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O calor do seu riso

Contos de Infidelidade · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

O cheiro de cera de abelha e madeira velha pairava no ar quando Marlene abriu a porta do salão paroquial. Cheirava a passado, ao mofo de um tempo que ela já havia deixado para trás. Seus dedos deslizaram pela moldura da porta enquanto entrava, e por um momento ela hesitou. Trinta anos. Trinta anos desde a última vez que estivera ali, insegura e cheia de esperança. Agora estava aqui, com um anel no dedo e uma vida que mal reconhecia. Seu corpo se tensionou ao entrar na sala, os seios sob a blusa justa se erguendo a cada respiração. Ela usava uma saia preta que terminava pouco acima do joelho, e por baixo sentia o calor úmido que se espalhava entre suas coxas – uma reação que não conseguia controlar ao vê-lo.

O burburinho de vozes a atingiu, misturado ao tilintar de copos. Ela deixou o olhar vagar, procurando rostos conhecidos. E então o viu. Jonas. Seu vizinho de antigamente, o garoto de quadris estreitos e sorriso malicioso. Ele estava no bar, um copo de vinho branco na mão, e parecia exatamente como antes – só que mais maduro, as rugas ao redor dos olhos mais profundas, o cabelo nas têmporas grisalho. Marlene sentiu um puxão no peito, não uma dor, mas um tipo de reconhecimento. Ela foi em sua direção, os saltos dos sapatos tilintando no assoalho. Seu coração batia forte contra as costelas, e entre suas pernas ficava mais úmido enquanto imaginava como as mãos dele tocariam seu corpo.

Reencontro

“Jonas?” Sua voz saiu mais baixa do que pretendia. Ele se virou e, quando a reconheceu, seus olhos se arregalaram. “Marlene? Meu Deus, você quase não mudou.” Ele riu, uma risada quente e profunda que a lembrou das noites de verão no terraço. Ela sentiu o rosto esquentar. “E você parece que enganou o tempo”, respondeu, pegando o copo que ele lhe ofereceu. Seus dedos se tocaram, e um breve impulso elétrico a percorreu – nenhum clichê, mas um formigamento real que subiu até seu pulso e se concentrou direto em sua boceta. Ela podia sentir seus lábios inchando, a umidade vazando pela calcinha.

Eles conversaram sobre os anos, sobre empregos e filhos, sobre o que haviam se tornado. Marlene falou de seu casamento com Thomas, um homem bonachão, mas ausente, que passava mais tempo em viagens de negócios do que em casa. Jonas falou de seu divórcio, da solidão que às vezes o tomava. Seus olhares se encontravam repetidamente, e a cada vez o momento se prolongava por uma batida do coração. Marlene percebeu seu pulso acelerar, como ela se inclinava inconscientemente para mais perto dele. Sua saia subiu um pouco quando ela cruzou as pernas, e sentiu o ar frio em sua pele úmida.

Enquanto falavam, seu olhar percorria o rosto dele: as leves rugas de expressão ao redor dos olhos, o jeito como ele apertava levemente os lábios quando pensava. Ela se lembrou do verão em que tinha dezessete anos e ele visitou seu acampamento pela primeira vez. Eles tinham bebido cerveja escondido e falado sobre Deus e o mundo, e ela desejara que ele a beijasse. Mas naquela época ele era tímido, e ela também. Agora a timidez tinha ido embora. A mão dele descansava frouxa no balcão, a apenas alguns centímetros da dela. Ela sentia a atração como uma corda invisível que os puxava um para o outro – uma força que endurecia seus mamilos sob a blusa e fazia sua boceta queimar de desejo.

A Tentação

A festa estava a todo vapor quando Jonas sugeriu dar uma pausa ao ar livre. Ela concordou, rápido demais talvez, e o seguiu pela porta dos fundos até o jardim. A noite estava fria, o céu limpo e salpicado de estrelas. Um vento leve roçou seus braços, e ela estremeceu. Jonas colocou sua jaqueta sobre os ombros dela. O tecido cheirava a ele – a sândalo e algo defumado. “Obrigada”, sussurrou ela. Ele estava perto dela, tão perto que ela sentia o calor do corpo dele. A mão dele estava em suas costas, e seus dedos apertavam suavemente enquanto ela se acostumava com o ar frio da noite.

“Lembra quando a gente fumava escondido aqui fora?”, perguntou ele baixinho. Ela riu. “E quase fomos pegos.” Sua voz tremia. Ele se virou para ela, sua mão se ergueu e tocou suavemente sua bochecha. O toque era macio, quase terno, e ainda assim queimava em sua pele. Marlene fechou os olhos. Ela sabia o que ia acontecer. Sabia e queria. Ela podia sentir sua boceta pulsando de desejo, seus mamilos pressionando contra o sutiã sob o tecido da blusa.

Os lábios dele encontraram os dela, primeiro hesitantes, depois mais exigentes. O beijo tinha gosto de vinho e promessas. Marlene enterrou os dedos no cabelo dele, puxando-o para mais perto. Seu corpo se pressionou contra o dele, e ela sentiu como ele reagia ao toque dela. O pau dele ficou duro sob a calça, uma pressão que se chocava contra a barriga dela. As mãos dele percorreram suas costas, puxando-a ainda mais para perto. Ela se afastou por um momento para respirar e olhou nos olhos dele. Estavam escuros de desejo. “A gente devia…”, começou ela, mas ele colocou um dedo nos lábios dela. “A gente não devia nada”, murmurou ele. “Só nós dois, aqui e agora.”

“Aqui?”, perguntou ela, o coração batendo descontrolado. “Aqui no jardim?” Ele sorriu, um brilho malicioso nos olhos. “Por que não? Está escuro, e ninguém vai nos incomodar.” Ele pegou a mão dela e a puxou para um banco de madeira velho sob a grande tília, escondido na sombra dos galhos pendentes. O banco estava frio, mas o calor dele queimava nela. Ele sentou e puxou-a para o colo. Ela sentiu a excitação dele através do tecido da roupa – uma pressão dura e grossa que se chocava contra sua vulva. Sua respiração prendeu, e ela sentiu sua boceta ficar ainda mais molhada, o suor escorrendo dela, pronta para ele.

Ele lentamente abriu os botões da blusa dela, um por um, seus dedos tremendo quase imperceptivelmente. Quando o tecido caiu para o lado, ele se inclinou e colocou os lábios no ombro dela, sugando suavemente a pele. Marlene gemeu baixinho, sua cabeça caiu para trás. O céu girava acima dela, as estrelas pareciam mais próximas. A mão dele deslizou para dentro do decote, segurou seu seio, o polegar roçando o bico ereto. Um calafrio que não parava percorreu seu corpo. Ela podia sentir seu sutiã ficando molhado com a umidade que escorria de seus mamilos.

“Você é tão linda”, murmurou ele, enquanto seus lábios viajavam para o pescoço dela, deixando um rastro de beijos úmidos. Marlene agarrou

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