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Sala de chegadas do desejo

Contos de Longa Distância · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

O painel de informações piscou, como se ele mesmo hesitasse em revelar a verdade. Eu estava na beira do saguão de desembarque, com as mãos enterradas nos bolsos, e cada respiração tinha gosto de querosene e expectativa. Nas noites anteriores, eu tinha gravado o rosto dele na tela do meu laptop, transformado pixels em carne, sons de teclado em sua respiração. Agora, o saguão era um único ruído branco de malas com rodinhas e avisos sonoros, e meu coração batia tão forte que eu ouvia o sangue zumbir nos meus ouvidos. Minha calcinha já estava molhada, uma leve película de suor na minha pele, e eu apertava as coxas para acalmar a pulsação entre minhas pernas. O pensamento nele, em suas mãos, em sua boca, me fazia tremer.

O Primeiro Olhar

Ele empurrou a porta de vidro, e tudo nele era familiar e estranho ao mesmo tempo. Seus olhos vasculharam a multidão e, quando me encontraram, o ar sumiu dos meus pulmões. Não era o olhar ousado e confiante dos vídeos dele, mas algo hesitante, quase vulnerável. Seu sorriso era torto quando ele se aproximou, a mala rolando atrás dele como um cão obediente. Eu fiquei paralisada, as mãos suadas de nervoso, e dentro de mim rugia uma tempestade de alívio e pânico. Meus mamilos estavam duros, roçando a parte de dentro do meu sutiã, e eu senti minha boceta se contrair, molhada e quente.

— Oi — ele disse, e a voz dele era mais grave do que na minha memória. — Oi — eu sussurrei de volta. Então nós dois rimos, sem jeito, e o segundo de indecisão se rompeu. Ele largou a mala e eu caí nos braços dele. Seu cheiro — uma mistura de cabine de avião, café e um toque de sândalo — me envolveu. Enterrei meu rosto na curva do pescoço dele, senti o pulso dele sob meus lábios, e os meses de espera se dissolveram em um único e longo abraço. O pau dele, que eu podia adivinhar através da calça jeans, pressionava contra minha barriga, e eu senti ele endurecer, um cordão grosso e pulsante que se esticava contra o tecido.

— Não acredito que você está realmente aqui — ele murmurou no meu cabelo. Fechei os olhos, inspirei ele, deixei o momento penetrar em cada poro. — Eu também não — sussurrei de volta, e minha voz soou estranha, rouca de lágrimas contidas e um gemido abafado. Minha mão deslizou para baixo, acariciando a bunda dele, os músculos firmes que se contraíam sob o tecido.

O Trajeto

No táxi, sentamos lado a lado, nossas mãos se encontraram no banco. Ele acariciou com o polegar as costas da minha mão, e cada carícia mandava arrepios pelo meu braço acima. O motorista falava sobre engarrafamentos e o tempo, mas nós não ouvíamos. Eu olhava pela janela, os postes de luz passando como contas de um colar, e sentia as pontas dos dedos dele no meu pulso, como se ele estivesse tateando minha pulsação suavemente, como se quisesse ter certeza de que eu era real. Minha outra mão estava na minha coxa, e eu sentia a umidade escorrendo da minha boceta, deixando uma mancha molhada na minha calça. Eu imaginava ele me pegando ali no táxi, abrindo minhas pernas, enfiando o pau em mim enquanto o motorista não desconfiava de nada.

— Você está tremendo — ele disse baixinho, a voz apenas um sopro no meu ouvido.

— Só porque finalmente posso tocar em você — respondi, e meus dedos se entrelaçaram mais firmemente com os dele. Um sorriso passou pelo rosto dele, e nos olhos dele estava tudo o que tínhamos escrito: as noites em que contávamos histórias um para o outro, as fantasias que colocávamos em palavras e o desejo não dito que carregava cada imagem e cada “boa noite”. Agora estava ali, palpável, e queimava sob minha pele como uma febre. Eu me inclinei, sussurrei no ouvido dele: “Mal posso esperar para sentir seu pau dentro de mim.” Ele estremeceu, a mão dele apertou a minha com mais força, e eu vi a calça dele esticar.

O apartamento dele era pequeno, mas claro, com uma janela grande para o pátio interno, por onde entrava a última luz da noite. Ele largou minha bolsa e, de repente, estávamos um de frente para o outro, o ar entre nós grosso de expectativa. Ele levantou a mão, afastou uma mecha de cabelo do meu rosto, e os dedos dele ficaram na minha bochecha. O toque foi elétrico, uma centelha que percorreu meu corpo. — Posso te beijar? — ele perguntou, e eu assenti, incapaz de falar, a garganta apertada. Meu coração disparou, minha boceta pulsou, e eu senti o líquido escorrer de mim, molhando a parte interna das minhas coxas.

O Primeiro Beijo

Os lábios dele eram macios, hesitantes no começo, depois mais exploradores. Eu me abri para ele, deixei a língua dele entrar, e o beijo ficou mais profundo, mais exigente. Minhas mãos foram para o cabelo dele, puxando-o para mais perto, e eu senti ele me pressionar contra a parede. O beijo tinha gosto de café e promessas, de todos aqueles meses de antecipação. Deixei minhas mãos deslizarem pelas costas dele, sentindo o calor do corpo dele através da camisa, os músculos que se contraíam sob meus dedos. Um gemido baixo escapou de mim quando a língua dele explorou a minha, e eu me apertei mais contra ele. O pau duro dele pressionava minha barriga, o tecido da calça jeans esticado sobre a cabeça grossa, e eu senti ele pulsar, uma coisa viva e pulsante que pedia por mim.

Ele se afastou, me olhou, sem fôlego. As pupilas dele estavam dilatadas, a íris apenas um anel fino. — Eu quero você — ele disse, e as palavras me atingiram como um choque, fizeram meu sangue correr mais quente. — Eu também quero você — sussurrei de volta, e minha voz soou áspera, cheia de desejo. Ele pegou minha mão, me levou para o quarto. A cama estava desfeita, os lençóis amassados, e o cheiro dele pairava no ar — uma mistura de sabão e algo animal que me deixava tonta. Eu fiquei na beira da cama, e ele veio por trás, colocou as mãos nos meus quadris, me puxou para perto. A respiração dele no meu ouvido, quente e rápida, me fez estremecer.

— Pensei tantas vezes nisso — ele murmurou, enquanto as mãos dele deslizavam por baixo do meu suéter, acariciando a pele da minha barriga. — Nas suas mãos, na sua boca, na sua… — Ele se calou quando os dedos dele alcançaram a borda do meu sutiã, tateando a renda delicada. Eu me inclinei para trás, me oferecendo a ele, e ele inspirou fundo, o nariz no meu pescoço. — Você cheira tão bem — ele soprou, e a língua dele traçou um rastro úmido do meu lóbulo até o ombro. As mãos dele encontraram meus seios, os seguraram firmes, e eu gemi quando ele pegou meus mamilos entre o polegar e o indicador, torcendo-os, puxando-os, até ficarem duros como pedrinhas.

Se despir e o Primeiro Toque

Nós nos despimos, devagar, como se cada botão fosse um ritual

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