A mão dela ainda estava sobre a taça de vinho quando ele a segurou – dedos frios, mas as palmas queimavam, uma contradição que o fascinava nela há anos. A luz das velas dançava sobre a pele dela, projetando sombras bruxuleantes, quando ela ergueu a cabeça e o encarou. Os olhos dela, escuros como o vinho tinto no copo, buscaram o olhar dele com uma intensidade que o fez congelar no meio do movimento. Ele sentiu o pau endurecer dentro da calça, só pelo olhar dela, aquela promessa não dita.

— Você tem algo na cabeça — murmurou ela, a voz mais grave do que uma hora antes, quando estavam sentados um de frente para o outro, debruçados sobre macarrão e conversas. Ele sentiu o polegar deslizar inconscientemente sobre as costas da mão dela, seguindo a linha delicada das veias. Ela não recuou. Em vez disso, abriu a palma da mão, um convite silencioso que ele aceitou, entrelaçando os dedos nos dela. Na cabeça dele, já imaginava como colocaria os dedos dela em volta do pau duro e latejante mais tarde.
— Só quero olhar para você — disse ele, e era verdade. As velas esculpiam o rosto dela em luz e sombra, realçando a covinha acima do lábio superior, o suave contorno da mandíbula. Ela era linda, mas aquilo era mais que beleza. Era o jeito como ela fazia o vinho girar na taça sem desviar o olhar dele. Era o leve tremor na respiração dela quando ela retribuiu o toque dele.
— Você olha para mim toda noite — sussurrou ela, mas o sorriso dela carregava algo novo, algo brincalhão. — Por que hoje é diferente?
— Porque hoje eu te vejo de outra forma. — Ele soltou a mão dela, pegou a taça de vinho e a colocou de lado. Então se levantou, contornou a mesa e parou atrás dela. Ela não se virou, mas ele viu os ombros dela subirem e descerem enquanto ela respirava fundo. As mãos dele pousaram nos ombros dela, sentindo o tecido macio do vestido, o calor que subia por baixo. Ele se inclinou, roçou os lábios na orelha dela – não um beijo, apenas uma sugestão – e ouviu a respiração dela se tornar aguda.
— Hoje não quero só te ver — murmurou ele, com a boca perto da pele dela. — Quero te sentir. Quero sentir minha língua na sua boceta, seu mel na minha cara. — Ele falou as palavras diretamente no ouvido dela, e o corpo inteiro dela tremeu. A respiração dela parou, e ele sentiu ela apertar as pernas involuntariamente, buscando a pressão entre as coxas.
Devagar, quase com cuidado, ele puxou o zíper do vestido dela. O som foi alto no silêncio, um ruído metálico que preencheu o ambiente. O vestido se soltou do ombro dela, deslizou pelo braço até liberar o tronco dela – a não ser pelo tecido fino do sutiã. Mas ela não estava usando um. Ele hesitou, parou as mãos.
— Você está…
— Sem sutiã — completou ela a frase, a voz rouca. — Pensei que talvez você me quisesse assim hoje. Talvez você queira meus peitos nus, meu pescoço liso, tudo que eu posso te dar. — Ela se virou na cadeira, olhou para ele. Nos olhos dela não havia vergonha, apenas um convite silencioso, uma fome que deixava o olhar dela vidrado.
Ele engoliu seco. Os dedos tremeram quando ele tocou o peito dela, a curva suave que se arqueava em sua direção. — Você tem uns peitos do caralho — sussurrou ele, enquanto a palma da mão deslizava sobre a pele macia. O mamilo dela, duro e ereto como uma pequena baga, roçou contra a palma dele, e ele sentiu ela estremecer sob o toque. A pele dela estava quente, quase febril, e o mamilo estava duro como uma pedrinha. Ela gemeu baixinho, deixou a cabeça cair para trás, se oferecendo a ele, os peitos se erguendo em sua direção como se quisessem ser alimentados.
Ele se inclinou mais, fechou os lábios em volta do mamilo dela, sugando suavemente. A boca dele envolveu a ponta dura, a língua circulando ao redor, primeiro devagar, depois com mais exigência. A respiração ofegante dela era como um estalo no ambiente, um zumbido elétrico que tornava o ar pesado. Ela agarrou o cabelo dele, puxou-o para mais perto, enquanto a língua dele circulava a ponta dura, lambendo, mordiscando. Com a outra mão, ele acariciava o outro peito dela, apertando suavemente, massageando a carne macia, rolando o segundo mamilo entre o polegar e o indicador. A respiração dela ficou mais rápida, e ele sentiu o corpo dela tremer sob os toques dele, os músculos da barriga se contraírem, ela abrir as pernas para lhe dar mais de si mesma.
— Você tem um gosto tão fucking gostoso — murmurou ele contra a pele dela, enquanto a língua continuava a sugar o mamilo. — Quero seu mel. Quero ouvir você gozar. — Ele deixou a mão deslizar do peito dela, sobre a barriga, mais para baixo, até alcançar a borda da calcinha dela. O tecido já estava úmido, uma mancha escura se espalhando. Ele pressionou a palma da mão contra o sexo dela, sentindo o calor que atravessava o tecido fino. — Você já está molhada — constatou ele, a voz cheia de admiração e luxúria.
— Não aqui — disse ela de repente, a voz rouca de excitação. A mão dela apertou o pulso dele, não para afastá-lo, mas para pressioná-lo com mais força contra a boceta dela. — Me leva para o quarto. Quero sentir seu pau dentro de mim, fundo em mim, até eu não conseguir pensar em mais nada.
Ele se ergueu, ajudou-a a se levantar. O vestido caiu no chão, e ela ficou diante dele, só de calcinha e meias, a pele brilhando à luz das velas. Ele deixou o olhar percorrer o corpo dela – os peitos, cheios e pesados, a cintura fina, a curva dos quadris, a mancha escura entre as pernas dela, que ficava cada vez maior. Ele pegou a mão dela, conduziu-a para fora da sala de jantar, escada acima. Os passos dele eram rápidos, impacientes, mas ele se forçou a ficar calmo, a saborear cada momento, a tensão que crepitava entre eles.
A cama ainda estava arrumada, os lençóis frios. Ele a puxou para dentro, deixou-se cair ao lado dela, o corpo sobre o dela. As pernas dela se abriram para ele, e ele sentiu o calor que emanava dela, mesmo através da calcinha fina. Ele se inclinou e a beijou, finalmente, a boca dela, e a língua dela encontrou a dele, exigente, buscando. O beijo não foi terno, foi faminto, cheio de desejo acumulado, uma luta de bocas, de dentes, de respirações. Ele sentiu o gosto do vinho tinto nos lábios dela, o próprio sabor doce dela.
A mão dele deslizou pelo lado do corpo dela, sobre o quadril, até a coxa. As meias eram lisas sob os dedos dele, mas a pele por cima era quente. Ele afastou a calcinha para o lado, mergulhou na umidade entre as pernas dela. Os dedos encontraram a fenda dela, deslizaram pelas dobras molhadas, e ela gemeu alto, o quadril se erguendo em sua direção. Ela estava pronta, mais que pronta – o quadril dela se ergueu para encontrá-lo, e ele sentiu o calor úmido e pulsante, o convite que o corpo dela fazia.
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