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Jogos de Poder no Fim do Expediente

Contos de Escritório · aprox. 6 min de leitura · Maiores de 18

Nunca a tinha visto assim. Este pensamento atravessou Lukas quando ele virou a esquina e a viu ali parada – Lena, sua rival do desenvolvimento de produtos, de costas para a porta de vidro do seu escritório. Braços cruzados sobre o peito, cabeça ligeiramente inclinada, como se estivesse exatamente esperando por ele. O blazer dela pendia sobre uma cadeira, a blusa branca desabotoada até o terceiro botão, e o olhar dela – aquele olhar o atingiu como um golpe. Ele conhecia aquela expressão de inúmeras reuniões: puro desafio. Mas hoje havia algo diferente nela. Algo que fez sua respiração parar, que acelerou seu pulso até a garganta e endureceu seu pau dentro da calça. Ele sentiu o sangue jorrar para o baixo-ventre, seu membro pressionar contra o zíper, e soube que aquilo não seria um fim de expediente normal.

— Você está trabalhando até tarde — disse ela, a voz mais grave que o normal, sem o tom habitual de sarcasmo. Uma constatação calma que ecoou no corredor vazio. Lukas parou, a pasta na mão, a chave ainda não na fechadura. Ao redor, o escritório aberto estava escuro, as telas apagadas, as cadeiras vazias. Apenas a iluminação de emergência lançava uma luz azulada sobre as mesas, fazendo sombras dançarem. Cheirava a café frio e papel – e a ela: um perfume pesado e floral que ele nunca tinha percebido nela, doce e acre ao mesmo tempo, que se enfiava em seu nariz e deixava seu pau ainda mais duro. Ele podia sentir a umidade entre as pernas, uma leve pulsação que quase o deixava tonto.

— Poderia dizer o mesmo de você — respondeu ele, forçando um sorriso. — Esqueceu de uma reunião comigo? — Seu pulso disparava. Aquela não era a Lena que ele conhecia. Não era a mulher que, uma hora antes, o humilhara no comitê de gestão com uma análise afiada. A mulher à sua frente respirava superficialmente, o peito subindo e descendo sob a blusa. O quarto botão estava apenas frouxamente enfiado, e ele podia ver o início dos seios dela, claros e macios na penumbra, as curvas que despontavam sob o sutiã preto de renda. Os mamilos dela se marcavam duros através do tecido fino, e ele precisou se forçar a não olhar fixamente.

— Nenhuma reunião — disse ela, afastando-se da porta. Um passo mais perto, parou fora do alcance dele. — Só pensei… que poderíamos conversar sobre a distribuição do orçamento. A sós. — Ela enfatizou as últimas palavras, deixando-as pesadas no ar. Lukas engoliu em seco, a boca seca. Conhecia aquele jogo – ela já o jogara com ele vezes suficientes. Mas nunca naquele território. Nunca sozinhos, depois do expediente, naquela luz estranha que suavizava seus traços, fazia seus olhos brilharem. Seu pau pulsava impaciente, pressionando contra o tecido da calça, e ele sabia que ela devia estar vendo – o volume que se desenhava sob a pasta.

— O orçamento está decidido — disse ele baixo. — Você sabe disso.

— Sei muitas coisas — respondeu ela, chegando mais um passo perto. Agora ele podia ver as linhas finas ao redor dos olhos dela, a pequena cicatriz no queixo – uma queda na infância, ela lhe contara uma vez. A mão dela deslizou lentamente até a gola e abriu o segundo botão. Por baixo, apareceu uma estreita faixa de pele clara, o início de um sutiã preto de renda. — Mas algumas coisas só descubro quando pergunto. — Os dedos dela pousaram no tecido, quase acariciando. Ela abriu o terceiro botão, e agora ele via o início completo dos seios dela, as colinas macias que se arqueavam sob o tecido preto. Os mamilos dela estavam duros, marcando-se como pequenas pontas, e ele sentiu a boca salivar.

Lukas sentiu o calor subir pelo colarinho. Sua mente o avisava – aquilo podia ser uma armadilha, ela era conhecida por seus jogos táticos. Mas seu corpo reagia de outro jeito. A calça apertava, e ele agradecia que a pasta escondia o volume. — Lena… o que você está tramando? — A voz dele estava rouca, cheia de desejo que não conseguia mais esconder.

Ela sorriu, um sorriso lento e sensual que alargou seus lábios e fez seus dentes brilharem. — Quero saber se você consegue pegar o que não é seu por direito. Ou se você sempre segue as regras direitinho. — A mão dela desceu mais, roçou o tecido da saia – uma saia justa preta lápis que abraçava seus quadris. Ela puxou o zíper, um zumbido leve no silêncio que vibrou pelas veias dele. A saia se abriu, revelando suas pernas magras, cobertas por meias pretas que iam até as coxas. Por baixo, apenas uma calcinha fio dental preta e fina que se cravava entre as nádegas.

Lukas deixou a pasta cair. O baque surdo ecoou pela sala, mas nenhum dos dois prestou atenção. — Eu pego o que quero — disse ele, a voz rouca de desejo. Ele avançou até ela, pegou sua mão e a pressionou contra a porta de vidro fria. O frescor do vidro penetrou pelo vestido dela, mas ela não estremeceu. Em vez disso, ergueu o queixo, um convite mudo que fez o pulso dele disparar ainda mais. Seu pau estava agora duro como pedra, pressionando dolorosamente contra o zíper, e ele podia sentir a umidade na ponta, que já molhava o tecido da cueca.

— Então prove. — A voz dela era um sussurro, cheio de desafio, cheio de desejo.

A boca dele encontrou a dela. Não foi um beijo suave, nem um começo hesitante. Um ataque, um choque de dentes e línguas que tinha gosto de anos de conflito reprimido – amargo e doce ao mesmo tempo. Ela mordeu levemente o lábio inferior dele, e ele gemeu, pressionando o corpo contra o dela. Os seios dela se apertaram macios contra o peito dele, e ele sentiu as pontas duras dos mamilos através das finas camadas de tecido. As mãos dele enfiaram-se no cabelo dela – liso, escuro, preso num coque severo que ele agora desfazia. Os cabelos caíram sobre os ombros dela, e ela parecia uma outra mulher. Selvagem, faminta, perigosa. Ele sentiu a língua dela deslizar em sua boca, provando seu gosto, exigindo dele.

— Seu escritório — ofegou ela entre dois beijos, os lábios quentes contra os dele. — Quero no seu escritório. — A mão dela deslizou pelo peito dele, desabotoando sua camisa, deixando os dedos correrem sobre a pele. — Quero te foder na sua cadeira.

Ele tateou cegamente pela chave, quase a deixou cair, até encontrar a fechadura e empurrar a porta. Eles cambalearam para dentro, contra a mesa dele, que gemeu com o impacto. O monitor balançou, papéis escorregaram. Lena riu baixinho, um som rouco que o deixou ainda mais duro.

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