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O jogo no poço

Contos de Escritório · aprox. 6 min de leitura · Maiores de 18

Quando ela entrou na sala pela primeira vez — não o elevador, o escritório —, usava uma saia justa que abraçava seus quadris a cada passo, e uma blusa preta que deixava entrever um vislumbre de decote. Seu olhar era afiado, quase hostil, enquanto me examinava, o novo estagiário. “Sou a Dra. Voss”, disse ela, seca, “e não tolero erros.” Isso foi há três semanas. Agora estou com ela neste elevador. As luzes piscam, e então fica escuro.

O Poço do Silêncio

A iluminação de emergência acende. Um laranja pálido suaviza seus traços. Ela está encostada na parede, braços cruzados, fitando as portas fechadas. “Típico”, murmura, “logo agora.” Sinto seu desconforto, mas também algo mais — uma tensão que não tem nada a ver com a falha técnica.

“Quanto tempo vai levar?”, pergunto, embora saiba que ela não sabe. Ela dá de ombros. “O pedido de socorro já foi feito. Talvez meia hora.” Meia hora. Com ela. Sozinhos. Um arrepio percorre minhas costas, mas não por causa do frio.

O silêncio desce, espesso como veludo. Ouço sua respiração, regular, mas levemente acelerada. Meu nariz capta seu perfume — um toque de baunilha e almíscar, misturado ao cheiro metálico do elevador. Inspiro fundo, inconscientemente. Ela percebe.

“O que você está fazendo?”, pergunta, a voz cortante como sempre. Eu me assusto. “Nada. Só respirando.” Ela ri baixinho, um som duro. “Está nervoso?” Sacudo a cabeça, mas ela está certa. Estou nervoso. Não por causa do elevador, mas por causa dela.

Eu a examino à luz fraca. Sua postura é ereta, quase militar, mas percebo como seus dedos tamborilam levemente contra os braços. Ela está inquieta, e isso lhe confere uma vulnerabilidade que nunca vi antes. No escritório, ela é sempre a inatingível, a perfeita. Aqui, neste espaço apertado, ela parece mais humana.

“Você cheira bem”, digo baixinho, e ela ergue uma sobrancelha. “Isso é um elogio ou um assédio?”, pergunta, seca. Dou de ombros. “Talvez os dois.” Um sorriso fraco brinca em seus lábios, então ela desvia o olhar. Sinto a tensão entre nós se carregar, como eletricidade no ar.

O Toque na Penumbra

Os minutos se estendem numa massa pegajosa. Eu me inclino ao lado dela, os ombros quase se tocando. Um solavanco — o elevador não se move, mas perco o equilíbrio e caio contra ela. Minha mão pousa em seu quadril, o tecido da saia liso e fresco sob meus dedos. “Desculpe”, murmuro, e tento recuar, mas a mão dela se pousa sobre a minha.

“Não”, diz ela baixinho. Não de forma cortante, mas diferente. Quase sussurrando. “Fique.” Seu olhar me encontra, e vejo algo novo nele: incerteza, sim, mas também fome. Ela pressiona minha mão com mais força contra seu corpo. “Você ficou me encarando o tempo todo, não foi? No escritório. Nas reuniões.”

Engulo em seco. Minha garganta está seca. “Sim.” É inútil negar. Ela sabe. Sempre soube. “E você agiu como se me desprezasse”, acrescento. Um sorriso brinca em seus lábios. “Porque você me deixava nervosa. Odeio isso.” Seus dedos acariciam o dorso da minha mão, um gesto suave, quase terno.

Ela pega minha mão e a guia para cima, sobre sua barriga, até seu peito. O tecido da blusa estica. “Sente isso?”, pergunta. Meu coração dispara, um tamborilar selvagem. Aceno, incapaz de falar. Seu mamilo está duro sob a seda fina. Passo o polegar sobre ele, e sua respiração prende. Um leve arrepio percorre seu corpo.

“Não deveríamos…”, começo, mas ela me interrompe com um beijo. Duro, exigente, sua língua invade minha boca, e saboreio café e algo doce. Ela morde levemente meu lábio inferior, depois se afasta. “Sim. Deveríamos.” Seu olhar é decidido, a máscara da chefe caiu. Ela agarra a gola da minha camisa, puxando-me para mais perto.

“Quero sentir você”, sussurra, seus lábios roçando minha orelha. Um arrepio desce pela minha espinha. Minhas mãos vão para seu pescoço, brincando com os fios finos de cabelo ali. Ela fecha os olhos, inclina-se em meu toque. Beijo seu pescoço, a pele macia sob seu queixo. Ela geme baixinho, um som de entrega.

“Você me enlouquece”, diz ela, a voz rouca. “Seus olhares nas reuniões, quando você finge que está anotando, mas na verdade está olhando para meus lábios.” Sorrio, um pouco surpreso que ela tenha notado. “Você também”, respondo, “quando pensa que não estou vendo, como você endurece seus mamilos sob a blusa.” Ela ri, um som profundo e quente que ecoa no silêncio.

O Embate de Forças

Seus dedos, hábeis como num ato familiar, desabotoam minha calça. Meu pau salta para fora, já duro, uma haste pulsante e rígida que pressiona o tecido de sua blusa. Ela o envolve, sua mão fria e firme, e sinto seus dedos se fecharem em torno da minha carne. “Bom”, diz ela, e a palavra me atinge como um golpe. Ela começa a me acariciar, movimentos lentos e exploratórios que me levam à beira da loucura. Apoio a cabeça na parede fria, fecho os olhos, aspiro seu perfume.

Sua mão desliza por todo o comprimento do meu pau, da glande túrgida até a base, onde minhas bolas pendem pesadas e cheias. Ela aperta levemente, e eu solto um gemido gutural. “Duro, úmido, perfeito”, murmura, enquanto enrola os dedos em torno da glande e a esfrega. Uma gota grossa de pré-gozo brota, e ela a espalha com o polegar sobre a ponta sensível. Estremeço sob seu toque, meu quadril pressionando involuntariamente contra sua mão.

“Você quer mais, não quer?”, pergunta ela, a voz um sussurro rouco. “Sim”, pressiono, “porra, sim.” Ela sorri, uma expressão lupina que suaviza seus traços normalmente severos. “Então me mostre do que é capaz.” Ela solta meu pau, dá um passo para trás e se encosta na parede do elevador. Suas mãos vão para seu próprio corpo enquanto me olha, os olhos escuros de desejo.

Ela abre os botões da blusa, devagar, quase com volúpia, e a deixa escorrer pelos ombros. Seus seios são cheios e firmes, num sutiã de renda preta que mal cobre os mamilos. Vejo como seus bicos se marcam sob o tecido, duros e ávidos. Ela alcança as costas, abre o sutiã com um movimento hábil, e ele cai no chão. Seus seios estão nus, os mamilos eriçados, escuros e úmidos.

“Vem aqui”, ordena ela, e eu obedeço.

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