O vidro estava gelado contra a minha testa enquanto eu me pressionava contra ele, com o olhar fixo através da parede de vidro no saguão de desembarque. O rolar monótono das malas, o zumbido da ventilação, os avisos abafados – tudo se misturava em um único ruído de fundo, abafado pelas batidas do meu coração. Então eu o vi. O suéter azul de lã que eu tinha dado a ele no último aniversário, o cabelo escuro levemente despenteado, o andar cansado – mas um sorriso que me atravessou por completo e dissolveu os meses de silêncio em segundos.

Eu me despreendi do vidro, esbarrei numa mulher com carrinho de bebê, murmurei um pedido de desculpas e corri. Ele tinha me visto, largou a mala de rodinhas e me pegou no ar. O calor familiar dos seus braços, o cheiro de ar de avião e do seu desodorante – eu enterrei o rosto na curva do seu pescoço e inspirei fundo, absorvendo seu perfume como se fosse um elixir de vida.
— Ei — sussurrou ele, com a voz rouca.
— Ei, você. — Eu me afastei e o encarei. As pequenas rugas ao redor dos seus olhos estavam mais profundas, mas o olhar era o mesmo: investigativo, faminto, cheio de ternura. — Senti tanto a sua falta.
A vontade de te sentir
A mão dele se apoiou na minha nuca, os dedos frios da chuva lá fora. Ele me puxou para perto e me beijou. Não era um beijo de boas-vindas suave. Era um beijo que dissolvia três meses de silêncio, três meses de apenas voz vinda do alto-falante, três meses de cama vazia em um único toque. A língua dele encontrou a minha, exigente e ao mesmo tempo terna, e eu senti a tensão das últimas semanas cair de mim. Meus joelhos ficaram moles, meu baixo-ventre se contraiu em calor. Eu senti minha buceta ficar molhada, uma pulsação quente se espalhando entre minhas pernas.
— Vamos sair daqui — consegui dizer entre dois beijos. Minha voz era pouco mais que um arfar, cheia de desejo insaciável.
Ele assentiu, pegou minha mão e me puxou para o ponto de táxi. A viagem foi um tormento. A coxa dele pressionada contra a minha, a mão dele no meu joelho subindo lentamente enquanto o motorista tagarelava sobre trânsito e clima. Eu mordia o lábio e olhava pela janela enquanto os dedos dele acariciavam a pele sensível da parte interna da minha coxa. Cada toque enviava um puxão quente pelo meu baixo-ventre, deixando minha buceta ainda mais molhada. Eu abri as pernas um pouco, deixando-o chegar mais perto. O polegar dele deslizou sobre o tecido da minha calça jeans, exatamente sobre o meu clitóris, e eu aspirei o ar com força.
— Já já — murmurou ele, quase inaudível, a voz áspera de desejo. Os dedos dele pressionaram com mais força o ponto sensível, e eu senti uma onda de prazer percorrer meu corpo.
O saguão do hotel era claro e estéril, mas assim que a porta do quarto se fechou com um clique, tudo mudou. Ele jogou a bolsa descuidadamente no chão e me virou para ele. As mãos dele agarraram meus quadris, me puxando para perto. Eu senti a ereção dele através do tecido da calça, dura e exigente, um pau grosso pressionando contra minha pélvis.
— Não aguento mais — gemeu ele, beijando meu pescoço, o ponto logo abaixo da orelha que ele conhecia tão bem. A língua dele deslizou pela minha pele, deixando um rastro molhado.
Deixei a cabeça cair para trás e aproveitei a sensação dos lábios dele na minha pele. Meus dedos se enterraram no cabelo dele, puxando-o para mais perto. — Então faz alguma coisa — soprei, minha voz um sussurro rouco cheio de desejo.
As roupas caem
Ele não precisou de muito incentivo. Com uma impaciência que me excitava, ele puxou meu suéter, continuando a me beijar enquanto o tecido voava sobre minha cabeça. Meu sutiã seguiu quase no mesmo instante, e eu estava diante dele, apenas de jeans, deixando seu olhar percorrer meus seios. Meus mamilos estavam duros, pequenos botões sensíveis ansiosos pelo toque dele. Ele deu um passo para trás, os olhos escuros de desejo.
— Deus, você é tão linda — sussurrou ele, a voz cheia de admiração e fome.
As mãos dele envolveram meus seios, os polegares deslizando sobre as pontas duras. Um arrepio de prazer percorreu meu corpo, e eu soltei um gemido baixo. Ele se inclinou e levou um mamilo à boca, sugando suavemente enquanto os dedos massageavam e beliscavam o outro. Agarrei a cabeça dele, segurando-o firme enquanto ondas de calor pulsavam pelo meu corpo. Minhas pernas começaram a tremer, e eu senti minha buceta transbordando de umidade, um suco quente molhando minhas coxas.
Empurrei-o para longe, suficiente. Minhas mãos encontraram a barra do suéter dele, puxando para cima. Ele me ajudou, tirou a peça e ficou diante de mim com o torso nu. Os músculos sob a pele pálida, os pelos leves no peito — tudo familiar e ao mesmo tempo tão novo. Deixei meus dedos percorrerem o peito dele, sentindo o coração disparado, enquanto a outra mão descia, sobre a barriga, até o volume na calça dele.
— Vem cá — disse eu, puxando-o para a cama. Ele me seguiu, deixando-se pressionar contra o colchão. Montei nele, sentindo a dureza dele sob mim. Através do tecido da calça, eu me esfreguei nele, devagar, com prazer, deixando minha fenda molhada deslizar sobre o volume. Ele gemeu, as mãos se enterrando nos meus quadris, pressionando-me com mais força contra ele.
— Quero te sentir — arfou ele, a voz rouca de prazer.
Eu me levantei, desabotoei minha calça jeans e a deixei deslizar pelos meus quadris. A calcinha seguiu, e eu estava nua diante dele. Meu olhar encontrou o dele, e vi os olhos dele percorrerem meu corpo, demorando-se na área molhada entre minhas pernas, na fenda úmida que se abria para ele. Ele lambeu os lábios, e eu senti uma onda de excitação percorrer meu corpo.
— Vira — pediu ele, com a voz rouca. Obedeci, virei de costas para ele, inclinei-me levemente para a frente e me apoiei na cama. Ouvi-o abrir a calça, o farfalhar do cinto, o clique suave da fivela. Então senti as mãos dele nas minhas nádegas, deslizando suavemente sobre as curvas enquanto eu empinava a bunda ligeiramente para cima. Um dedo deslizou entre minhas pernas, encontrou-me molhada e pronta, percorreu meus lábios úmidos e mergulhou na minha buceta. Gemi alto quando ele me esticou com um dedo, depois com dois.
— Tão quente — murmurou ele, e eu senti a ponta do membro dele na minha entrada, a cabeça grossa pressionando contra minha abertura. Ele não empurrou imediatamente, deixou-me sentir a tensão, a antecipação. Eu me pressionei contra ele, exigindo que ele me tomasse, minha buceta ansiando por ser preenchida.
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