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No Palácio dos Espelhos

Contos de Voyeurismo · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

A primeira vez que entramos naquela sala, a mão de Lara no meu pulso era uma promessa. Seu sussurro atravessou o barulho da multidão: “Você vê os espelhos?” Hoje, meses depois, estamos de pé novamente na porta. O couro dos assentos respira o perfume de noites passadas, a luz baixa desenha sombras em nossos rostos, e nos vemos – multiplicados, infinitos, em cada faceta do nosso desejo. Meu pau já está duro, só de pensar no que vai acontecer. Lara se vira e me olha, seus olhos escuros de tesão. “Esta noite vamos foder todos eles”, sussurra, e sua respiração roça meu pescoço. “Cada espelho, cada olhar, cada língua.”

Eu me viro e vejo Lara de perfil. Seu cabelo cai em ondas escuras sobre os ombros, e sua respiração deixa um vapor no vidro frio. Ela sente meu olhar e sorri, um sorriso lento e sabido que se repete em cada reflexo. “Lembra como nos sentimos?”, pergunta ela, sua voz um sussurro que mesmo assim preenche a sala inteira. “Tão nus, tão observados.” Eu aceno. Minha garganta está seca, meu pulso começa a acelerar. Ela se aproxima, seu perfume – sândalo e algo floral – me envolve. Seus dedos deslizam pelo meu braço, deixando um rastro de calor. “Hoje tenho uma surpresa”, diz ela, e seus olhos brilham na penumbra. Sinto minha glande pressionando o tecido da calça, uma dor surda de excitação.

A cortina se abre

Lara se afasta de mim, devagar, como se cada movimento fosse uma dança. Seu vestido de seda preta balança em torno das coxas, e os espelhos capturam tudo: uma fileira infinita de Laras sorrindo para mim, cada uma um pouco diferente, cada uma um pouco mais. Ela se aproxima, coloca as palmas das mãos no meu peito. “Esta noite quero que eles nos vejam”, sussurra, sua voz rouca de desejo. Sinto sua respiração no meu pescoço quando ela abre o zíper do vestido. O tecido cai, se amontoando aos pés dela, e ela está nua na minha frente, cercada pelo próprio reflexo. Seu corpo é de tirar o fôlego – seus seios são pesados e cheios, os mamilos duros e eretos, como se falassem diretamente comigo. A curva da cintura desce até os quadris, e entre as pernas vejo o triângulo escuro e úmido da sua vagina. Meu pulso martela contra as costelas enquanto a observo. Sua boceta já está brilhante, um fio fino de umidade escorrendo pela parte interna da coxa.

Tiro minha camisa, e Lara se ajoelha na minha frente, seus dentes puxando meu cinto. Suas mãos encontram meu pau, já duro e pressionando o tecido, e ela sorri enquanto o esfrega através do pano. “Devagar”, sussurro, e ela acena. Temos tempo. Os espelhos mostram tudo: como ela abre minha calça, como sua língua desliza sobre a glande, como suas bochechas se contraem. Eu me vejo por trás, vejo seus quadris balançando enquanto ela me chupa. Seu olhar busca meus olhos no espelho, e eu gemo baixinho enquanto a mão dela envolve meu saco. Sua língua dança em volta da glande, circula, mergulha na pequena abertura. Passo a mão no cabelo dela, não puxando, apenas segurando, enquanto ela me engole mais fundo. Sua saliva escorre pelo meu eixo, e os espelhos mostram como ele está brilhante. “Viu?”, murmura ela entre duas sugadas. “Você pertence a eles, e a mim.” Dou uma olhada nos espelhos – uma fileira infinita de mim, de olhos fechados, cabeça jogada para trás. Sua boca suga mais forte, sua língua brinca com a glande, e sinto meus testículos se contraírem. Quase gozei, mas seguro, não quero que acabe já.

Ela me engole mais fundo, sua garganta se abre, e sinto sua língua deslizando para cima e para baixo no eixo. A mão dela envolve minhas bolas, massageando suavemente, enquanto sua boca me monta. Vejo no espelho como a saliva escorre pelo queixo dela, como suas bochechas se contraem, e como seus olhos me imploram para empurrar mais forte. Eu empurro, devagar no começo, depois mais rápido, até meu pau desaparecer na boca dela e reaparecer, molhado e brilhante. Seus gemidos vibram em volta da minha glande, e sinto seus dedos se enfiando na própria boceta enquanto ela me chupa. Ela está tão tarada que se masturba enquanto me come. Seus dedos deslizam na sua vagina molhada, e ouço o som do seu mel escorrendo, misturado com minha saliva no queixo dela.

O primeiro espectador

Então ouço o barulho: um clique leve da maçaneta. Lara para, vira a cabeça. No espelho, vejo um homem – alto, cabelo escuro, uns trinta anos – parado na moldura da porta. Ele usa uma gola rolê preta, as mãos nos bolsos. Seu olhar percorre o corpo nu de Lara, para no meu pau duro saindo da boca dela, molhado e brilhante. Lara não cora. Em vez disso, ela se levanta, vai até a porta e a fecha atrás dele. “Fica”, diz ela, e soa como uma ordem, não uma pergunta. Sua mão desce entre as pernas, e ela começa a se acariciar enquanto olha para ele.

O homem hesita, depois se encosta na parede, braços cruzados. Seus olhos são escuros, e sinto o peso do olhar dele sobre mim enquanto puxo Lara de volta para perto. Ela se aninha em mim, seus seios pressionando meu peito, seus mamilos duros roçando minha pele. “Mostra a ele como você me come”, sussurra. Sua boca está perto da minha orelha, sua mão guia meu pau entre suas pernas. Ela está molhada, seus lábios se abrem sob meus dedos enquanto a apalpo. Deslizo dois dedos dentro dela, e ela está quente e lisa, seu mel escorrendo pela minha mão. Ela geme alto quando encontro seu ponto G, e estremece. O homem observa cada movimento, e percebo sua respiração acelerar. Sua mão desce para dentro da calça, e ele começa a se esfregar através do tecido. “Sim”, sussurra Lara, “exatamente assim.” Guio meus dedos mais fundo, sinto ela se contrair em volta de mim, e ela grita. “Me fode”, implora, “me fode agora.”

Levanto Lara na borda de uma mesa, suas coxas se abrindo bem. No espelho, vejo o homem se aproximar. Ele para a um metro de distância, seu olhar fixo na fenda nua de Lara. Ela se abre para ele, sua mão se acariciando até eu a tirar. “Não”, digo, “isso eu faço.” O homem lambe os lábios, a mão agora fora da calça, e vejo ele segurar o próprio pau duro. É comprido e grosso, a glande vermelha e brilhante. “Posso?”, pergunta ele, e sua voz é grave, controlada. Lara olha para mim, seus olhos queimando. Eu aceno.

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