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O calor de suas mãos

Contos de Longa Distância · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

Cheira a chuva e asfalto frio quando abro a porta – mas por baixo disso, há um cheiro mais forte, mais doce. A pele dele, misturada com o aroma de viagem de trem, suor e cansaço. Quatro meses sussurrando um para o outro apenas através de telas, nossas vozes abafadas por cabos e distância. E agora ele está realmente na minha frente. Alto. Ombros largos. O cabelo úmido e bagunçado pela garoa. Ele sorri envergonhado, como um garoto pego em flagrante. Na mão dele, uma mochila pequena; a outra, enterrada no bolso da jaqueta.

— Oi — ele diz, e a voz dele é mais grave do que eu lembrava. Um zumbido quente que ecoa pelo meu peito e se instala fundo na minha boceta molhada. Minha rata treme com o som da voz dele, e sinto a umidade entre minhas coxas já aumentando. O nó no meu estômago se aperta, uma urgência que grita por libertação.

Eu dou um passo para trás, convidando-o com um gesto que parece mais inseguro do que eu pretendia. Minha mão treme levemente. Ele tira os sapatos, deixa a mochila cair no chão, e de repente estamos tão perto que sinto o calor do corpo dele – irradia dele como um forno. Nenhum aperto de mão, nenhum abraço desajeitado. Ele coloca uma mão na minha nuca, leve, quase perguntando, e se inclina.

O primeiro beijo é cuidadoso, quase hesitante. Apenas um roçar dos lábios dele nos meus. Macio. Quente. Então, de novo, mais firme, mais exigente. Fecho os olhos e o respiro. Ele tem gosto de café e um toque de alcaçuz – e algo dentro de mim cede, como se um nó se soltasse, como se uma barreira se rompesse. Meu coração martela contra minhas costelas. Minha boceta responde com uma pulsação quente, e sinto minha calcinha encharcando.

A Linguagem da Pele

Nós nos beijamos em pé, enquanto minhas mãos empurram a jaqueta dele para trás, deslizando o material molhado sobre os ombros dele. Cai no chão com um som surdo. Ele abre o zíper, e eu coloco as palmas das mãos na camisa dele, sentindo o calor através do tecido fino. Os músculos do peito dele se contraem sob meus dedos. O coração dele bate rápido, perceptível, selvagem. Eu me pressiono contra ele e sinto a dureza crescente dele através do tecido da calça – o pau dele empurra minha barriga, uma promessa que me faz tremer.

— Senti tanto a sua falta — murmuro contra a boca dele. Minha voz soa abafada, cheia de desejo. — Minha rata te fodeu todas as noites, só nos meus sonhos.

Ele não responde com palavras. Em vez disso, simplesmente me levanta. Enrosco as pernas em volta do quadril dele, sentindo o pau duro dele através do tecido da calça pressionar contra minha boceta molhada. O atrito é eletrizante, mesmo através da roupa. Ele me carrega até a sala de estar sem interromper o beijo, os passos dele firmes e determinados. Minhas pontas dos dedos se cravam no cabelo dele, puxando, enquanto ele me deita cuidadosamente no sofá. O corpo dele sobre o meu, pesado e quente. O cheiro da pele dele agora mais intenso, misturado com meu próprio desejo, que sobe de mim como uma onda. Minha boceta agora está molhada, pegajosa, pronta.

Os lábios dele vagam da minha boca para o meu maxilar, descendo até o pescoço. Inclino a cabeça para trás, oferecendo minha garganta. Ele aceita a oferta – a língua dele desliza sobre minha pele, chupa levemente, exatamente no lugar que me faz arrepiar. Um calafrio percorre minhas costas, e eu gemo alto. Minhas mãos encontram a barra da camisa dele, puxando-a para cima. Ele se senta, arrancando a camisa pela cabeça num movimento fluido. Pela primeira vez, o vejo sem roupa. Os músculos do peito se destacam, brilhando sob a luz suave. Um fino rastro de pelos escuros desce até o cinto dele, até o lugar que tanto quero tocar. Os mamilos dele estão duros, e eu passo a língua nos lábios.

— Você é tão lindo — eu digo, e soa mais poético do que eu queria, mas é verdade. Cada músculo, cada linha – perfeito. — Quero sentir seu pau dentro de mim, fundo na minha boceta. Agora.

Ele sorri, aquele sorriso torto que eu conheço das chamadas de vídeo. Mas agora está perto. Real. — Você também — ele diz, e a mão dele desliza por baixo da minha camiseta. Os dedos dele encontram minha pele nua, e eu me contraio sob o toque – um choque elétrico que dispara direto para o meu ventre. Os dedos dele são quentes, as palmas ásperas nas bordas, e deslizam sobre minha barriga, minhas costelas, até alcançarem a parte de baixo do meu sutiã. Ele aperta meu mamilo através do tecido, e eu grito baixinho, minha pélvis se erguendo em direção a ele.

Desnudamento e Descoberta

Eu me sento e agarro a barra da minha camiseta, puxando-a sozinha. O ar atinge minha pele nua, fresco e excitante. Meu sutiã é preto e simples – mas ele não está olhando para ele. Os olhos dele estão no meu rosto, e isso é estranhamente íntimo. Esse foco, como se ele realmente me visse, não apenas meu corpo. Como se eu fosse a única na sala. Mas eu quero que ele veja meu corpo – meus mamilos duros, minha boceta molhada que brilha através da calcinha.

— Posso? — ele pergunta, olhando para o fecho frontal do meu sutiã. A voz dele está rouca, cheia de desejo.

Eu assinto, e os dedos dele o abrem sem esforço. O tecido cai para o lado, e sinto o ar frio nos meus seios antes das mãos dele os cobrirem. Ele os segura, os polegares roçando as pontas. Elas endurecem imediatamente, se eriçam sob o toque dele, sensíveis e desejosas. Um gemido escapa de mim, baixo e surpreso, do fundo da minha garganta. Ele aperta meu mamilo entre o polegar e o indicador, torcendo levemente, e eu me arqueio.

— Me fode, sim, faz isso — eu gemo.

A boca dele segue as mãos dele. Ele se inclina, pega uma ponta na boca. A língua dele circula, chupa suavemente, e cada puxão dos lábios dele envia uma onda pelo meu corpo. Acumula-se no fundo da minha barriga, uma urgência, uma pulsação. Enterro meus dedos no cabelo dele, pressionando-o mais forte contra mim. Sinto como estou molhada – minhas coxas estão pegajosas, minha pélvis se ergue involuntariamente, buscando atrito, buscando ele. Minha boceta pulsa, exigindo algo que a preencha.

Ele troca de lado, dedicando-se ao outro seio com a mesma devoção. A mão dele desliza sobre minha barriga, alcançando a cintura da minha legging. Ele a puxa lentamente para baixo, junto com a calcinha. Levanto a pélvis para ajudar, e quando estou nua diante dele, ele para. O olhar dele percorre meu corpo, quente e investigativo. Ele vê minha fenda molhada, que se abre, úmida e pronta. Meus lábios vaginais estão inchados, brilhando com meu suco.

— Meu Deus…

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