A porta se abre com um balanço, e a imagem dele dispara através de mim — sem vibração digital, sem buffer, mas carne e calor. Seu sorriso torto, as mãos vazias, mas as pontas dos dedos cravam-se quase invisivelmente nas palmas. Eu ouço minha própria respiração, rasa, rápida, e o clique silencioso da porta que se fecha. Um momento de imobilidade, onde o ar entre nós vibra, pesado de desejo não realizado.

— Oi — consigo dizer, a voz rouca, como se não a usasse há muito tempo. Meu coração martela contra minhas costelas enquanto o encaro. Sua calça jeans estica sobre as coxas, sua camiseta aperta os músculos do peito. Posso ver como sua respiração acelera.
— Oi — ele responde, e nessa única palavra pulsa toda a tensão dos meses passados. Dou um passo em direção a ele. Ele não me agarra, não me puxa para perto. Em vez disso, sua mão desliza lentamente para minha bochecha, tão cuidadosamente como se eu fosse de vidro. Mas eu não sou frágil. Sou uma bola de desejo puro, apenas esperando para explodir.
Suas pontas dos dedos acariciam minha maçã do rosto, a linha do meu maxilar. Fecho os olhos, me inclino para o toque. Parece uma promessa. Então ele pega meu queixo entre o polegar e o indicador, levanta-o suavemente. Quando abro os olhos novamente, seu rosto está perto. Sua respiração roça meus lábios, quente, um pouco com gosto de café.
— Senti tanto a sua falta — ele sussurra, e então me beija.
Não é um beijo suave. É um beijo que fala de meses de espera, de mil mensagens que nunca foram suficientes, de noites solitárias em que imaginei suas mãos na minha pele. Seus lábios são firmes, exigentes. Ele morde suavemente meu lábio inferior, chupa-o, e um gemido escapa de mim. Minhas mãos encontram seu pescoço, brincam com os cabelos curtos ali, enquanto ele aprofunda o beijo. Sua língua encontra a minha, e é como se nos reconhecêssemos de uma forma que nenhum pixel jamais alcançou. Sinto o gosto da saliva dele, misturada com a minha, e isso me leva ainda mais fundo na ganância.
Sinto suas mãos nas minhas costas, por baixo do meu suéter. Seus dedos são frios na minha pele quente, e eu tremo. Ele me puxa mais para perto, e sinto o quanto ele já está duro. Seu pau pressiona contra minha barriga, um contorno duro e grosso através do tecido da calça jeans. A pressão contra meu estômago me deixa ainda mais faminta. Solto-me brevemente de seus lábios, respiro pesadamente, e olho para ele. Seus olhos estão escuros, as pupilas dilatadas, sua respiração é entrecortada.
— Vamos para o quarto — digo, e minha voz é apenas um sopro. Eu o quero agora. Quero sentir o pau dele dentro de mim, quero que ele me foda até eu não conseguir mais pensar.
Ele pega minha mão, e andamos pelo corredor estreito. No meu quarto, a cama está desarrumada desde esta manhã. As cortinas estão semi-cerradas, a luz é quente e fluida. Ele me vira para ele, e agora finalmente arranca meu suéter por cima da cabeça. Fico de sutiã na frente dele, e seu olhar é como um toque que captura cada nervo da minha pele. Seus olhos percorrem meus seios, que se desenham sob o tecido fino, minha barriga, descendo até a mancha úmida que se espalha lentamente na minha calcinha. Ele dá um passo para trás, como se precisasse me ver por inteiro, me absorver.
— Você é ainda mais linda do que nas fotos — ele diz, e sua voz está rouca, cheia de admiração. Suas mãos tremem levemente enquanto ele puxa o próprio suéter por cima da cabeça. Seu peito é liso, os músculos se destacam. Vejo as veias em seus braços, que se erguem sob o esforço do desejo.
Eu cruzo os braços sobre mim, não por vergonha, mas porque a tensão é insuportável. — Vem aqui — digo, e ele vem.
Nos beijamos de novo, desta vez mais devagar, mais prazeroso. Suas mãos vagam para o fecho do meu sutiã, abrem-no com uma prática que me surpreende. O sutiã cai. Ele dá mais um passo para trás, me olha, meus seios que se estendem em sua direção, os mamilos duros e escuros que anseiam por seu toque. Seus dedos deslizam sobre meus mamilos, e eu gemo. Eles estão duros, sensíveis, e cada toque envia uma onda de calor pelo meu corpo que se acumula na minha barriga. Minha buceta fica molhada, sinto o calor jorrando de mim.
Ele se inclina, pega um mamilo na boca, e eu enterro meus dedos em seus cabelos. Sua língua circula a ponta, chupa ora suavemente, ora com mais força. Sinto a umidade entre minhas pernas aumentar, acumular-se e pedir por mais. Eu me pressiono contra ele, quero sentir seu pau duro em mim. Alcanço sua calça, abro o botão, o zíper. Sua mão me para, suavemente.
— Não tão rápido — murmura contra minha pele. — Quero te provar primeiro.
Ele se afasta de mim, sorri aquele sorriso torto, e se ajoelha na minha frente. Suas mãos deslizam pelas minhas pernas, empurrando a calça jeans para baixo. Eu saio dos sapatos e da calça e fico só de calcinha fina na frente dele. Ele olha para cima, e em seus olhos há uma devoção que me tira o fôlego. A calcinha é transparente, posso ver minha buceta molhada se desenhando por baixo, os lábios vaginais se abrindo de desejo.
Seus polegares deslizam sob a borda da calcinha, puxam-na lentamente sobre meus quadris. Eu levanto os quadris, ajudo, e então estou nua na frente dele. Ele inspira fundo, como se quisesse absorver meu cheiro, incorporá-lo. Então ele se inclina, seus lábios tocam a parte interna da minha coxa, e eu tremo. Sua língua traça um rastro úmido para cima, cada vez mais perto do meu centro. Minhas mãos estão em seus ombros, eu me apoio quando ele finalmente chega lá.
O primeiro contato de sua língua com minha buceta é um choque de êxtase. Eu ofego, um som que vem do fundo da garganta. Sua língua desliza pelos meus lábios vaginais molhados, mergulha na minha abertura, que já está escorrendo. Estou tão molhada, posso ouvir, um som úmido que se mistura com seus gemidos baixos. Ele me lambe devagar, com prazer, como se tivesse a noite toda. Sua língua circula meu clitóris, mergulha em mim, sai de novo. Prendo a respiração, depois a solto em jorros.
— Me fode com sua língua — eu exijo, e ele aumenta a pressão. Seus dedos deslizam para dentro de mim, dois dedos que me preenchem, me esticam, que encontram exatamente o ponto que vai me desequilibrar. Eu gemo alto, esquecendo que os vizinhos podem ouvir alguma coisa.
Vozes da comunidade
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