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Entre as Milhas

Contos de Primeiras Vezes · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

Eu nunca imaginei que uma cortina surrada de motel seria o prenúncio da minha própria perdição. Mas ali estava eu, naquele quarto mofado que cheirava a sexo velho e desinfetante barato, e meu corpo inteiro vibrava de excitação safada.

Estávamos viajando há três dias, cruzando o Sudoeste num carro alugado caindo aos pedaços. Jonas e eu nos conhecíamos há apenas seis semanas, mas essas seis semanas pareciam uma vida inteira – ou pelo menos a parte mais emocionante dela. Cada minuto que passávamos juntos carregava a tensão entre nós até se tornar quase insuportável. Eu queria ele. Queria sentir o pau dele dentro de mim, as mãos dele na minha pele, o gosto dele na minha língua. Era uma fome que me consumia.

Agora eu estava sentada na beirada da cama, a colcha gasta por baixo de mim, e observava Jonas fechar as persianas. As lâminas projetavam listras de luz neon alaranjada na parede, vindas do posto de gasolina em frente. Não era romântico, mas era exatamente isso que tornava tudo real. Sem velas, sem flores, só nós dois e a promessa não dita de que íamos nos tomar até não sobrar nada um do outro.

— Tem certeza? — ele perguntou sem se virar. A voz dele era baixa, carregada de uma insegurança que me tocava de um jeito estranho. Mas eu não queria insegurança. Eu queria que ele me tomasse, duro e sem hesitação.

— Nunca tive tanta certeza na minha vida — respondi, e era verdade. Desde o momento em que ele me beijou pela primeira vez — num bar enfumaçado —, eu sabia que ia transar com ele. Que ia sentir o pau dele dentro de mim, fundo e duro, até eu gritar.

Ele se virou. A luz neon desenhava sombras no rosto dele, destacando as maçãs do rosto. Ele estava lindo naquela luz, perigoso. Nos olhos dele havia uma profundidade, uma vulnerabilidade que ele normalmente escondia atrás de um sorriso leve. Ali, naquela penumbra, ele deixava a máscara cair. Eu podia ver o quanto ele me desejava, o quanto o corpo dele ardia por mim.

— Quero fazer isso direito — ele disse, se aproximando. — Quero que você se sinta bem.

Eu levantei, fui até ele, até ficarmos a um palmo de distância. — Estou me sentindo bem. Mas para de falar. Quero que você me foda. Agora.

O sorriso que eu tanto gostava se espalhou pelo rosto dele, mas dessa vez era diferente. Era faminto, quase predatório. Então ele se inclinou, e a boca dele encontrou a minha. O beijo não foi suave. Foi exigente, ganancioso, a língua dele invadindo minha boca como se quisesse me possuir por dentro. Eu respondi enterrando as mãos no cabelo dele e puxando-o para mais perto. O corpo dele era quente, firme, e quando a língua dele abriu meus lábios, senti um calor se espalhar dentro de mim que não tinha nada a ver com o ar abafado do quarto.

As mãos dele deslizaram pelas minhas costas, por baixo da minha camiseta, as pontas dos dedos frias na minha pele quente. Eu estremeci, mas não de frio. Era um tremor de expectativa, de desejo que se espalhava por cada nervo do meu corpo. Senti ele abrir o fecho do meu sutiã — um pequeno clique que soou ensurdecedor no silêncio — e então as mãos dele envolvendo meus seios, os polegares roçando os bicos até eles se eriçarem sob os toques, duros e pontudos como pedrinhas.

— Isso — gemi, encostando a cabeça no ombro dele. — Jonas, me toca.

Ele me puxou para a cama, uma cama que gemeu sob nosso peso, mas eu não liguei. Eu estava de costas, ele por cima de mim, a boca dele descendo do meu pescoço para minha clavícula, depois para meu peito. Os lábios dele envolveram um dos meus mamilos, a língua brincando com ele, ora suave, ora exigente, e eu me arqueava em sua direção, os dedos cravados no cabelo dele. Eu sentia o quanto já estava molhada, o quanto meu corpo ansiava por ele. Minha calcinha já estava encharcada, a umidade escorrendo pelas minhas coxas.

Ele tirou minha camiseta, depois o próprio moletom. A pele dele era pálida na luz neon, com uma fina linha de pelinhos escuros descendo do umbigo. Eu coloquei a mão no peito dele, senti o coração dele batendo sob meus dedos — rápido, vibrante. Ele estava tão excitado quanto eu. O pau dele pressionava contra a calça jeans, um contorno duro e grosso que me deixava ainda mais tesuda.

— Quero sentir seu pau — eu disse, e minha voz estava rouca de desejo. — Quero que você me foda até eu não conseguir mais pensar.

Ele assentiu, levantou-se, abriu a calça. Eu o observei se livrar das roupas, e então ele ficou nu na minha frente, o membro já duro, a glande úmida na luz, um pau grosso e comprido que tremia de tesão. Eu me sentei, estendi a mão, envolvi ele. Ele estremeceu quando meus dedos tocaram nele, e um gemido baixo escapou dele. Passei a mão ao longo do comprimento, devagar, apreciando o calor, a tensão no corpo dele. O pau era liso e quente, a glande brilhava úmida. Eu me inclinei, peguei a glande na boca, lambi a ponta, senti o gosto salgado da excitação dele.

— Porra, Lisa — ele gemeu, as mãos no meu cabelo. — Isso é tão bom pra caralho.

Eu o chupei mais fundo, deixei o pau dele deslizar na minha boca até tocar a garganta. Senti ele pulsar, senti ele se segurar para não gozar. Era uma sensação de poder, vê-lo tão indefeso. Mas eu queria mais. Queria sentir ele dentro de mim.

— Vem cá — ordenei, soltando ele, e ele se deitou ao meu lado, me ajudou a tirar a calça jeans e a calcinha. Quando eu estava nua na frente dele, ele me olhou, com um olhar que me despia completamente antes mesmo de ele fazer qualquer coisa. Os olhos dele percorreram meu corpo, meus seios, minha barriga, descendo até minha boceta molhada que brilhava de desejo.

— Você é tão gostosa pra caralho — ele disse, a voz rouca. — Quero te lamber até você gozar.

Então ele se inclinou sobre mim, a boca dele encontrou a minha, e a mão dele deslizou entre minhas pernas. Ele sentiu a umidade que eu guardava para ele e gemeu baixinho. Os dedos dele me exploraram, circularam meu clitóris que estava duro e inchado, penetraram em mim, um, depois dois. Eu gritei quando os dedos dele estavam dentro de mim, me esticando, me preparando para o que viria.

— Isso, me fode com os dedos — ofeguei. — Me prepara para o seu pau grande.

Ele se inclinou mais, a boca dele encontrou minha boceta. A língua dele…

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