O vestido vermelho aperta sobre minhas coxas – uma armadura de renda e seda que vesti para um homem que me conhece apenas através de uma câmera. Meia-noite. Meu quarto está na penumbra, apenas a tela projeta uma luz pálida em meu rosto. Logo ele vai aparecer, esse estranho de olhos cálidos que há três meses me envia palavras, imagens, promessas. Hoje é a ligação que vai mudar tudo – ou que vai me mostrar de vez o quão ridícula é toda essa história de erotismo de relacionamento à distância. Mas bem no fundo de mim, entre minhas coxas, onde a umidade já encharca a calcinha fina, eu sei que hoje vai ser sério. Eu quero ele. Quero sentir o pau dele dentro de mim, mesmo que apenas dedos virtuais me alcancem.

A conexão é estabelecida
Lukas – o nome dele aparece na tela. Aperto o botão de atender, e o rosto dele pisca na imagem. Sombras verdes sob seus olhos, um sorriso torto brinca em seus lábios. “Você está deslumbrante”, ele diz, e eu dou uma risadinha. “Você mente como um jornal.” Mas o olhar dele permanece sério, perfurando a distância. “Estou falando sério. Você é linda.” A voz dele está rouca, como se tivesse falado o dia inteiro, como se estivesse rouco de tanto esperar por esse momento. Quero tocar nele, acariciar sua bochecha, mas meus dedos encontram apenas vidro frio. Em vez disso, minha mão desce mais, sobre meu pescoço, sobre a clavícula, até meus seios, que começam a aparecer sob o vestido vermelho.
“Queria poder te beijar agora”, sussurro. Uma frase que já dissemos cem vezes, mas hoje parece diferente – mais pesada, cheia de desejo não dito. Lukas se inclina mais perto da câmera, seu rosto preenche a tela. “O que você faria então?”, ele pergunta, a voz mais grave que o normal. Engulo, sinto a pulsação na minha garganta. “Eu pressionaria meus lábios nos seus – suave, hesitante, e então deslizaria minha língua na sua boca, devagar, até você gemer.” A respiração dele fica mais superficial, vejo seu peito se elevar. “Continue”, ele sussurra. Deixo minha mão descer mais, sobre minha barriga, até minha virilha. O vestido aperta sobre minhas coxas, e sinto o calor que sobe da minha boceta.
“Eu enfiaria minha mão na sua calça”, sussurro, “envolveria seu pau, sentiria sua dureza, como ele cresce sob meus dedos.” Os olhos de Lukas escurecem, sua mão desaparece sob a tela. Ouço o clique leve do cinto dele, o zíper abrindo. “Já estou duro”, ele confessa, rouco. “Só pela sua voz.” Isso me faz tremer por dentro. Quero ver ele, o pau dele, como ele o envolve, como ele imagina penetrar em mim.
As fronteiras se dissolvem
Brinco com a barra da minha blusa, deixo o tecido deslizar entre meus dedos. “Então eu enfiaria minhas mãos por baixo da sua camisa, sentiria seu peito, o calor da sua pele sob meus dedos.” Lukas fecha os olhos, as pálpebras tremem. “Sim”, ele geme baixinho. “E depois?”, pergunta, rouco. “Depois eu puxaria seu cinto, abriria, enterraria minha boca no seu pescoço enquanto te acaricio.” Vejo a mão dele deslizar para fora da tela, o clique leve do cinto dele ecoa pelos alto-falantes. “Me mostra o que você está fazendo”, digo baixinho. Ele hesita, então ajusta a câmera um pouco mais para baixo. Vejo a mão dele, deslizando sobre a calça, abrindo o zíper, o som de metal contra tecido. Então a tela escurece, e vejo apenas os dedos dele envolvendo a haste dura e brilhante. O pau é longo, grosso, a cabeça vermelha e inchada. Uma gota de pré-gozo brilha na ponta.
Minha respiração prende. “Quero te ver”, sussurro. Lukas levanta a câmera de volta para o rosto, os olhos brilhando. “Primeiro você. Me mostra o que está vestindo.” Levanto, dou um passo para trás para que ele possa me ver inteira. Devagar, abro a blusa, botão por botão – cada um uma pequena revelação. Por baixo, um sutiã de renda que comprei especialmente para hoje, vermelho-escuro como o vestido. Os olhos dele se arregalam. “Mia…”, ele sussurra. Deixo a blusa deslizar dos meus ombros, o tecido cai no chão. “Gostou?”, pergunto, minha voz quase um sussurro. “É perfeito. Você é perfeita.”
“Mas quero ver mais”, ele acrescenta, a voz rouca de desejo. “Me mostra seus peitos. Tira o sutiã.” Obedeço, abro o fecho na frente, deixo a renda cair. Meus seios saltam, os mamilos duros e eriçados, ansiando pelo toque dele. Lukas geme alto, um som que arranha a linha e ecoa na minha barriga. “Toca eles”, ele ordena. “Para mim.” Coloco uma mão no meu peito, massajo suavemente, circulo com o polegar em volta da ponta dura. “E o que você faria com sua língua?”, pergunto. “Eu circularia em volta, leve, até você se contorcer, e depois chuparia até você gritar.” Meu corpo reage imediatamente. Um calor se espalha em mim, inunda meu ventre, e sinto como estou ficando molhada, como minha calcinha vai encharcando devagar. “Quero você agora”, gemo. “Me mostra como você se toca”, ele pede. “Quero ver você gozar.”
A tela vira palco
Sento de novo, passo a mão sobre meu peito, sinto a ponta sob a ponta dos meus dedos. “Queria que você estivesse aqui”, digo. “Eu te tocaria, pegaria seus mamilos entre meus dedos, até você implorar.” Lukas geme alto, um som que arranha a linha e ecoa na minha barriga. “Faz. Para mim.” Obedeço. Minhas mãos percorrem meu corpo, sobre o tecido do sutiã, enquanto olho nos olhos dele. “Sim, assim mesmo”, ele sussurra. “E agora tira ele.” Abro o sutiã, deixo cair. Meus seios ficam livres, a pele formiga sob o olhar dele, e vejo os olhos de Lukas se demorarem, como ele se inclina levemente para frente. “Você me enlouquece”, ele diz. “Quero te provar, sua pele, seus mamilos…”
Coloco uma mão no meu peito, massajo suavemente, circulo com o polegar em volta da ponta dura. “E o que você faria com sua língua?”, pergunto. “Eu circularia em volta, leve, até você se contorcer, e depois chuparia até você gritar.” Meu corpo reage imediatamente. Um calor se espalha em mim, inunda meu ventre, e sinto como estou ficando molhada, como minha calcinha vai encharcando devagar. “Quero você agora”, gemo. “Me mostra como você se toca”, ele pede. “Quero ver você gozar.”
Fecho os olhos, enfio uma mão na minha calcinha. Meus dedos deslizam pela minha fenda molhada, o calor ali é quase avassalador, e gemo baixinho. “Sim, assim mesmo”, ouço ele dizer, a voz dele um sussurro rouco que me leva ao limite. “Mais rápido. Mais forte.” Obedeço, meus dedos se movendo mais rápido, circulando meu clitóris, enquanto a outra mão aperta meu seio. A respiração dele fica pesada, ofegante, e ouço o som de sua mão se movendo sobre o pau. “Estou perto”, ele geme. “Eu também”, respondo, a voz trêmula. “Goza comigo. Agora.” Meu corpo se arqueia, as ondas de prazer me varrendo, e ouço o gemido dele, profundo e satisfeito, enquanto ambos nos rendemos ao êxtase, separados por uma tela, mas unidos pelo desejo.
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