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Primeiro toque no cais noturno

Contos de Primeiras Vezes · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

“Você já dormiu com alguém?” A pergunta cai no silêncio da noite morna, uma pedrinha atirada na água da nossa cumplicidade.

Estamos sentados no cais de madeira, as pernas balançando sobre a água escura. O ar cheira a algas e madeira molhada, misturado com o doce aroma do desodorante dele. Lukas inclinou a cabeça para trás e olha para o céu, como se tivesse comentado apenas o tempo. Mas eu sinto o peso das palavras dele.

“Você quer dizer… no geral ou comigo?” Minha voz soa mais fina do que eu gostaria, como o chilrear de uma única cigarra.

Ele vira a cabeça para mim, um sorriso torto nos lábios. “No geral.”

Engulo em seco. Nos conhecemos há três semanas, desde a primeira aula. Todos os dias estudamos juntos, conversamos, rimos. Mas isso é diferente. Desde que chegamos ao lago há duas horas, há uma tensão no ar que não tem nada a ver com as cigarras. É o crepitar entre nossos corpos, a promessa silenciosa de pele contra pele.

“Não”, digo baixinho, olhando para a água preta. “Nunca.”

Ele levanta uma sobrancelha. “Sério? Você tem vinte anos.”

“Sim, sério. Eu só… esperei.” Por quem? Pelo quê? A pergunta vibra não dita entre nós.

Lukas não diz nada. Em vez disso, ele se aproxima, até que a coxa dele toca a minha. O toque queima através do tecido fino do meu shorts, um choque elétrico que dispara até minha barriga. “E agora?”, ele pergunta, a voz mais grave do que antes, como um murmúrio sob a superfície da água.

“Agora… não tenho mais tanta certeza pelo que esperei.”

Ele coloca uma mão no meu joelho. O calor dos dedos dele é como um pequeno choque que vibra da minha patela até o quadril. “Não quero te pressionar”, ele diz, e ouço a verdade na voz dele. “Mas se você estiver pronta… eu gostaria de ser o seu primeiro.”

Meu coração bate contra as costelas, um ritmo selvagem que abafa o das cigarras. Viro-me para ele, vejo seus olhos na luz fraca das estrelas. Eles são cinzas, quase prateados, e neste momento, cheios de seriedade. Nenhum jogo, nenhum clichê. Só ele e eu e a noite.

“Sim”, sussurro, e a palavra parece um salto na água fria. “Estou pronta.”

Ele se inclina e me beija. Primeiro suave, depois mais explorador. Seus lábios têm gosto de sal e algo doce – a limonada que bebemos há pouco. A mão dele desliza do meu joelho para a minha coxa e fica ali, um peso quente e pesado. Sinto cada dedo como fogo queimando através do tecido. O beijo se aprofunda, a língua dele encontra o caminho entre meus lábios, e eu me abro para ele, deixo-o entrar. Um gemido baixo escapa de mim quando a mão dele sobe mais, até encontrar a borda do meu shorts. Ele hesita, pergunta com os olhos, e eu aceno quase imperceptivelmente.

Os dedos dele deslizam sob o tecido, roçam a calcinha, que já está molhada da excitação que cresce em mim. Ele sente isso, um sorriso leve nos lábios, e por um momento sinto vergonha, mas a sensação é dominada por uma pulsação quente que emana do toque dele. “Você já está toda molhada”, ele sussurra no meu ouvido, e a voz dele me faz estremecer. “Isso me deixa com muito tesão.”

Não consigo responder, concentrada demais na mão dele, que agora acaricia o tecido molhado da minha calcinha. Ele aperta de leve, e sinto minha boceta se contrair sob o toque dele, um aperto involuntário que me faz ansiar por mais. “Vem”, ele diz, levantando-se e me estendendo a mão. “Vamos para a cabana.”

A Cabana

A cabana é dos pais dele – uma pequena construção de madeira a vinte metros da margem. Lá dentro, é fresco, cheira a madeira velha e bolas de naftalina, misturado com o aroma de ervas secas. Lukas acende uma vela, cuja chama faz sombras dançarem pelas paredes. Só tem um cômodo: uma cama, uma mesa, duas cadeiras. Sem cortinas, apenas a escuridão lá fora, que nos envolve.

Fico parada no meio, insegura, enquanto ele se vira e me olha. “Tem certeza?”, ele pergunta, e eu aceno, embora meus joelhos estejam fracos. Ele vem na minha frente, coloca as mãos nos meus ombros. “Então deixa eu te despir.”

Não é uma pergunta, mas um convite. Os dedos dele encontram a barra da minha camiseta e a puxam lentamente para cima. O tecido roça minha pele, e um arrepio percorre minhas costas. Levanto os braços, e por um momento estou nua até a cintura, só de sutiã. O olhar dele percorre minha pele, e vejo o pomo de Adão dele se mover, como ele engole.

“Você é linda”, ele diz baixinho, e as palavras parecem um toque.

Eu coro – sinto isso até a ponta dos dedos dos pés, um calor que vem de dentro. Ele abre o sutiã com um movimento fluido que me surpreende. As alças caem, o tecido se solta, e meus seios ficam livres. O ar da cabana acaricia minha pele e endurece meus mamilos, duas pequenas montanhas de arrepio.

Lukas abaixa a cabeça e pega um na boca. Um calafrio me percorre – não um arrepio nas costas, mas um puxão profundo que irradia do meu peito até o baixo-ventre, um fio de prazer. A língua dele circula a ponta, primeiro suave, depois exigente, um jogo úmido e quente. Enterro a mão no cabelo dele, que é macio e denso, e o pressiono mais contra mim.

“Lukas…” Meu gemido é baixo, mas preenche o espaço.

Ele continua, troca para o outro seio, enquanto a mão dele massageia o primeiro, um amassar suave que me puxa ainda mais fundo na sensação. Meus joelhos ficam mais moles, e preciso me segurar no ombro dele. Ele sente isso, se endireita e me leva até a cama. O colchão é mais duro do que eu imaginava, o lençol cheira a amaciante e algo amargo que tem o cheiro dele.

Ele se senta ao meu lado, tira a própria camisa. O peito dele é magro, mas definido – uma fina linha de pelos escuros desce do umbigo para baixo, uma seta apontando para baixo. Coloco uma mão no peito dele, sinto as batidas do coração dele, rápidas e fortes sob meus dedos. “Tira a sua roupa também”, eu digo, e minha voz soa mais firme agora.

Ele sorri e se levanta, abre a calça com um gesto tão natural como se estivesse respirando. O shorts cai, a cueca segue. O pau dele já está ereto, a glande escura e úmida, uma gota perolada na ponta. Prendo a respiração. É a primeira vez que vejo um homem nu tão de perto, e quero absorvê-lo, com todos os sentidos. O pau dele é comprido e grosso, as veias transparecem

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