Ele havia esquecido como ela era – sua pele, sua respiração, o leve tremor em seus dedos. Naquela época, no arquivo abafado, quando as pilhas de papéis eram testemunhas. Agora Lena estava de novo diante dela, e a memória a atingiu como um golpe: o cheiro de papel velho, o rangido dos carrinhos de arquivo. Mas desta vez era diferente. Desta vez estavam na sala da chefia, atrás do vidro fosco, e a cidade estava a seus pés.

A festa do afterwork já havia terminado há muito. Os colegas se despediram, um após o outro. Só Lena e Mira haviam ficado – as duas que sempre competiam pelo mesmo cargo. Mira estava encostada no parapeito da janela, a última taça de vinho tinto na mão, o olhar fixo na silhueta de Lena, que se desenhava contra o vidro escuro. O silêncio entre elas era elétrico, carregado de desejos não ditos que queimavam sob sua pele. Mira sentiu seus mamilos endurecerem sob a blusa fina, só pela visão daquela mulher que um dia desejara e odiara.
“Você ainda está brava por causa da promoção?”, perguntou Lena baixinho. Sua voz soava rouca, como sempre quando escondia algo. Ela sabia exatamente que aquela não era a verdadeira razão pela qual havia ficado. Seus dedos brincavam com a taça de vinho, mas seus olhos queimavam o corpo de Mira, deslizavam sobre as curvas que ainda havia explorado com as pontas dos dedos no arquivo.
Mira colocou a taça de lado, aproximou-se. “Brava? Não. Curiosa, talvez. Se você realmente mereceu.” Seus dedos tremiam levemente enquanto ajustava a saia. Já podia sentir o calor de Lena antes mesmo de se tocarem – um formigamento que subia de suas coxas e se acumulava em sua boceta molhada. A calcinha fio-dental preta por baixo da saia já estava encharcada, um pequeno segredo que escondia de Lena.
“E então? O que você acha?” A mão de Lena foi para o primeiro botão de sua blusa, desabotoou-o. Um pedaço de tecido claro revelou seus seios. Seus peitos eram firmes sob o sutiã fino, os mamilos se destacavam claramente. Mira engoliu em seco. Conhecia aquele corpo, o havia explorado com as pontas dos dedos no arquivo, mas nunca com intenção plena. Agora a intenção estava lá, inconfundível, um fogo que ardia entre elas e ameaçava queimar as duas.
O ar na sala era pesado, preenchido por um desejo não dito que se acumulava entre elas como uma muralha invisível prestes a desabar. Mira sentiu seu coração bater mais rápido, cada batida ecoando em seus ouvidos. Deu mais um passo, até sentir o perfume quente de Lena – uma mistura de baunilha e algo floral que a lembrava de noites de verão, noites quentes cheias de sonhos não realizados. “Acho que você vai me mostrar do que é capaz”, sussurrou Mira, sua voz quase um sopro, mas com uma aspereza que fez Lena estremecer.
Sua mão encontrou o quadril de Lena, puxou-a para si. O tecido da blusa estalou sob seus dedos, e ela sentiu o calor fino que penetrava pelo material delgado. Lena deixou a cabeça cair para trás, oferecendo o pescoço como um convite, e Mira se inclinou, seus lábios roçaram a pele delicada atrás da orelha. Ela sentiu Lena suspirar baixinho, um som que foi direto para sua boceta molhada e lhe causou um arrepio nas costas que terminou em seus mamilos.
“Isso é loucura”, sussurrou Lena, mas suas mãos se enterraram no cabelo de Mira, puxando-a com mais força. “Aqui, onde qualquer um pode nos ver.” Sua voz tremia de excitação, seu corpo se contraía sob o toque de Mira, como se se contorcesse de desejo.
“Ninguém nos vê. Só o vidro.” Mira sorriu contra o pescoço de Lena, sua língua traçou uma linha suave sobre o ponto sensível onde o pulso batia. “E ele não conta nada.” Ela sentiu o pulso de Lena martelar sob sua língua, um ritmo rápido e selvagem que aqueceu ainda mais sua própria excitação. O gosto de sal e perfume na pele de Lena a deixou ainda mais gananciosa, e ela chupou suavemente o local até que uma pequena mancha vermelha apareceu.
Ela deixou seus dedos deslizarem sobre a escápula de Lena, sentiu o suor fino na pele que se tornava lisa sob seu toque. A sala estava silenciosa, exceto pela respiração delas e o barulho distante da cidade que penetrava pelas janelas fechadas. Mira abriu os botões restantes da blusa de Lena, deixou a peça deslizar dos ombros até cair no chão. Seus seios eram pequenos e firmes, os mamilos já duros sob o sutiã fino, duas pequenas saliências que pressionavam o tecido. Mira se inclinou mais, pegou um na boca, e Lena gemeu baixinho enquanto suas mãos deslizavam pelas costas de Mira, ao longo da coluna, até pousarem na bunda.
Mira empurrou o sutiã para cima dos seios de Lena, deixou-os cair livres. Os mamilos eram escuros e duros, como pequenas cerejas esperando para serem colhidas. O mamilo de Lena era duro e doce na língua de Mira, uma pequena pedra que ela brincava com os lábios. Ela chupou suavemente, depois com mais força, até Lena jogar a cabeça para trás e soltar um gemido profundo. “Porra, Mira”, ofegou ela, “assim mesmo. Não me deixe louca.” Mira sentiu os dedos de Lena se enterrarem em suas nádegas, puxando-a com mais força. Ela trocou para o outro seio, deixou sua língua circular em torno da ponta dura, enquanto sua mão massageava o seio livre, roçando o polegar sobre a ponta sensível. Lena gemeu mais alto, seus quadris começaram a se esfregar contra a perna de Mira, uma busca inconsciente por atrito que Mira sentiu diretamente em seu ventre.
As mãos de Lena puxaram a saia de Mira, tiraram-na impacientemente sobre seus quadris. O tecido caiu no chão, e Mira ficou só de calcinha fio-dental preta, que se esticava sobre suas curvas. Uma mancha úmida já havia se formado no tecido, um sinal de sua excitação que não passou despercebido por Lena. “Você já está molhada”, sussurrou Lena, sua voz profunda e cheia de desejo. Ela deixou um dedo deslizar sobre o tecido, sentiu a umidade que penetrava. Mira estremeceu, um gemido baixo escapou de seus lábios.
Poder e Entrega
“Você desejou isso?”, perguntou Mira entre dois beijos, seus lábios úmidos da pele de Lena. “Que eu te pegue assim, aqui, onde você é a chefe?” Sua voz era um sussurro rouco, diretamente no ouvido de Lena, enquanto sua mão deslizava entre as pernas de Lena, afastava o tecido de sua calcinha e tateava a fenda molhada por baixo. A boceta de Lena estava quente e molhada, os lábios inchados de desejo.
Lena não respondeu, mas seus dedos abriram o fecho da saia de Mira, deixando-a cair no chão. Mira usava uma calcinha fio-dental preta que mal cobria suas nádegas, e o tecido se esticava sobre suas curvas. Ela sentiu o olhar de Lena sobre si, quente e exigente.
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