O cartão de embarque parece frio quando o coloco no balcão polido. O uísque na minha mão tem gosto de fumaça e solidão – morno, como o ar viciado deste terminal. O anúncio ainda ecoa nos meus ouvidos: atraso até amanhã de manhã, pernoite no hotel, um voucher de desculpas para um sanduíche. Seis horas de espera que nenhum voucher compensa. Meu corpo se sente tenso, uma leve umidade entre minhas coxas que não tem nada a ver com a noite. Estou pronta para algo que não consigo nomear.

— Posso me sentar aqui?
Me viro. Um homem, trinta e poucos anos, casaco escuro, bolsa de couro gasta. Seu sorriso – torto, quase envergonhado – desperta algo em mim. Meu olhar percorre seu corpo, para em sua virilha. Me pego imaginando como ele deve ser por baixo da roupa.
— À vontade. — Empurro minha mala para o lado. Ele se deixa cair no banco, pede uma cerveja e brinda comigo.
— Aos viajantes encalhados — diz ele.
— Às noites não planejadas.
Rimos. Lukas, fico sabendo, voltando de uma feira em Frankfurt. Eu estudo, quero ir para casa. O universo tinha outros planos. A voz dele é grave, rouca, e sinto minha calcinha ficando molhada aos poucos enquanto ele me olha.
Um jogo de olhares e toques
O bar se enche de pessoas encalhadas, mas nós as ignoramos. A mão dele está estendida no balcão, perto o suficiente para eu sentir o calor. Ele se inclina, sua voz fica mais baixa. Cedro e limão – o perfume dele – chega até mim. Respiro fundo, imaginando como esse cheiro se agarra ao seu pescoço, ao seu peito, ao seu pau.
— O que a gente faz agora? — pergunto, quando meu copo está vazio. Minha voz sai rouca de desejo.
— Reservei um quarto. Cama de casal. A companhia aérea disse que podemos fazer upgrade se quisermos um quarto individual. — Ele dá de ombros. — Mas talvez você queira vir comigo? Como companhia? A gente pode beber mais um pouco ou pedir algo no quarto.
Os olhos dele são castanho-escuros, quase pretos. Eles me seguram. Meu pulso acelera, e sinto minha boceta começar a pulsar de excitação. A ideia de acabar na cama com um estranho me deixa com tesão.
— Tudo bem — ouço a mim mesma dizer. — Mas pago metade.
— Fechado.
Caminhamos por corredores vazios, passando por lojas fechadas e malas rodando. O ônibus do translado nos leva até o hotel. No elevador, ficamos de frente um para o outro, nossos dedos se tocam por acaso. Deixo-os lá, e ele entrelaça os dele nos meus. Sinto meus mamilos endurecerem e espero que ele veja por baixo do meu suéter.
Cruzar a soleira
O quarto é grande. Cama enorme, janela com vista para a pista de pouso. Lá fora, luzes piscam na escuridão. Deixo minha bolsa de lado, viro-me para ele. Minha respiração é superficial, e posso sentir o cheiro da minha excitação subindo lentamente da minha calcinha.
— Estou nervosa — confesso.
— Eu também — diz ele. — Mas quero te beijar, se você também quiser.
Eu concordo com a cabeça. Os lábios dele têm gosto de cerveja e hortelã. As mãos dele pousam nos meus quadris, me puxam para mais perto. O beijo fica mais profundo, mais exigente. Meus dedos deslizam pelo cabelo curto e macio dele. Sinto o pau duro dele pressionando minha barriga, e um gemido escapa de mim.
— Devagar — sussurro contra a boca dele. — Quero aproveitar isso. Quero sentir cada centímetro de você.
Ele sorri, dá um passo para trás. — Então vamos sentar.
Afundamos na beira da cama. Tiro meus sapatos, ele tira o casaco. Os dedos dele encontram a barra do meu suéter, deslizam por baixo, acariciam minhas costas nuas. Fecho os olhos, me inclino no toque. A mão dele desce mais, sobre minha coluna, até minha bunda, e eu me pressiono contra ele.
— Você é linda — diz ele.
Abro os olhos, olho para ele. — Me tira a roupa.
Ele obedece devagar, quase com devoção. O suéter desliza sobre minha cabeça, a calça segue. Fico de calcinha e sutiã na frente dele, o olhar dele é tão intenso que me sinto desejada. Minha calcinha já está escura de umidade, e não tenho vergonha disso. Ele se levanta, me beija de novo, abre o fecho do sutiã com dedos hábeis. O tecido cai, as palmas das mãos dele envolvem meus seios.
— Tão macios — murmura. — Tão perfeitamente deliciosos.
Gemo baixinho quando os polegares dele roçam meus mamilos. Eles endurecem sob o toque dele, pequenos brotos pontiagudos que pedem por mais. Empurro-o de volta para a cama, ajoelho-me sobre ele e beijo seu pescoço, o lugar onde o pulso bate. Chupo suavemente sua pele enquanto minhas mãos puxam sua camisa.
— Sua camisa. Tira. Agora.
Ele quase a rasga, botões voam. O peito dele é liso, os músculos se desenham. Deixo minha língua passear pelo mamilo dele, sinto-o estremecer. Depois desço mais, beijo sua barriga, seu cinto. Abro a calça dele com dedos trêmulos.
— Você me deixa louco — ele ofega. — Quero estar dentro da sua boceta.
Eu sorrio, sento e tiro minha calcinha. Ela gruda em mim, molhada do meu mel. Ele me observa com os olhos semi-cerrados enquanto eu o liberto da calça e da cueca. O pau dele está ereto, a glande brilhante e molhada, uma gota grossa de pré-gozo perolando na ponta. É comprido e grosso, exatamente o que eu preciso.
— Vem aqui — digo.
Pego-o na minha mão, sinto o calor e a pulsação. Lentamente, me inclino e o levo à boca. Ele tem cheiro de sal e homem. Minha língua acaricia a parte de baixo da haste enquanto chupo. Levo-o fundo, até tocar minha garganta, e sinto ele ficar ainda mais duro.
— Ah, porra, isso — ele geme. — Sua boca é tão gostosa.
As mãos dele se enterram no meu cabelo, ele empurra levemente enquanto continuo a mimá-lo. Deixo minha língua circular em volta da glande, a levo inteira à boca e chupo com força. Ele estremece, e sinto o quanto está perto.
— Não — ele aperta. — Quero gozar dentro de você. Quero foder sua boceta até você gritar.
Paro, me endireito. Minha boca está molhada, meus lábios inchados. Me viro, engatinho na cama e ofereço minha bunda para ele. Ela é redonda e firme, e sei que ele vai fodê-la agora.
— Me fode — sussurro. — Me fode com força.
Ele me pressiona contra o lençol, meus joelhos no colchão, minha bunda no ar. Sinto os joelhos dele entre minhas coxas, as mãos dele na minha bunda. Então, sinto o pau dele.
Vozes da comunidade
Ainda sem vozes — seja a primeira a dizer o que a excitou.
