“Você parece que tem algo a comemorar”, disse Felix, sua voz um afago aveludado no barulho da multidão. Lara se virou, uma taça de vinho branco na mão, e deixou o olhar percorrê-lo. Dez anos haviam se passado, mas seu sorriso ainda estava lá – um convite, um desafio. Seu pulso acelerou quando sentiu seus olhos escuros sobre ela, percorrendo lentamente seu corpo, o vestido preto justo, as pernas nuas, os saltos altos.

“E você parece que nunca foi embora.” Ela se lembrava daquele olhar, do jeito que ele inclinava a cabeça levemente quando tramava algo. A reunião de ex-alunos tinha sido uma ideia maluca, mas agora, com ele na frente dela, não se arrependia de nenhum segundo. Entre as coxas, já sentia aquela primeira umidade leve – uma lembrança do que tinha sido e uma promessa do que viria.
“Dez anos”, disse ele baixinho, tocando o braço dela. Seus dedos deixaram arrepios em sua pele, embora o ar no salão estivesse quente e pesado. “Mais tempo do que nos conhecemos naquela época.” A mão dele deslizou mais para baixo, roçou seu pulso, e ela sentiu os mamilos se eriçarem sob o tecido do vestido.
“Você é casado”, sussurrou ela, mais para si mesma do que para ele. A fofoca tinha chegado até ela, por amigos, por menções passageiras. Ele não usava aliança, mas isso não significava nada. Seu corpo, no entanto, seu corpo parecia não se importar. Sua boceta começou a pulsar secretamente, um puxão quente e profundo que ela mal conseguia conter.
“E você?”, perguntou ele, sem responder à pergunta dela. Seus olhos perfuraram os dela, e ela sabia que ele sentia exatamente a mesma coisa – aquela tensão elétrica, aquela ganância não dita.
“Separada. Há dois anos.” Ela tomou um gole de vinho, que ficou amargo na língua, e olhou por cima da borda da taça nos olhos dele. “Mas não é por isso que estou aqui.” Ela lambeu os lábios devagar, saboreando o vinho, e viu o olhar dele prender-se na boca dela.
“Onde você está, então?”, perguntou ele, e a voz dele ficou subitamente rouca, como cascalho sob seus pés. Sua respiração acelerou, e ela podia ver a camisa esticando sobre o peito dele.
Lara colocou a taça de lado. O som ecoou baixinho. Colocou a mão sobre a dele, sentiu seu calor, a leve umidade. “Estou exatamente onde quero estar.” Seus dedos se entrelaçaram com os dele, e ela o puxou suavemente, afastando-se do balcão, dos olhares curiosos dos outros.
O Reconhecimento
Eles saíram para o terraço. A porta de vidro se fechou, cortando o barulho da música – apenas um baixo abafado vibrando através dos vidros. A noite estava fria, mas a pele de Lara queimava. Felix se apoiou no parapeito, braços cruzados, e a olhou como se estivesse resolvendo um enigma que já conhecia. O vento brincava com seus cabelos, e ela viu a calça dele esticar na altura da virilha – um volume evidente que ela não conseguia ignorar.
“Pensei muito em você”, disse ele. “Naquela noite, depois do baile de formatura. Lembra?” A voz dele ficou mais grave, mais rouca. “Como você gemeu no banco de trás quando enfiei meus dedos em você. Como você estava molhada.”
Lara assentiu, a respiração presa. O carro do pai dele, o banco de trás apertado, o cheiro de couro e perfume. As mãos dele sob o vestido dela, redescobrindo seu corpo. Foi a primeira vez que ela entendeu o que significava se entregar completamente. Ela se lembrava do pau duro dele, que tinha chupado naquela época, do gosto salgado-doce do esperma dele escorrendo pelo queixo.
“Naquela época, achei que seria o começo de algo grande”, continuou ele. “Mas fomos separados. Faculdade, mudança, a vida.” Ele se aproximou, a voz virando um sussurro. “Nunca esqueci sua buceta. Como ela se apertava em volta dos meus dedos. Como você tremeu quando gozou.”
“E agora”, disse ela, aproximando-se até que apenas um sopro de distância os separasse – o ar crepitava, “agora estamos ambos aqui. Casado, separada, tanto faz. O que importa é este momento.” Ela colocou a mão no peito dele, sentiu o coração disparado, e deixou os dedos descerem devagar pela barriga até tocar a borda da calça. “Quero sentir seu pau dentro de mim, Felix. Quero que me foda com tanta força quanto daquela vez, só que mais forte.”
Ele pegou a mão dela e a puxou suavemente para perto. “Não quero mentir para você. Ainda sou casado. Mas neste momento, só quero você.” A mão dele deslizou sob o vestido dela, sobre a coxa, e os dedos se pressionaram em sua carne. “Quero te foder até você gritar. Até você esquecer seu próprio nome.”
Lara sentiu o coração bater contra as costelas. Sabia que aquilo era errado, que significaria dor para alguém, em algum momento. Mas o calor do corpo dele, o cheiro familiar de sua pele – uma mistura de sal e cedro – apagaram todos os pensamentos. Sua boceta agora estava encharcada, a calcinha grudada nos lábios. Ela ergueu a cabeça, olhou nos olhos dele, e então o beijou, sua língua invadindo a boca dele imediatamente, exigente, gananciosa.
O Bar do Hotel
O beijo foi suave, quase hesitante, mas quando Felix retribuiu os lábios dela, ficou mais faminto. A mão dele deslizou para a nuca dela, puxando-a mais para perto. Os dedos de Lara se cravaram na camisa dele, sentindo o tecido firme, o calor por baixo, a leve tensão dos músculos. Ela mordeu o lábio inferior dele de leve, e ele gemeu, o pau ficando ainda mais duro, pressionando a barriga dela.
“Não podemos aqui”, murmurou ele contra a boca dela. “Gente demais.” A mão dele deslizou da nuca para o peito dela, apertou a teta esquerda através do tecido, enquanto aprofundava o beijo.
“Tenho um quarto no hotel”, sussurrou ela. “No terceiro andar.” Ela se pressionou contra ele, sentindo a dureza, e a mão dela foi para a virilha dele, massageando o pau teso através da calça. “Quero sentir ele dentro de mim”, sibilou ela. “Quero que me foda tanto que amanhã eu não consiga andar.”
Ele riu baixinho, um murmúrio que fez a pele dela formigar. “Você planejou isso, não foi?” A mão dele deslizou mais para baixo, ergueu o vestido dela, e os dedos encontraram a boceta molhada através do tecido fino da calcinha. “Você já está tão molhada. Posso sentir através do pano.”
“Não. Mas tive um palpite.” Ela pegou a mão dele, os dedos se entrelaçaram, e o guiou pelas portas laterais.
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