O cheiro de sal e protetor solar ainda estava preso no meu cabelo quando destranquei a porta do nosso quarto de hotel. Era aquele cheiro especial que não vai embora depois de um dia no mar — uma mistura de iodo, suor e o aroma adocicado de coco. Eu amava aquele cheiro, porque significava férias, liberdade, deixar o cotidiano para trás. Mas hoje havia algo mais no ar: expectativa, uma tensão elétrica que me tirava o fôlego.

“Você cheira a verão”, disse Markus, que já estava deitado na cama, um livro na mão, que ele largou imediatamente quando entrei. Os olhos dele percorreram meu corpo, ainda molhado no biquíni. Deixei o olhar vagar: ele usava apenas uma calça de linho leve, o torso nu, o bronzeado de alguns dias já bem visível. Mas a atenção dele não era só para mim. O pau dele já se desenhava claramente sob o tecido, um contorno duro e grosso que fez o sangue subir direto para a minha boceta.
“E você? Não moveu um músculo enquanto eu passei a tarde toda na praia?”, provoquei, deixando a parte de cima molhada cair no chão. O ar frio do ar-condicionado endureceu meus mamilos. Vi os olhos de Markus caírem sobre meus peitos, como a mão dele vagava inconscientemente para o colo.
“Eu estava lendo e esperando por você. Além disso, fiquei com Tom na piscina”, disse ele, casual. Tom. O conhecido de férias que fizemos dois dias atrás. Um cara alto, magro, com cabelo cor de areia e uma voz tão grave que ecoava na minha barriga. Ele estava sozinho aqui, ou melhor, sem companhia, e Markus tinha gostado dele na hora. Eu tinha sentido o olhar dele em mim, o jeito como ele via meu corpo, como se já estivesse me despindo.
“Ah, é? E?”, perguntei, deixando a calcinha cair também. Agora eu estava nua na frente dele, os lábios da vagina já úmidos de antecipação. O olhar de Markus ficou mais intenso, o pau dele pulsou por baixo da calça.
“Ele perguntou se você vai jantar com a gente hoje à noite. Eu disse que sim. Ele é… interessante.” Ele enfatizou a última palavra de um jeito que me fez sorrir, sabendo. Nós já tínhamos jogado esses jogos, em pensamentos, em conversas tarde da noite. Mas nunca tínhamos feito de verdade. Hoje isso ia mudar.
“Então preciso me arrumar”, disse, indo para o banheiro. O espelho me mostrou uma mulher com as bochechas coradas e mechas de cabelo molhadas. Meus mamilos estavam duros, e eu sentia a umidade entre minhas pernas aumentar. Retoquei as sobrancelhas, passei um toque de pó bronzeador, apliquei um batom discreto. Um vestido de verão leve, amarrado nos ombros, e por baixo nada além da minha pele. Quando voltei, Markus assobiou baixinho.
“Você está deslumbrante.” A voz dele estava rouca. “Vem cá.” Ele me puxou para o colo dele, as mãos deslizaram por baixo da saia, acariciando minhas coxas nuas. A respiração dele estava quente no meu pescoço. “Você está pronta?”, sussurrou. Os dedos dele encontraram minha fenda molhada, deslizando pelas dobras úmidas. Eu ofeguei.
“Para quê?”, perguntei, embora soubesse exatamente o que ele queria dizer. O dedo dele penetrou em mim, só uma pequena amostra.
“Para ele te ter esta noite.” As palavras me fizeram estremecer. Era a primeira vez que ele dizia isso tão diretamente. O dedo dele se moveu dentro de mim, devagar, fundo, e eu senti minha calcinha encharcar.
“Sim”, sussurrei. “Eu quero que ele me foda. Que ele enfie o pau duro dele bem fundo na minha boceta enquanto você assiste.”
Markus sorriu maliciosamente, tirou o dedo e lambeu. “Assim que eu gosto de você.”
Nos encontramos no bar do hotel. Tom estava no balcão, uma cerveja na mão, e quando nos viu, um sorriso se espalhou no rosto dele. Ele usava uma camisa clara, as mangas arregaçadas, e a pele estava bronzeada, os braços musculosos. “Aí estão vocês”, disse ele, e a voz era ainda mais grave do que na minha lembrança. “Reservei uma mesa lá dentro, se quiserem.”
Durante o jantar, conversamos sobre tudo e nada. Tom era engenheiro, viajava muito, tinha histórias de lugares distantes e aventuras ainda mais distantes para contar. Debaixo da mesa, eu sentia a mão de Markus no meu joelho, vagando, insistindo. Tentei respirar calmamente, me concentrei nos lábios de Tom se fechando em volta do copo de cerveja, no jeito como ele ria, profundo e cheio. Minha boceta já estava molhada há muito tempo, a umidade escorria para o assento. Eu imaginava como o pau dele estaria dentro de mim, como ele me pegaria por trás enquanto Markus assistia.
Em algum momento, quando o vinho já estava alguns copos dentro de mim, Tom colocou a mão dele na minha. “Vocês são um casal especial”, disse ele, e os olhos dele pousaram em mim, depois em Markus. “Nunca experimentei algo assim.”
“O que você quer dizer?”, perguntou Markus, e a voz dele soou calma, mas eu sentia a tensão no corpo dele. Debaixo da mesa, a mão dele se enfiou entre minhas pernas, pressionou contra minha calcinha molhada.
“Essa… abertura. Essa leveza entre vocês. É… atraente.” Os dedos dele acariciaram as costas da minha mão, e eu deixei acontecer, sentindo meu pulso acelerar. Abri as coxas um pouco, um convite silencioso.
“Obrigada”, disse baixinho. Markus apertou meu joelho, um sinal de incentivo. Eu sabia o que ele queria. Eu deveria seduzi-lo.
Depois da sobremesa, Markus sugeriu mais uma rodada no bar. Tom pediu uísque, puro. Eu bebericava um coquetel, observando os dois homens conversando sobre algo que eu já não entendia mais. Tudo o que eu percebia era o calor que emanava de Tom, o olhar que ele me lançou quando Markus foi ao banheiro por um instante.
“Seu marido é um sortudo”, disse ele, e a mão dele de repente estava na minha perna nua, bem no alto, escondida debaixo da mesa. Os dedos dele encontraram a junção das minhas coxas, sentiram a umidade.
“Você acha?”, perguntei, e minha voz estava rouca. Abri mais as pernas, dando caminho livre.
“Sim. Você é… incrível.” Os dedos dele pressionaram levemente minha carne, encontraram a fenda molhada através do tecido fino da minha calcinha. Abri as pernas involuntariamente, um convite. Ele sorriu, mas não deixou a mão avançar. “Esta noite”, sussurrou. “Eu quero te foder esta noite.”
Quando Markus voltou, o ar estava denso de tensão. “Vou subir para o quarto”, falei de repente. “Estou cansada.” Era uma desculpa, todos nós sabíamos. Minha boceta pulsava, eu precisava daquilo agora, imediatamente.
“Já vou”, disse Markus, e o olhar dele encontrou o de Tom. Algo passou entre eles.
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