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Convidado à Mesa

Contos de Corno · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

A terça-feira à noite, quando Felix fez a proposta, queimou-se em sua memória como um punhal incandescente. Os restos do jantar ainda estavam sobre a mesa, e ele a olhou com aquele olhar que anunciava tudo. “Vamos convidar alguém”, disse ele baixinho. “Não qualquer um. Alguém que nos excite a ambos.” Ela riu, primeiro, porque parecia absurdo. Mas então sentiu seu corpo reagir de outra forma – um formigamento que se alojou até sua fenda molhada, uma pulsação entre suas coxas que não queria parar. E agora, três semanas depois, ela está na cozinha de seu apartamento, as risadas dos convidados penetrando pela porta fechada, e a mão de Felix, quente, em sua nuca.

“Você está pronta?”, ele sussurra. Sua respiração roça sua orelha, uma lufada de ar que eriça os pelos de sua nuca e vai direto para sua boceta molhada. Ela acena, embora seu coração bata contra suas costelas como um pássaro preso, e sua rata já comece a pulsar de excitação. Eles optaram por uma pequena festa em casa, nem muito íntima, nem muito pública. Apenas uma dúzia de pessoas, amigos e conhecidos, e um que ninguém conhece. Felix o encontrou na internet, num fórum para pessoas com interesses semelhantes. “Ele é experiente”, Felix tinha dito. “E sabe no que está se metendo.” Ela tinha visto a foto do perfil: um homem por volta dos quarenta, cabelos escuros, um sorriso que irradiava calor mesmo através da tela e que, em sua fantasia, já fazia seu pau duro brincar dentro dela. Seu nome: Lukas.

Ela volta para a sala de estar. O ar está pesado de perfume e risadas, de suor e vinho tinto. Alguém colocou música, jazz suave, que se enrola nas pernas dos convidados como uma cobra invisível. Lena procura com os olhos. E então ela o vê. Lukas está encostado no parapeito da janela, uma taça de vinho tinto na mão. Ele veste uma camisa azul escura, as mangas arregaçadas frouxamente, os tendões de seus antebraços se destacam. Seus braços são musculosos, mas não ostensivos. Seu olhar é intenso, direto, e ela sente seus mamilos endurecerem sob o tecido do vestido, sua boceta ficar molhada, só porque ele a olha. Ele percebe seu olhar e acena quase imperceptivelmente. Felix aperta seu ombro, um pedido mudo, e seu dedo roça brevemente seu mamilo duro, uma promessa.

Ela vai em sua direção. Os outros convidados conversam, ninguém presta atenção neles. “Lena”, ela diz e estende a mão. Ele a pega, seus dedos são quentes, o aperto firme, e ela sente imediatamente um calafrio percorrer seu corpo, direto para sua fenda molhada. “Lukas.” A voz dele é grave, calma, como um trovão distante, e ela imagina como ele gemeria o nome dela quando gozasse dentro dela. “Felix me falou muito sobre você.” Ela ri nervosamente. “Coisas boas, espero.” Ele sorri. “Nada que eu já não soubesse.” O olhar dele desce por ela, devagar, apreciativo, como se estivesse examinando uma pintura – ou sua rata nua, que ele em breve lamberia. Ela usa um vestido preto que termina acima dos joelhos, um fino anel de prata no pescoço. Ela sente seus mamilos se eriçarem sob o tecido, ficarem duros contra a ponta, e sua boceta começar a pingar de umidade.

A conversa flui, conversa fiada sobre música e viagens. Mas sob a superfície, outra coisa corre, uma corrente de tesão que os conecta, invisível e elétrica. Felix se junta a eles, fica ao lado de Lena, sua mão pousa em seu quadril, os dedos brincam com a barra de seu vestido. Ele fala com Lukas sobre o fórum, sobre as regras que combinaram. Lena só ouve pela metade. Ela observa os lábios de Lukas, como eles envolvem a taça, como seu pomo-de-adão dança ao engolir. Ela se pega imaginando como esses lábios teriam gosto em sua boceta, se seriam macios ou exigentes, se empurrariam seus lábios molhados para os lados e enfiariam sua língua fundo dentro dela.

A calmaria antes da tempestade

Perto da meia-noite, os primeiros convidados se despedem. O apartamento fica mais silencioso. Ainda três ou quatro pessoas conversando em círculo. Felix serve generosamente, o vinho tinto gorgoleja nas taças. Lena está sentada no sofá, Lukas ao lado dela, Felix à sua frente. Seu marido a observa, a mão dele pousa em seu joelho, os dedos tamborilam um ritmo impaciente, e ela o vê passar a mão rapidamente sobre a calça – ele já está duro. Ela sente o olhar do marido, sabe o que ele está pensando. Seu pulso acelera, o sangue zune em seus ouvidos, e sua rata fica tão molhada que ela sente a sensação pegajosa em suas coxas.

A mão de Lukas está no encosto, a apenas milímetros de suas costas. Ela pode sentir o calor que emana dele, um ímã invisível que puxa direto para sua boceta encharcada. “Quer que eu te mostre o apartamento?”, ela pergunta, sua voz soa estranha em seus ouvidos, rouca e baixa, cheia de tesão. Ele acena. Ela se levanta, ele a segue, sua sombra no assoalho. Os olhos de Felix os seguem, um sorriso brinca em seus lábios, lento e cúmplice. Ele sabe o que vai acontecer. Ela leva Lukas para o quarto, a porta se fecha atrás deles. Por um momento, eles ficam de frente um para o outro, o ar entre eles vibra, cheio de palavras não ditas e desejo insatisfeito. Ela pode ver o pau duro dele através da calça, um volume que a encara.

“Eu quero te beijar”, ele diz. Não é uma pergunta, uma constatação, uma declaração. Ela acena, sua boca está seca, sua língua colada no céu da boca, mas sua boceta está pronta. Ele se aproxima, suas mãos encontram seus quadris, puxam-na suavemente para perto. Quando seus lábios tocam os dela, é suave, quase terno, uma preliminar. Mas então o beijo fica mais exigente, sua língua busca entrada, e ela se abre para ele. Ela sente gosto de vinho tinto e algo salgado, masculino, e sente sua língua circular seus lábios antes de enfiá-la fundo em sua boca. Suas mãos deslizam para o cabelo dele, é mais macio do que ela esperava, sedoso entre seus dedos. Ele a pressiona contra a porta, seu corpo é firme, quente, uma armadura de músculos. Ela sente a excitação dele, uma pressão dura em sua barriga, que penetra o tecido de suas roupas – o pau dele, pressionando contra ela.

“Eu quero te ver”, ele murmura contra a boca dela. Ele dá um passo para trás, seus dedos encontram o zíper do vestido dela. Ele puxa devagar, os dentes do zíper emitem um som baixo, um sussurro metálico. O vestido cai no chão, um lago preto a seus pés, e ela fica diante dele apenas de sutiã de renda preta e calcinha. Seu corpo está nu, exceto pelos fios delicados que o envolvem. O olhar dele é intenso, faminto, como se fosse devorá-la. “Linda”, ele diz, e a palavra se

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