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Perda de controle no elevador

Contos de Escritório · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

Puxa, que droga, pensa ele, justo agora. O elevador sacode, as luzes piscam – e então tudo se apaga. Resta apenas o zumbido surdo da iluminação de emergência, um som grave e vibrante que lhe devora o peito. Ele está aqui com ela, preso. O silêncio não é apenas opressivo, é vivo, um animal pesado que respira entre os dois. Ele sente o cheiro dela – algo fresco, cítrico e almiscarado, misturado ao cheiro metálico do velho elevador. Seu coração dispara, um tamborilar selvagem na escuridão, e seu pau já começa a se mexer dentro da calça, uma primeira pulsação inconfundível.

A armadilha se fecha

Lena está encostada na parede oposta, braços cruzados sobre o peito. Ele não pode ver sua postura, mas a sente – aquela mistura de diversão e desprezo que ela usou a noite toda, como se quisesse testá-lo. “Foi você que fez isso?”, pergunta ela, sua voz uma faca afiada no silêncio. “Quis me provocar se colocando na minha frente?”

“Eu? Você é quem fica questionando minhas decisões o tempo todo.” A voz dele sai mais áspera, mais cortante do que pretendia, um reflexo. A escuridão o deixa mais corajoso. Ou apenas mais idiota. Ele ouve o próprio coração nos ouvidos, uma pulsação surda que se mistura ao zumbido, enquanto seu pau fica mais duro, pressionando contra o zíper.

“Suas decisões? Você quer dizer quando rouba os projetos interessantes de mim?” Ela dá um passo para mais perto. Agora ele sente o perfume dela – não invasivo, mas profundo e pesado, amadeirado, com um toque de baunilha que lhe entorpece os sentidos. Mistura-se ao cheiro de papel e café que paira no elevador, e ao sopro salgado da pele dela. “Sempre essa palhaçada de alfa-macho. Mas aqui dentro você é só um cara no escuro.”

A respiração dela roça o rosto dele, quente e úmida. Ele sente o calor do corpo dela, embora ainda não se toquem, uma tensão elétrica que carrega o ar entre os dois. “E você?”, retruca ele, a voz agora mais grave. “A mulher de carreira intocável que não deixa ninguém se aproximar?”

Ela ri baixinho. Um som escuro, gutural, que ecoa no peito dele. “Talvez você simplesmente não tenha apertado os botões certos.”

O coração dele martela contra as costelas, uma batida selvagem e impaciente. O silêncio após as palavras dela é elétrico – não uma metáfora batida, mas a tensão pura e palpável que vibra entre eles, como se o próprio ar estivesse sob corrente. Ele não ouve o coração dela, mas sente o pulso dela como se fosse o seu, uma pulsação sincronizada na escuridão. A escuridão é pesada, quase líquida, uma onda quente que os envolve. Ele consegue distinguir a silhueta dela, as curvas suaves que ela normalmente esconde sob as roupas sérias, a curva dos quadris, a linha do pescoço. A voz dela soa diferente no escuro – mais grave, mais íntima, como se estivesse revelando segredos. A glande dele incha, um nó quente e pulsante dentro da calça, e ele precisa se controlar para não se atirar sobre ela imediatamente.

O primeiro contato

Ele dá um passo em direção a ela. A mão dele tateia no escuro, uma carícia hesitante na negritude, e encontra o ombro dela. O tecido do blazer dela é liso e frio, por baixo ela é quente, um núcleo pulsante. Ela não se esquiva. Em vez disso, coloca a mão dela sobre a dele. Os dedos dela são finos, mas firmes, o toque dela é consciente. Ele sente a leve umidade da palma da mão dela, a batida rápida do pulso dela sob a mão dele.

“O que você está fazendo?”, sussurra ela. Não é uma pergunta de verdade, é mais uma respiração, um convite. A voz dela treme levemente, uma rachadura na fachada dela.

“Quero saber se você é realmente tão fria quanto parece.”

Ela guia a mão dele lentamente do ombro dela pelo braço, passando pela parte interna macia do cotovelo, pela pele sedosa das costas da mão, até as pontas dos dedos dela. O toque dela é proposital, quase terno, uma jornada sensual. Então ela solta. Ele ainda sente o calor na pele dele, um formigamento onde ela o tocou.

“E então? Seu diagnóstico?” A voz dela é curiosa, desafiadora, um sussurro na escuridão.

“Mais macia do que eu esperava.”

Ela dá um empurrãozinho nele, um empurrão brincalhão no peito dele. “Idiota.” Mas a voz dela não soa irritada, e sim divertida, quase gananciosa. “Já que você está aqui – me ajude a sair desta fantasia.”

Ele ouve o leve arranhar dos dentes do zíper, um som agudo no silêncio. A mão dela procura a dele, coloca-a nas costas dela. Sob os dedos dele, ele encontra o zíper do vestido dela, o metal frio. “Puxe para baixo”, ordena ela baixinho. A voz dela está rouca de excitação, um desejo áspero.

Ele obedece, milímetro por milímetro, uma revelação lenta e agonizante. O tecido se separa e revela a coluna vertebral dela, uma curva suave que se dissolve na escuridão. As pontas dos dedos dele deslizam sobre a pele nua, que é quente e sedosa. Ela estremece – um movimento que ele sente sob as mãos, mais do que vê, um tremor sutil que percorre o corpo dela. A pele dela é lisa e quente, e ele apalpa a leve elevação das costelas dela, a covinha macia das costas dela.

“Continue”, diz ela. Desta vez soa como uma ordem, mas também como uma súplica, um ofegar na escuridão.

Ele empurra o vestido para baixo dos ombros dela. Ele cai no chão, um farfalhar leve no carpete, uma peça de roupa caída. Ela está só de calcinha e sutiã na frente dele, os contornos dela quase imperceptíveis, uma sombra da sedução. Mas ele sabe como ela é. Já a viu vezes suficientes no escritório, no tailleur chique, o cabelo perfeito, a máscara da inacessibilidade. Agora ela é diferente. Mais vulnerável. E isso o deixa excitado, uma onda quente e urgente. Ele consegue ver os seios dela, que se delineiam sob o sutiã, as curvas macias, a curva dos quadris dela que se perde na penumbra. O pau dele está agora completamente duro, um pistão de pedra que pressiona contra o tecido da cueca, e ele mal consegue suportar a pressão.

Ele se aproxima, pressiona o corpo dele contra o dela. Ela não recua, mas passa os braços em volta do pescoço dele, os dedos dela se cravam no cabelo dele. Os lábios dela estão perto, a respiração dela é quente na pele dele. “Me beija”, sussurra ela, e não é mais um desejo, mas um comando que vem do fundo da garganta dela.

Ele obedece. Os lábios dele encontram os dela, macios e exigentes. A boca dela se abre sob a dele, a língua dela avança, um jogo molhado e exigente. Ele sente o gosto de café e algo doce, a língua dela brinca com a dele, uma dança selvagem de dominação e entrega. As mãos dele…

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