“Você não é turista, né?” A voz veio da esquerda, com um sotaque quente que transformava a pergunta numa afirmação. Lara virou-se no banco do bar – e congelou. O homem que a encarava parecia ter brotado dos azulejos da cidade: cachos escuros, um queixo cheio de barba por fazer, olhos como vinho do Porto envelhecido. “Sou”, disse ela, “infelizmente sim.” O sorriso dele brilhou, branco e repentino. “Você lamenta isso? Por que mais estaria aqui, sozinha, numa terça-feira à noite?”

Ela o examinou enquanto tomava um gole de vinho. Ele vestia uma camisa de linho clara, os botões superiores abertos, e seu peito era levemente peludo. “Eu escrevo”, disse ela, “relatos de viagem. Amanhã vou embora.” Ele assentiu, como se esperasse aquilo. “Então você não tem mais nada para escrever hoje. Deixe-me mostrar a cidade – cantos que nenhum guia turístico conhece.” Ela hesitou, mas a franqueza dele a desarmou. “A propósito, me chamo Tiago.”
Lá fora, o ar úmido da noite pousou em sua pele – pesado, de jasmim e rio. Ele a conduziu por vielas estreitas, passando por bares de fado de onde vinha canto. Num canto silencioso, debaixo de um poste, ele parou. “Feche os olhos”, disse ele, e ela obedeceu. Os dedos dele tocaram seu pulso, bem de leve, depois a palma da mão dela. “O que você ouve?” Ele a tratou por “você” de repente, e pareceu certo. “O vento”, sussurrou ela, “e música.” Ele se inclinou, seus lábios roçaram a orelha dela. “E meu coração.” Ela riu baixinho, mas seu pulso acelerou. A mão dele pousou no quadril dela, puxou-a para perto, e ela sentiu o calor do corpo dele através do tecido. “Vem comigo para cima”, disse ele, “seu quarto de hotel está esperando.”
A Abertura das Portas
No elevador, o silêncio era elétrico. Eles ficaram lado a lado, a mão dele apoiada nas costas dela – uma pressão suave que a deixou sem fôlego. Quando as portas se abriram, ele pegou a mão dela e a conduziu pelo corredor. Diante da porta do quarto, ela girou a chave. “Você me quis a noite toda, não foi?” perguntou ela, com o cartão ainda na mão. Ele se colocou atrás dela, o peito dele nas costas dela, e sussurrou: “Desde que te vi.” A respiração dele era quente em sua orelha, e ela sentiu a excitação dele contra as nádegas – um pau duro e grosso que pressionava suas bundas.
No quarto, estava fresco. As cortinas balançavam levemente com o vento da janela aberta, e lá embaixo se ouvia o barulho da cidade – um zumbido distante que parecia envolvê-los. Ele a virou para si, as mãos nos ombros dela. “Quero te despir devagar”, disse ele, “cada botão, cada zíper.” Ela assentiu, e ele começou a deslizar o vestido dela dos ombros. O tecido escorregou pelos braços dela, caiu no chão. Ela ficou de calcinha e sutiã diante dele, e os olhos dele percorreram o corpo dela, como uma carícia. “Linda”, murmurou ele, e seus dedos abriram o fecho do sutiã. As alças caíram, e os seios dela ficaram livres – cheios e pesados, com mamilos duros e escuros que já se eriçavam. Ele abaixou a cabeça e pegou um mamilo na boca, enquanto a mão dele acariciava o outro, circulava, beliscava. Ela sentiu a excitação subir pelas pernas, como sua boceta ficava molhada.
A língua dele brincou com a ponta dura, primeiro suave, depois mais exigente, enquanto os dedos dele puxavam o outro mamilo. Lara ofegou e jogou a cabeça para trás. “Tiago”, murmurou ela, a voz rouca. Ele não aliviou, chupou até que ela se arqueou sob ele. Então a boca dele vagou pelo pescoço dela, um rastro de beijos que fez a pele dela brilhar. As mãos dele deslizaram pelas costelas dela, pela barriga, descendo até os quadris. Ali, os dedos dele pararam na borda da calcinha dela, hesitaram, perguntaram. Ela assentiu, e ele empurrou o tecido para baixo, devagar, sobre o quadril dela, as coxas, até cair no chão. Ela ficou nua diante dele, e ele deu um passo para trás para contemplá-la. O olhar dele caiu sobre a boceta molhada e brilhante dela – os lábios já inchados, a abertura úmida que se oferecia a ele. “Você é linda”, disse ele, e a voz dele soou reverente.
O Desabrochar do Prazer
Ele se ajoelhou diante dela, as mãos nos quadris dela. A respiração dele era quente na pele nua dela, um sopro úmido na barriga dela. “Tão linda”, murmurou ele, e os lábios dele tocaram o umbigo dela, mais abaixo, até a boca dele encontrar a fenda úmida entre as pernas dela. Lara ofegou e se apoiou na parede, os dedos dela no cabelo dele. A língua dele a explorou, primeiro hesitante, depois exigente – círculos em volta do clitóris dela, lambidas ao longo dos lábios da boceta dela, uma sucção leve na ponta sensível. Ela sentiu o quadril dela se erguer em direção a ele, como as ondas de excitação partiam da boca dele e se acumulavam na barriga dela. “Não”, gaguejou ela, “quero sentir você também.” Ela puxou suavemente o cabelo dele para pedir que ele se levantasse. Ele se ergueu, os lábios brilhando – molhados do suco dela.
Ele tirou a camisa, e ela viu o torso musculoso dele, os pelos escuros no peito dele que se perdiam em direção à barriga. A calça dele caiu, e o pau ereto dele ficou livre – longo, grosso, a cabeça brilhante e vermelha, a ponta úmida de tesão. Ela estendeu a mão, agarrou-o, sentiu a tensão lisa sob a palma da mão dela, o calor, a veia pulsante na parte de baixo. Ele gemeu e a beijou, fundo, enquanto a mão dela deslizava para cima e para baixo, encontrava o ritmo. Então ele a ergueu, ela envolveu as pernas em volta do quadril dele, e ele a carregou até a cama, o corpo dela no dele, o atrito duro do pau dele contra a boceta molhada dela.
A União
Ela estava deitada no lençol branco, ele sobre ela. Os travesseiros cheiravam a lavanda e algo salgado – da noite. Ele afastou as pernas dela, o pau dele roçou a entrada dela – uma promessa. “Diz quando estiver pronta”, sussurrou ele. Ela puxou ele para perto, e ele deslizou para dentro, devagar, centímetro por centímetro. Ela sentiu a distensão, o preenchimento, como a cabeça grossa dele empurrava as paredes dela para os lados, e gemeu alto. “Sim, me fode”, cuspiu ela, a voz rouca de desejo. Ele começou a se mover, um ritmo constante que a puxava para mais fundo – circulando, pressionando. A testa dele estava na dela, a respiração dele pesada. “Sim”, cuspiu ela, “assim, mais fundo.” Ele acelerou, empurrou mais fundo, e ela sentiu o calor crescer na barriga dela, uma onda que se formava. Ela agarrou as costas dele, os calcanhares dela nos rins dele, e o puxou ainda mais para dentro dela.
As estocadas dele ficaram mais duras, mais rápidas, o pau dele deslizava para dentro e para fora da boceta molhada dela, um som molhado de chapinhar que enchia o quarto. Os peitos dela balançavam a cada movimento, e ele se inclinou para chupar os mamilos duros dela enquanto a penetrava implacavelmente. “Sim, chupa isso”, ofegou ela, “me fode
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