, a mão dele deslizando pela minha coxa. „Me fode, sim. Me conta exatamente. Como ele te fode enquanto eu olho.“

A festa fervilhava atrás de nós. Nossa sala de estar era um mar de risadas, vozes e música. Mas meus pensamentos circulavam como um pássaro de rapina em torno de uma só pessoa: Jannis. Nós o conhecemos dois meses atrás nas férias, num pequeno café de praia em Creta. Ele estava viajando sozinho, nós estávamos em três — Tom, eu e Jannis. A química estalou na hora, e depois de alguns dias, conversas fiadas viraram um jogo secreto e proibido. Tom e eu imaginávamos histórias à noite no quarto do hotel, como seria se Jannis estivesse entre nós. Como ele me tocaria. Como Tom observaria. Como eu me contorceria sob as mãos dele.

E agora Jannis estava aqui, de carne e osso, na nossa sala de estar. Uma cerveja na mão, conversando com o colega de Tom, Stefan. Ele estava deslumbrante. Cachos escuros que se enrolavam na testa, ombros largos sob a camisa apertada, aquela barba leve de cinco dias que fazia o queixo dele parecer lixa. Quando ria, mostrava um pequeno espaço entre os dentes, que lhe dava algo jovem e despreocupado — algo que me fazia formigar fundo na barriga. Especialmente quando eu imaginava aquela barba arranhando a parte interna das minhas coxas enquanto ele me lambia.

Tom chegou mais perto de mim, tão perto que eu sentia o calor do corpo dele. Os lábios dele quase roçaram minha orelha quando ele abaixou a voz. „Ele te olhou a noite toda. Toda vez que você se virava, o olhar dele queimava na sua nuca. E aposto que ele tá pensando agora em como arrancar esse vestido de você e te curvar sobre esse sofá.“

Um arrepio quente percorreu minhas costas, e senti meus mamilos endurecerem sob o tecido do vestido, duros como pedrinhas. „Talvez eu esteja imaginando coisas.“ Minha voz soou frágil, até para meus próprios ouvidos. „Mas se não… meu Deus, Tom, já estou toda molhada.“

„Não“, disse Tom, e a mão dele pousou no meu quadril, me puxando suavemente para perto. „Você não está. E sabe o que? Eu acho isso muito sexy. Me mostra como você está molhada.“ Os dedos dele deslizaram sob meu vestido e pressionaram o tecido molhado da minha calcinha. „Sim, sua porca. Você está pingando. Só porque ele está aqui.“

Eu me virei para ele. O rosto dele estava perto, a respiração cheirava a uísque e desejo. „A gente só estava brincando“, sussurrei, mas meu corpo já anunciava traição. „Isso era ficção.“ Mas minha boceta pulsava, pedia por mais, por toque, por plenitude.

O polegar dele passou sobre meu osso do quadril, e senti ele deslizar pela borda da minha calcinha. „Precisa ser?“, ele perguntou, e a pergunta pairou entre nós, pesada como chumbo e elétrica como um raio. „Ou você quer realmente sentir como ele te fode? Como o pau dele está dentro de você enquanto eu olho?“

Engoli seco. Meu coração batia forte contra minhas costelas. „O que você sugere?“ Minha voz era quase um grasnido.

Ele deixou o dedo deslizar pela minha bochecha, um toque que queimava como fogo na minha pele. „Deixa ele ficar hoje à noite. Depois da festa. Nós três. Experimentar uma vez o que a gente imaginou tantas vezes. Sentir uma vez como é de verdade. Eu quero ver ele enfiar o pau na sua boca, você engolindo ele, enquanto eu te como por trás.“

Meu pulso disparou, e a umidade entre minhas pernas ficou quase insuportável. „Você está falando sério?“, suspirei. „Você realmente quer que outro homem me foda?“

„Sim“, disse Tom, e o olhar dele agora estava completamente claro. „Mas eu quero estar lá. Quero ver ele te comendo. Quero ver seu prazer nas mãos dele. Esse é o meu jogo. Minhas regras. Você é minha, mas quero compartilhar. Por uma noite.“ A mão dele pressionou mais forte contra minha boceta, e eu soltei um gemido baixo. „Diz sim. Diz que você quer.“

Fechei os olhos por um momento. A imagem que ele criou na minha cabeça era tão vívida, tão nítida, que minhas mãos ficaram suadas e minha respiração superficial. Imaginei Jannis me pressionando na cama, as mãos duras dele forçando minhas pernas abertas, a boca dele lambendo meus mamilos enquanto Tom ficava ao lado, assistindo. „E se você não gostar?“, perguntei. „Se o ciúme te consumir?“

„Aí a gente para“, ele disse baixinho, mas os dedos dele continuavam trabalhando, me massageando através do tecido. „Mas não acho que isso vai acontecer. Confio em você. E quero te ver com ele. Quero ver você se entregar, gemer quando ele gozar dentro de você.“

Abri os olhos e olhei para Jannis. Ele tinha se soltado de Stefan e vinha lentamente em nossa direção, o passo dele era casual, quase furtivo. Mas nos olhos dele havia uma determinação, uma intenção escura que me fez prender a respiração. Vi o olhar dele percorrer meu corpo, meus seios, meus quadris, e soube que ele sabia exatamente o que estava acontecendo.

„Então, vocês dois tão concentrados?“, ele perguntou ao chegar perto de nós. A voz dele era como veludo roçando pedra. „Espero não estar atrapalhando.“

„De jeito nenhum“, disse Tom, e a mão dele foi do meu quadril ao meu pescoço, me segurando suavemente, mas com exigência. „A gente estava falando de você. De como você vai foder minha mulher hoje à noite.“

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